Andreas Scholl, contratenor e o soprano Barbara Bonney (uma das minhas vozes favoritas) podem encantar em quatro minutos. Reparem:
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Edberg: o maior de sempre
Agora que vai começar Wimbledon (mais um passeio para Federer?) não posso deixar de recordar o meu favorito de todos os tempos: Stefan Edberg. Havia quem preferisse Borg, Lendl, McEnroe, Chang, Becker, Agassi ou Sampras. Eu fui sempre Edberg. Gostei do ténis de McEnroe, de Rios (dois esquerdinos), mas para mim o senhor ténis era Edberg.
Era elegante no serviço, tinha a melhor esquerda cortada de aproximação à rede de sempre e era um voleador nato. Era um grande desportista e reconhecidamente um gentleman cheiinho de fairplay. Depois eram aqueles micropassinhos junto à rede em Wimbledon frente a gente como Becker, Cash, Lendl. Era incrível. E por fim a sua esquerda (backhand) conhecida como a mais bonita da história do ténis. E nem sequer era uma perfeição de técnica. Ganhou Wimbledon e os opens da Austrália e EUA. Falhou apenas na final de Roland Garros em 89 em cinco sets e quatro horas de jogo frente a Chang.
Não foi o mais potente, o mais forte, o mais alto, o que ganhou mais títulos ou dinheiro. Mas para mim foi o maior. Era só elegância e amor à bolinha amarela.
Podem apreciar aqui (mas esqueçam a música que é horrível)
Era elegante no serviço, tinha a melhor esquerda cortada de aproximação à rede de sempre e era um voleador nato. Era um grande desportista e reconhecidamente um gentleman cheiinho de fairplay. Depois eram aqueles micropassinhos junto à rede em Wimbledon frente a gente como Becker, Cash, Lendl. Era incrível. E por fim a sua esquerda (backhand) conhecida como a mais bonita da história do ténis. E nem sequer era uma perfeição de técnica. Ganhou Wimbledon e os opens da Austrália e EUA. Falhou apenas na final de Roland Garros em 89 em cinco sets e quatro horas de jogo frente a Chang.
Não foi o mais potente, o mais forte, o mais alto, o que ganhou mais títulos ou dinheiro. Mas para mim foi o maior. Era só elegância e amor à bolinha amarela.
Podem apreciar aqui (mas esqueçam a música que é horrível)
Poesia em movimento
Geraldine Rojas e Javier Rodriguez em Gallo Ciego. Podia ser outro tango, podia ser outro par. Mas quem negar que isto é arte e poesia em movimento é um galo cego. Reparem nas sombras...
Calvário: Flor Sem Tempo
Pode parecer piroso e é. Mas também é uma homenagem a José Calvário ontem desaparecido. Dele também a mais conhecida «E depois do adeus...». Agora fica esta flor sem tempo, por Paulo de Carvalho (grande voz). O coro é todo um tratado e o video um magnífico documento sociológico. Deveria fazer parte da História da Televisão em Portugal.
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Descalços no Parque
Não posso deixar de dizer que este é o filme para românticos. Com Redford e Fonda em grande forma. Uma história sobre pensar diferente, fazer diferente.
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Sokolov: Brilho e luz à solta na Casa da Música
Nos cerca de quarenta anos que se seguiram à conquista do 1º Prémio no Concurso Internacional Tchaikovsky de Moscovo, aos 16 anos, o mundo tem sido deslumbrado com o que um crítico americano intitulou como "um pianismo, um saber musical e uma arte que pensávamos ter desaparecido para sempre". Figura proeminente da cena musical russa desde a sua juventude, Sokolov ganhou um estatuto quase mítico entre os amantes da música e do piano em particular.Grigory Sokolov é hoje considerado por muitos como o maior pianista vivo.
Tive o prazer de o ouvir tocar há pouco tempo na Casa da Música. Um concerto sem mácula que ficará por certo por muito tempo na memória dos que lá estiveram.
Tive o prazer de o ouvir tocar há pouco tempo na Casa da Música. Um concerto sem mácula que ficará por certo por muito tempo na memória dos que lá estiveram.
terça-feira, 16 de junho de 2009
Splendor in the Grass
Uma vez fui com o Óscar à saudosa sala Bebé sem nenhuma expectativa e apanhei um soco no estômago. Vi juntar cinema e poesia numa obra-prima de 1961, do grande Elia Kazan, com uma comovente Natalie Wood - um portento de fragilidade e arte, delicadeza e força.
Splendour in the Grass
What though the radiance
which was once so bright
Be now for ever taken from my sight,
Though nothing can bring back the hour
Of splendour in the grass,
of glory in the flower,
We will grieve not, rather find
Strength in what remains behind;
In the primal sympathy
Which having been must ever be;
In the soothing thoughts that spring
Out of human suffering;
In the faith that looks through death,
In years that bring the philosophic mind.
-- William Wordsworth
Splendour in the Grass
What though the radiance
which was once so bright
Be now for ever taken from my sight,
Though nothing can bring back the hour
Of splendour in the grass,
of glory in the flower,
We will grieve not, rather find
Strength in what remains behind;
In the primal sympathy
Which having been must ever be;
In the soothing thoughts that spring
Out of human suffering;
In the faith that looks through death,
In years that bring the philosophic mind.
-- William Wordsworth
Abbey Lincoln visita-nos novamente
Já todos sabem que eu sou viciado nesta mulher. E para ver se contagio, aqui está: a diva Abbey Lincoln.
Byron, She walks in Beauty
Cá está um dos meus poemas favoritos.
George Gordon Byron, Lord Byron. 1788–1824
She walks in Beauty
SHE walks in beauty, like the night
Of cloudless climes and starry skies;
And all that 's best of dark and bright
Meet in her aspect and her eyes:
Thus mellow'd to that tender light
Which heaven to gaudy day denies.
One shade the more, one ray the less,
Had half impair'd the nameless grace
Which waves in every raven tress,
Or softly lightens o'er her face;
Where thoughts serenely sweet express
How pure, how dear their dwelling-place.
And on that cheek, and o'er that brow,
So soft, so calm, yet eloquent,
The smiles that win, the tints that glow,
But tell of days in goodness spent,
A mind at peace with all below,
A heart whose love is innocent!
Julgo que não se pode ser mais etéreo, pois não? Ou pode?
George Gordon Byron, Lord Byron. 1788–1824
She walks in Beauty
SHE walks in beauty, like the night
Of cloudless climes and starry skies;
And all that 's best of dark and bright
Meet in her aspect and her eyes:
Thus mellow'd to that tender light
Which heaven to gaudy day denies.
One shade the more, one ray the less,
Had half impair'd the nameless grace
Which waves in every raven tress,
Or softly lightens o'er her face;
Where thoughts serenely sweet express
How pure, how dear their dwelling-place.
And on that cheek, and o'er that brow,
So soft, so calm, yet eloquent,
The smiles that win, the tints that glow,
But tell of days in goodness spent,
A mind at peace with all below,
A heart whose love is innocent!
Julgo que não se pode ser mais etéreo, pois não? Ou pode?
26 Junho 2009 - Uma proposta honesta em ano de três eleições
A última sexta-feira de Junho já está à espreita.
Sou cliente de alguns anos da Taberna Boavista, Rua Direita do Viso, n.º 698
Abre às 7 horas da manhã, o que é certificado de genuinidade. Dá de comer e beber à classe trabalhadora que desconhece sinónimos de pequeno almoço, tais como cornflackes, donuts, croissants, meia-de leite e pastel de nata, estando outrossim habituados desde tenra idade a identificar pequeno almoço com posta de bacalhau frito com azeitonas, broa e caneca de verde tinto, isca de bacalhau de cebolada com copinho de branco fresco, e os de barba mais rude, de quem as Gilette de 4 lâminas fogem a sete pés, um feijãozinho com pé de porco, ou, quem sabe, nos dias de dieta, uma sopinha fresca de couve galega com feijão vermelho, um fiozito de azeite puro, naco de broa e malguinha de tinto, metade bebida e outra metade vertida na sopa, à moda do alto minho.
Não falemos mais de pequeno almoço.
Ao almoço tem sempre os pratos do dia ou os petiscos.
Ao lanche, é o que Deus Nosso Senhor quiser.
Ao jantar, idem aspas aspas.
Fecha às 21 horas.
Passei por lá hoje ao almoço, falei de um grupo de 4 ou 12 ex-doentes no recobro, com necessidades especiais de alimentação, particularmente ao nível dos petiscos revigorantes.
Perguntei a medo: será que poderíamos comer lá até às 23 Horas ?
Resposta imediata que demonstra conhecimento em profundidade da realidade humana.
Claro que sim, confirme-me.
A forma de lá chegar, é muito fácil:
- quem vem pela circunvalação na direcção Ameal-Monte dos Burgos-Recta da Mercedes, curva à esquerda, próximo semáforo esquerda (rua estreita) fica no lado esquerdo a 30 metros do semáforo.Local para estacionar, 15 metros à frente da taberna.
- quem vem da rotunda dos produtos estrela (Continente/NorteShopping) pela circunvalação em direcção ao Monte dos Burgos, logo após a primeira bomba de gasolina do lado esquerdo, vira à direita no semáforo.
Sugestão de apresentação no local dos trabalhos: 20 horas 15 minutos.
Aceitam-se sugestões alternativas, mas não adianta porque serão rigidamente boicotadas (à la Irão)e os seus proponentes severamente apedrejados.
Às 23 horas seguimos para a empresa AUDOLICI, que se situa perto da rotunda dos produtos estrela, no espaço da Escola de Gestão do Porto.
Esta empresa espera-nos para fazer uma sessão de música com equipamento a válvulas concebido nesse mesmo local, e que está a ser divulgado em diferentes países. É uma empresa criada entre o meu amigo Valerii Kurskovski, engenheiro electrotécnico formado em Moscovo na área das válvulas e a Universidade do Porto.
As inscrições estão abertas desde já.
Não há lugar a abstenção.
Eu já estou inscrito.
Sou cliente de alguns anos da Taberna Boavista, Rua Direita do Viso, n.º 698
Abre às 7 horas da manhã, o que é certificado de genuinidade. Dá de comer e beber à classe trabalhadora que desconhece sinónimos de pequeno almoço, tais como cornflackes, donuts, croissants, meia-de leite e pastel de nata, estando outrossim habituados desde tenra idade a identificar pequeno almoço com posta de bacalhau frito com azeitonas, broa e caneca de verde tinto, isca de bacalhau de cebolada com copinho de branco fresco, e os de barba mais rude, de quem as Gilette de 4 lâminas fogem a sete pés, um feijãozinho com pé de porco, ou, quem sabe, nos dias de dieta, uma sopinha fresca de couve galega com feijão vermelho, um fiozito de azeite puro, naco de broa e malguinha de tinto, metade bebida e outra metade vertida na sopa, à moda do alto minho.
Não falemos mais de pequeno almoço.
Ao almoço tem sempre os pratos do dia ou os petiscos.
Ao lanche, é o que Deus Nosso Senhor quiser.
Ao jantar, idem aspas aspas.
Fecha às 21 horas.
Passei por lá hoje ao almoço, falei de um grupo de 4 ou 12 ex-doentes no recobro, com necessidades especiais de alimentação, particularmente ao nível dos petiscos revigorantes.
Perguntei a medo: será que poderíamos comer lá até às 23 Horas ?
Resposta imediata que demonstra conhecimento em profundidade da realidade humana.
Claro que sim, confirme-me.
A forma de lá chegar, é muito fácil:
- quem vem pela circunvalação na direcção Ameal-Monte dos Burgos-Recta da Mercedes, curva à esquerda, próximo semáforo esquerda (rua estreita) fica no lado esquerdo a 30 metros do semáforo.Local para estacionar, 15 metros à frente da taberna.
- quem vem da rotunda dos produtos estrela (Continente/NorteShopping) pela circunvalação em direcção ao Monte dos Burgos, logo após a primeira bomba de gasolina do lado esquerdo, vira à direita no semáforo.
Sugestão de apresentação no local dos trabalhos: 20 horas 15 minutos.
Aceitam-se sugestões alternativas, mas não adianta porque serão rigidamente boicotadas (à la Irão)e os seus proponentes severamente apedrejados.
Às 23 horas seguimos para a empresa AUDOLICI, que se situa perto da rotunda dos produtos estrela, no espaço da Escola de Gestão do Porto.
Esta empresa espera-nos para fazer uma sessão de música com equipamento a válvulas concebido nesse mesmo local, e que está a ser divulgado em diferentes países. É uma empresa criada entre o meu amigo Valerii Kurskovski, engenheiro electrotécnico formado em Moscovo na área das válvulas e a Universidade do Porto.
As inscrições estão abertas desde já.
Não há lugar a abstenção.
Eu já estou inscrito.
Começou mais uma época de exames...
A imagem é daqui Hoje começou mais uma época de exames. Os alunos dos décimos primeiros e décimos segundos anos iniciaram uma maratona que em grande medida vai determinar a sua vida futura. Mas que raio de sociedade criámos nós? Alunos que lutam por alcançar uma média que assegure a sua entrada no curso superior pretendido numa era em que ter um catorze num exame é para muitos mais penalizante do que um dez ou um onze no nosso tempo. Trata-se de uma competição absolutamente desumana e cruel que não permite qualquer falha, qualquer fraqueza. Como é que é possível dizer-se que a escola de agora é uma fantochada? Que antigamente é que se aprendia? O nível de exigência actual é enorme. A pressão é bárbara. E não me venham dizer que os exames são muito fáceis, que é tudo permissividade. Peguem num e tentem fazê-lo! A verdade é que de um modo geral os nossos filhos sabem muito mais que nós na sua idade. Eles não fazem como nós fazíamos, não estudam para ver se dá para passar. Eles estudam para ver se não falham em quase nada!
É claro que muitos dos alunos continuam com médias baixas. Alguns reprovam e também há aqueles que ficaram pelo caminho em anos anteriores. Mas como era no nosso tempo? Da grande massa de alunos que entrava para a primária somente uma pequeníssima fracção atingia o ensino superior. Essa é que é a verdade!
A todos aqueles que se encontram em fase de exames só posso desejar as maiores felicidades e lembrar que apesar de tudo há vida para além do estudo!
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