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terça-feira, 6 de julho de 2010

Quem é?

Clica na imagem e tenta identificar o maior número possível de indivíduos


Quantas pessoas consegues identificar nesta imagem?
Sobrepondo o ponteiro do rato, identificas o "personagem"... mas não vale fazer batota...

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Um desejo

Na minha próxima vida, quero viver de trás para a frente. Começar morto, para despachar logo o assunto. Depois, acordar num lar de idosos e ir-me sentindo melhor a cada dia que passa. Ser expulso porque estou demasiado saudável, ir receber a reforma e começar a trabalhar, recebendo logo um relógio de ouro no primeiro dia. Trabalhar 40 anos, cada vez mais desenvolto e saudável, até ser jovem o suficiente para entrar na faculdade, embebedar-me diariamente e ser bastante promíscuo. E depois, estar pronto para o secundário e para o primário, antes de me tornar criança e só brincar, sem responsabilidades. Aí torno-me um bébé inocente até nascer. Por fim, passo nove meses flutuando num "spa" de luxo, com aquecimento central, serviço de quarto à disposição e com um espaço maior por cada dia que passa, e depois - "Voilá!" - desapareço num orgasmo ...

Woody Allen

sábado, 26 de setembro de 2009

Sócrates é o pior primeiro-ministro desde 1985

Apesar de estar completamente de acordo, desta vez não sou eu que meto nojo, é uma sondagem ExameExpresso!

"José Sócrates é apontado pelos portugueses como o pior primeiro-ministro desde que Portugal entrou na União Europeia. A sondagem exclusiva da Exame/Gemeo-IPAM indica também que Cavaco Silva é o chefe do Governo mais acarinhado dos cinco políticos que governaram Portugal a partir de 1985."

A notícia é daqui.

sábado, 21 de março de 2009

Os passos da nossa vida


Estudava (?) eu em Lisboa, à distância de uma eternidade, mas ainda me lembro de (ou)ver o Jorge Palma a tocar viola no metro e a cantar como ninguém.
Na minha jovem inexperiência, experimentava uma sensação de pena pela sua indigência e frágil esperança no futuro, mal imaginava(mos)as vielas e avenidas que se abrem no nosso percurso.

Jorge Palma é uma pessoa de muitas experiências, que se traduzem na sua música sentida, nas suas letras amargas e profundas.
Tenho orgulho do seu sucesso.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Encontro com Tony... o último romântico

Ao longo da vida todos temos encontros mais ou menos engraçados com personalidades famosas da rádio, televisão, disco, etc.

Vou contar um dos meus:
Em Angola não havia televisão (olha que pena) e por isso íamos ao cinema praticamente todos os dias ver fitas de coubóis, guerra ou karaté. De vez em quando lá aparecia um Música no Coração ou um português (ainda mais raro) e praticamente toda a gente se baldava.
Um dia, em 72 ou 73, estreou o filme «O Destino marca a Hora». A sala de cinema era ao ar livre e tinha apenas plateia com cadeiras e bancada de cimento (também tinha campo de futebol de salão entre a cabina e o ecrã). Entre as plateias estava a tribuna - nesse dia estava vazia porque como o filme era tuga tudo se baldou. Assim, mal as luzes se apagaram eu saí da Fila C, lugar 17, e fui sozinho para a tribuna reservada às autoridades. Era o rei.
Fiquei aterrado quando uns minutos após o início do filme (depois das novidades e desenhos animados) vi pelo canto do olho entrar alguém. Oh diabo, apanhado em flagrante na tribuna. E quem era a «autoridade»? Era nem mais nem menos que o protagonista da película e sentou-se - entre a dezena de lugares livres na tribuna -, logo ao meu lado. Era ele: o próprio, o grande Tony de Matos, o grande criador da música romântica: estava no celulóide lá à frente e na cadeira ao meu lado. Fiquei transido: firme e hirto tentei não olhar para o homem. Suava das mãos e respirava desordenadamente: e se ele falasse comigo?. Não falou durante a fita. No intervalo, deu-me uma palmada amigável na perna e perguntou-me: «Estás a gostar»? Balbuciei que sim (na verdade teria preferido o Sartana contra Gringo e assim como assim com o medo nem tinha percebido nada da trama). E ele: «O mais provável é não nos voltarmos a ver, porque eu regresso para a Metrópole, mas se nos virmos, não tenhas vergonha, podes vir falar comigo».
Claro que nunca mais me esqueci do evento mas também nunca mais me lembrei do homem.
No início da década de 90 era eu um valente fuzileiro investigador em Lisboa e numa demanda a casa de fim de semana, quem estava à minha frente na fila a comprar bilhete em Santa Apolónia para vir ao Porto (para uma revista qualquer marada no Sá da Bandeira), já muito velho e quebrado de tanto whisky, tabaco e noitadas.? O Grande Tony. Falei com ele e contei-lhe a história.
Achou piada.
Mas tive pena que não tivesse dito que se recordava perfeitamente daquele miúdo naquela noite num cinema de província em Angola nos idos de 70...

Ei-lo: