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domingo, 19 de junho de 2011

Esperar para ver


Nuno Crato é o próximo Ministro da Educação. Esta nomeação significa à partida uma verdadeira revolução no mundo da educação em Portugal.

Nos últimos vinte anos vivemos, de uma forma simplificada - para leitores externos ao sistema -, na seguinte situação:

a) teóricos vs. professores e suas práticas
Uma vez que a educação ganhou (talvez erradamente) o estatuto de ciência, numerosos académicos foram produzindo um conjunto de resultados que deram origem às correntes da pedagogia sobre as quais assenta a maioria dos sistemas educativos actuais. Ideias como a escola centrada no aluno, a importância da motivação e da auto-responsabilização, a escolha de metodologias ditas activas, a progressiva responsabilização dos professores na educação integral dos alunos (leia-se educação ambiental, para a saúde, sexual, rodoviária, para a cidadania,...) enchem milhares de páginas de documentos escritos numa linguagem hermética e rebuscada (o dito eduquês).

Na prática, a esmagadora maioria dos professores continua a leccionar as suas aulas segundo o modelo tradicional (tal como acontecia quando eram alunos). Porquê? Porque muita da teoria está desligada do real, porque as novas metodologias foram apresentadas aos professores como dogmas infalíveis e de uma forma pouco aprofundada. O resultado prático foi ver muita da classe docente fugir do eduquês como o diabo da cruz (a não ser no aspecto formal e burocrático - porque não pode ser - como na formulação de competências, objectivos, metas de aprendizagem, gráficos e grelhas, grelhas e mais grelhas (óptimas para assar umas belas sardinhas!).

b) Académicos da área das ciências da educação vs. aqueles que defendem um ensino ascético e rigoroso (?) no qual os alunos estão na escola para aprender e não para se divertir ou para a usufruir. Motivação? Literacia? Cidadania? Gosto por aprender? Não. O que interessa é o esforço, o sacrifício, a disciplina, os exames. (Imagino os pais que estão a ler estas palavras a salivar de satisfação porque são os seus filhos e não eles próprios que estão em jogo!...).
Este grupo do qual o Nuno Crato faz parte, juntamente com o Carlos Fiolhais e uma data de gente ligada por exemplo ao blogue De Rerum Natura chegou ao poder. Vão ter agora a oportunidade de provar a validade das suas ideias (é sempre mais fácil criticar...).

É claro que no meio disto tudo sobram os professores que, no seu todo (os bons, os maus e os assim-assim), saberão mais uma vez adaptar, na medida do possível e espero que com bom senso, as directivas do Ministério da Educação à realidade dos seus alunos.

Falar desta coisada toda da educação, em meia dúzia de palavras, é um desafio excessivo. Pelo menos deu para desabafar e para organizar ideias. O resto...

...É esperar para ver.

domingo, 12 de junho de 2011

Santana Castilho

Esta é porventura a pessoa certa para o lugar de Ministro da Educação.
Está na hora de todos os burocratas do ensino e todos os ditadores de eduquês arrumarem as botas e darem lugar a quem realmente sabe e se preocupa com a educação dos nossos jovens.

Clicar para ampliar.

domingo, 5 de junho de 2011

Da importância dos ditos cujos...

(... e do preço que nos custaram!)



Agora com o Portas no governo vamos finalmente precisar mesmo deles... muita água se avizinha!!!

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Mas isto é NORMAL?


... acabar com um dos rios mais selvagens da Europa! O rio Tua.
É como matar o ultimo elefante. Depois já não dá para voltar atrás com um decreto lei.
Estão a destruir aquilo que temos de mais puro e genuíno.
Tenho medo de um destes dias acordar e ver uma enorme Quarteira e Vilamoura de Caminha a Vila Real de Santo António.


"Era " assim o Tua e a sua linha de caminho de ferro em 2011.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Quem precisa de um(a) encantador(a) de cavalos?


Numa destas pachorrentas tardes de Férias de Natal tive a oportunidade de ver na televisão o filme "O Encantador de Cavalos", protagonizado pelo sempre charmoso Robert Redford. A história girou em torno da recuperação de um cavalo e de uma menina que foram vítimas de um acidente de viação, sendo que o cavalo ficou traumatizado e incapaz de se deixar montar, e a sua dona viu a sua perna ser amputada perdendo o interesse pela vida. O autor destes "milagres" foi um experiente cowboy, daqueles carregam em si a calma das pradarias e têm a capacidade de olhar na alma (do cavalo?) dos que o rodeiam.

É claro que o envolvimento do lugar (belíssimo!) e o glamour do dito cowboy não deixaram indiferentes a mãe da menina, e o romance aconteceu.


A história terminou com a sempre emocionante despedida dos apaixonados, motivada pelo facto da dita mãe não querer abdicar da sua vida anterior junto da filha e do marido.


Matutei longamente neste tema. Acho que representa, na verdade, uma metáfora dos nossos dias. Aturdidas por uma vida rotineira, encerradas num autismo cinzento e progressivo, as pessoas em vez de procurarem respostas dentro de si próprias, vêem crescer o desejo que alguém saia da bruma e as venha salvar "numa manhã de nevoeiro". Como se a solução para as suas vidas estivesse num qualquer encantador de cavalos...

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Portugal visto de fora


Que isto esta mal, está! Que, como o Vital refere, se vão enterrar mais 500 milhões de euros pagos por todos nós no BPN - e que isso é um atentado à inteligência -, parece-me que também é verdade. Que os candidatos a presidente são tão excitantes como uma avozinha a fazer streap-tease, não tenho dúvidas! No entanto... é curioso que os vários estrangeiros que por cá vivem, e que tenho o prazer de conhecer, não têm assim uma visão tão pessimista do país.´Esta ideia sobre Portugal é bem patente nas palavras do embaixador britânico Alexander Wykeham Elli transmitidas na sua mensagem de Natal aos portugueses:

Portugueses: 2010 tem sido um ano difícil para muitos; incerteza, mudanças, ansiedade sobre o futuro. O espírito do momento e de pessimismo, não de alegria. Mas o ânimo certo para entrar na época natalícia deve ser diferente. Por isso permitam-me, em vésperas da minha partida pela segunda vez deste pequeno jardim, eleger dez coisas que espero bem que nunca mudem em Portugal.
9:55 Segunda feira, 20 de Dezembro de 2010

1. A ligação intergeracional. Portugal é um país em que os jovens e os velhos conversam - normalmente dentro do contexto familiar. O estatuto de avô é altíssimo na sociedade portuguesa - e ainda bem. Os portugueses respeitam a primeira e a terceira idade, para o benefício de todos.

2. O lugar central da comida na vida diária. O almoço conta - não uma sandes comida com pressa e mal digerida, mas uma sopa, um prato quente etc, tudo comido à mesa e em companhia. Também aqui se reforça uma ligação com a família.

3. A variedade da paisagem. Não conheço outro pais onde seja possível ver tanta coisa num dia só, desde a imponência do rio Douro até à beleza das planícies do Alentejo, passando pelos planaltos e pela serra da Beira Interior.

4. A tolerância. Nunca vivi num país que aceita tão bem os estrangeiros. Não é por acaso que Portugal é considerado um dos países mais abertos aos emigrantes pelo estudo internacional MIPEX.

5. O café e os cafés. Os lugares são simples, acolhedores e agradáveis; a bebida é um pequeno prazer diário, especialmente quando acompanhado por um pastel de nata quente.

6. A inocência. É difícil descrever esta ideia em poucas palavras sem parecer paternalista; mas vi no meu primeiro fim de semana em Portugal, numa festa popular em Vila Real, adolescentes a dançar danças tradicionais com uma alegria e abertura que têm, na sua raiz, uma certa inocência.

7. Um profundo espírito de independência. Olhando para o mapa ibérico parece estranho que Portugal continue a ser um país independente. Mas é e não é por acaso. No fundo de cada português há um espírito profundamente autónomo e independentista.

8. As mulheres. O Adido de Defesa na Embaixada há quinze anos deu-me um conselho precioso: "Jovem, se quiser uma coisa para ser mesmo bem feita neste país, dê a tarefa a uma mulher". Concordei tanto que me casei com uma portuguesa.

9. A curiosidade sobre, e o conhecimento, do mundo. A influência de "lá" é evidente cá, na comida, nas artes, nos nomes. Portugal é um pais ligado, e que quer continuar ligado, aos outros continentes do mundo.

10. Que o dinheiro não é a coisa mais importante no mundo. As coisas boas de Portugal não são caras. Antes pelo contrário: não há nada melhor do que sair da praia ao fim da tarde e comer um peixe grelhado, acompanhado por um simples copo de vinho.

Então, terminaremos a contemplação do país não com miséria, mas com brindes e abraços. Feliz Natal.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Consumo imediato....

Imagem daqui


Serve esta história para ilustrar aquilo que penso acerca do (estúpido) frenesim em que vivemos, bem exemplificado, aliás, na reacção da maioria dos leitores do blogue perante publicações que exijam mais que 2 ou 3 minutos de atenção:

Felipe lembrou-se da história do Rei do Oriente que, desejando conhecer a história da humanidade, recebeu de um sábio cinco volumes; ocupado com negócios de Estado, pediu-lhe que a condensasse. Ao cabo de uns anos, o sábio voltou e a sua história ocupava agora apenas dois volumes; mas o rei, continuando ocupado e já sem paciência para ler livros volumosos, pediu-lhe que a fosse abreviar mais uma vez. Passaram-se de novo uns anos, e o sábio, velho e enfraquecido, trouxe um único e fino volume com os conhecimentos que o rei procurara; este, porém, estava deitado no seu leito de morte, nem tinha mais tempo de ler sequer aquilo. Aí o sábio, de súbito inspirado na vida do próprio Rei, deu-lhe a história da humanidade numa única linha: “Nasceram, sofreram, morreram”.


“A Servidão Humana”, Somerset Maughm (Adaptação livre)

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Sonhos e renúncias

Encontrei há muitos anos uma citação de Saint-Exupery num livro de genética humana que não mais esqueci: "Si je diffère de toi, loin de te léser, JE T’AUGMENTE !" . Esta ideia fermentou em mim, entre outras coisas, o gosto e o respeito pela diferença, o prazer enorme de viajar e conhecer outras realidades - e de perceber que nessas realidades há sempre imensas coisas a apre(e)nder.

Tudo isto vem a propósito de (mais) um excelente projecto realizado por Yann Arthus-Bertrand "6 billion others", um conhecido fotógrafo francês recentemente convertido ao vídeo.

Neste excerto podemos ver o testemunho pungente de seres humanos dos mais variados pontos do planeta falando dos seus sonhos, esperanças e renúncias. Diferentes expressões, línguas, culturas, carácteres... numa miríade de variáveis que tornam a nossa espécie tão fascinante. Um documentário absolutamente imperdível!



Ver o projecto aqui

domingo, 5 de dezembro de 2010

Mais respeito que sou tua mãe!


Ontem fui ver teatro ao Rivoli. A sala esteve cheia de um público heterogéneo sobressaindo mulheres de pose afectada enfiadas em casacos de peles, aqui e ali atraiçoadas pelos pontapés na gramática e pelo sotaque nortenho: - Há-des ver que eu tenho razom - e outras coisas do género (não suporto esta burguesia bacoca que ostenta ares de grande importância!).

Foi um serão apesar de tudo agradável, pontuado pela actuação do Joaquim Monchique muito acima da restante comitiva que caiu num registo demasiado revisteiro. A peça teve momentos conseguidos embora resvalasse demasiadas vezes para a piada fácil. O público aderiu mal surgiram as pilas e os cagalhões nas falas dos actores. Risos histéricos pulularam amiúde pela plateia. No entanto… que saudades da “Conversa da treta”!

No final o elenco teve direito, como é de bom tom, a uma ovação com a plateia toda de pé. Foi agradável e bem disposto, sim. Mas mais nada para além disso.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

António Barreto: um fotógrafo de passagem pelo mundo


Tive a oportunidade de com ele trocar meia-dúzia de ideias - imagine-se sobre vinhos! - há mais de uma década, quando estava de visita a uma quinta no Douro. Nem sempre concordo com a suas posições, nomeadamente no que diz respeito à sua visão sobre a educação. No entanto tenho dele a ideia de um homem sério, atento e interventivo. E não pára de nos surpreender: à pouco tempo foi o (excelente) programa de televisão "Portugal, um retrato social"; agora é a fotografia.

A par de uma exposição, na Galeria Corrente d'Arte, em Lisboa (tinha que ser!), publicou um livro de fotografia "António Barreto, fotografias 1967-2010". Da entrevista que deu ao Expresso ficou-me sobretudo esta ideia (que também partilho):

"O que me levou a fazer fotografia é próximo do que me levou a fazer sociologia: interesso-me pela vida real, o que fazem as pessoas, por que é que há tantas diferenças. Não me interessa a fotografia conceptual, gosto é da vida real, de trabalhar a relação entre a pessoa e o universo que a rodeia, ..."

Algumas imagens podem ser vistas aqui e no seu blogue.

domingo, 7 de novembro de 2010

Nuno Ferrand de Almeida: Nunca se olha para o outro país que existe

Optimismo precisa-se. Aqui fica a reflexão do meu amigo Nuno Ferrand sobre o momento que vivemos:

"Choca-o o pessimismo das elites portuguesas. Acredita que o país tem pessoas e conhecimento que lhe garantem um futuro. Diz que as crises são uma espécie de "ajustes que é preciso fazer". Como "as réplicas de um terramoto". Tem uma convicção: « Vamos dar a volta a isto »."

Mais aqui

terça-feira, 26 de outubro de 2010

E o orçamento? E a situação do país?


Pois é, esta trapalhada toda tem-nos posto de tal maneira atarantados que a reacção é... chutar para canto. Ninguém fala do desemprego, das SCUTS, do corte nos vencimentos, do aumento do IVA e dos escalões do IRS... da dívida pública, desses tubarões dos mercados financeiros que se fartam de ganhar dinheiro à custa das subidas das taxas de juros.

Face a um panorama tão negro o que se discute actualmente? O que enche agora as nossas caixas de correio electrónicas? Histórias de corrupção, de mordomias dos políticos (provavelmente algumas verdadeiras outras nem tanto...) e outras coisas afins.

E qual é a reacção das pessoas face a um contexto tão negro e tão complexo? Por incrível que pareça quase não existe. Está certo que se avizinham umas greves e alguma contestação mas... qual é a novidade? Nada de muito diferente do normal.

A reacção geral tem sido de aceitação. De desencanto e desalento. De afastamento progressivo dos actos de cidadania e de afirmação.

Tempos perigosos, estes. Propícios à chegada de um Messias, um qualquer Hugo Chávez seja ele de direita ou de esquerda. E os Portugueses sempre apreciaram um paizinho que olhasse por todos. Que tomasse as decisões e as orientações do país, e os deixasse seguir as suas vidinhas e as suas rotinas diárias sem grandes ondas.


Francamente estou preocupado.

sábado, 23 de outubro de 2010

Comer, orar e amar...


... e chorar pelo dinheiro que se pagou pelo bilhete. Uma verdadeira xaropada! Salvou-se a banda sonora, essa sim esteve ao melhor nivel: João Gilberto, Neil Young...


A propósito dos temas que por lá ouvi deixo-vos este, um hino à boa música:


segunda-feira, 11 de outubro de 2010

"Saltou-lhe a tampa..."

Comemorou-se ontem o "Dia Mundial da Saúde Mental"...
A propósito, lembrei-me que se quando determinados chefes, certos políticos, alguns sogros, muitos patrões e idiotas em geral, nos irritam, reagíssemos como a Cat Deeley, provavelmente poupar-se-ia uma fortuna em ansiolíticos, antidepressivos e consultas de psiquiatria... A taxa de incidência de gastrites também baixaria drasticamente!..


quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Sacrifícios para "todos"






Sacrifícios para "todos"
2010-10-05
O"i" fez as contas e concluiu que o esforço de mil milhões de euros - sem contar com as reduções de benefícios fiscais - exigido pelo aumento de impostos anunciado por Sócrates será equitativamente dividido: os consumidores suportarão 93% e os bancos... 7%.

Só que os bancos acham 7% muito. Faria de Oliveira, presidente da CGD, já avisou que "é evidente" que os bancos repercutirão nos clientes os custos da nova taxa sobre o sector financeiro (se esta alguma vez vier, claro, a consumar-se). E, como seria de esperar, lá sairão os 7% igualmente do bolso dos consumidores.

O comentário a mais ingénuo, ou mais bem humorado, ao "aviso" de Faria de Oliveira foi decerto o do presidente da SEFIN que apelou à banca (cuja ganância e falta de escrúpulos está, como se sabe, na origem da crise) para que se preocupe com o interesse nacional, não se furtando a ajudar o Estado que, antes, nela enterrou em ajudas milhões dos contribuintes (no caso português, os 4,5 mil milhões metidos no BPP e BPN chegariam agora para, sem aumento de impostos, baixar o défice de 7,3% para 4,6%).

Ora a ajuda dos bancos ao Estado funciona assim: financiam-se no BCE, que está impedido de emprestar directamente aos Estados, a taxas de 1% e, depois, emprestam esse mesmo dinheiro ao Estado (só até Julho foram 12,9 mil milhões de euros) a 3% e 6%. Com amigos destes a ajudar, para que precisa o interesse nacional de inimigos?

Artigo integral extraído daqui

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Viva a República!


Prefiro um Presidente da República desinteressante, pouco eloquente, nada inspirador, nada motivador, cheio de tabus e que se cospe todo a comer bolo-rei PORQUE PASSADOS 5 ANOS SEMPRE POSSO CORRER COM ELE, a um rei tosco, tacanho e ignorante (houve tantos ao longo da história...) e QUE TERIA DE ATURAR só porque lhe corre nas veias o famigerado sangue azul (?) e esperar que, por algum milagre da natureza, o dito conseguisse procriar um produto menos mau para nos representar.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

De novo o mexilhão! Mas, enfim, tudo é relativo...


Belo início de dia, o de hoje, com as notícias frescas dos jornais online a acompanharem, como é costume, o café da manhã. Já todos devem adivinhar o que por lá encontrei. "Que aumentou o desconto para a segurança social. Que os salários da função pública vão diminuir (até DEZ POR CENTO???). Que a progressão nas carreiras vai ser de novo congelada (as carreiras dos funcionários públicos são tal e qual a pescada!). Que a comparticipação do estado em medicamentos vai ser reduzida,...".
Tudo notícias animadoras para começo de dia. Mas o quadro não se ficou por aqui, até o estupor do Benfica foi perder na Alemanha!
Estas "boas novas" andaram a matraquear-me os neurónios ao longo da manhã e foram tema de vivos desabafos que fui distribuindo democraticamente pelos colegas de trabalho.

Acontece, porém, que depois do almoço dei uma espreitadela ao monami6f. Aqui, encontrei o comovente post do Hagarra sobre o nosso querido AL. Afinal, tudo é relativo. Há coisas muito mais importantes do que uns jantares em Restaurantes (que afinal vão ser em casa), uma objectiva que se desejaria comprar ou umas férias que já não vão ser como o planeado.

Há principalmente o outro lado da vida. E esse não é um qualquer Sócrates que o vai roubar.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Melody Gardot arrasou na Casa da Música

Superou todas as expectativas. Esmagou. Esta jovem femme fatale, é possuidora de um aparelho vocal fora de comum que extravasa sensualidade em cada nota que produz. Longe da melice das mais recentes cantoras de jazz (easy listening), tipo Diana Krall, Melody Gardot improvisa e recorre constantemente a glissandos fazendo lembrar o som de uma guitarra eléctrica em solo (ao nível de uma Peggy Lee nos seus melhores momentos). Os músicos que a acompanharam são também a nata da nata. Surpreendeu-me especialmente o violoncelista, de origem alemã, quando no encore pegou no seu instrumento como se de uma viola se tratasse, e acompanhou a cantora, solou, e fez ao mesmo tempo os baixos, tal e qual um Toquinho ou um Baden Powell. Soberbo. Eu avisei!


http://vimeo.com/7333827 from Melody Gardot on Vimeo.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Incredible India

Está visto que a boa publicidade tem muitos adeptos cá pelo blogue. Hoje, trago aqui o anúncio que nos últimos tempos mais me encheu as medidas: Incredible India.

O spot faz vibrar em mim aquelas cordas íntimas, profundas, que geram dinamismo, vitalidade e prazer pela vida. Está tudo lá: viagem, aventura e liberdade, natureza, sede do desconhecido, contacto com novas culturas. Quem me conhece bem sabe que falo verdade.
Para mim, férias são sinónimo de carro sujo, desporto, mergulho, fotografia, ondas, novas experiências. É por isso que não deixo de invejar a sorte do Miguel Sousa Tavares (apesar de não nutrir especial simpatia pelo personagem). É que o sacana fez as viagens que eu gostaria de ter feito (embora não me possa queixar propriamente do meu currículo!..).

Incredible India, um anúncio verdadeiramente irresistível!