sábado, 25 de junho de 2011
domingo, 19 de junho de 2011
Esperar para ver

Nuno Crato é o próximo Ministro da Educação. Esta nomeação significa à partida uma verdadeira revolução no mundo da educação em Portugal.
Nos últimos vinte anos vivemos, de uma forma simplificada - para leitores externos ao sistema -, na seguinte situação:
a) teóricos vs. professores e suas práticas
domingo, 12 de junho de 2011
Santana Castilho
Está na hora de todos os burocratas do ensino e todos os ditadores de eduquês arrumarem as botas e darem lugar a quem realmente sabe e se preocupa com a educação dos nossos jovens.

domingo, 5 de junho de 2011
Da importância dos ditos cujos...

sábado, 19 de fevereiro de 2011
Mas isto é NORMAL?
"Era " assim o Tua e a sua linha de caminho de ferro em 2011.segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Quem precisa de um(a) encantador(a) de cavalos?

terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Portugal visto de fora

Que isto esta mal, está! Que, como o Vital refere, se vão enterrar mais 500 milhões de euros pagos por todos nós no BPN - e que isso é um atentado à inteligência -, parece-me que também é verdade. Que os candidatos a presidente são tão excitantes como uma avozinha a fazer streap-tease, não tenho dúvidas! No entanto... é curioso que os vários estrangeiros que por cá vivem, e que tenho o prazer de conhecer, não têm assim uma visão tão pessimista do país.´Esta ideia sobre Portugal é bem patente nas palavras do embaixador britânico Alexander Wykeham Elli transmitidas na sua mensagem de Natal aos portugueses:
Portugueses: 2010 tem sido um ano difícil para muitos; incerteza, mudanças, ansiedade sobre o futuro. O espírito do momento e de pessimismo, não de alegria. Mas o ânimo certo para entrar na época natalícia deve ser diferente. Por isso permitam-me, em vésperas da minha partida pela segunda vez deste pequeno jardim, eleger dez coisas que espero bem que nunca mudem em Portugal.
9:55 Segunda feira, 20 de Dezembro de 2010
1. A ligação intergeracional. Portugal é um país em que os jovens e os velhos conversam - normalmente dentro do contexto familiar. O estatuto de avô é altíssimo na sociedade portuguesa - e ainda bem. Os portugueses respeitam a primeira e a terceira idade, para o benefício de todos.
2. O lugar central da comida na vida diária. O almoço conta - não uma sandes comida com pressa e mal digerida, mas uma sopa, um prato quente etc, tudo comido à mesa e em companhia. Também aqui se reforça uma ligação com a família.
3. A variedade da paisagem. Não conheço outro pais onde seja possível ver tanta coisa num dia só, desde a imponência do rio Douro até à beleza das planícies do Alentejo, passando pelos planaltos e pela serra da Beira Interior.
4. A tolerância. Nunca vivi num país que aceita tão bem os estrangeiros. Não é por acaso que Portugal é considerado um dos países mais abertos aos emigrantes pelo estudo internacional MIPEX.
5. O café e os cafés. Os lugares são simples, acolhedores e agradáveis; a bebida é um pequeno prazer diário, especialmente quando acompanhado por um pastel de nata quente.
6. A inocência. É difícil descrever esta ideia em poucas palavras sem parecer paternalista; mas vi no meu primeiro fim de semana em Portugal, numa festa popular em Vila Real, adolescentes a dançar danças tradicionais com uma alegria e abertura que têm, na sua raiz, uma certa inocência.
7. Um profundo espírito de independência. Olhando para o mapa ibérico parece estranho que Portugal continue a ser um país independente. Mas é e não é por acaso. No fundo de cada português há um espírito profundamente autónomo e independentista.
8. As mulheres. O Adido de Defesa na Embaixada há quinze anos deu-me um conselho precioso: "Jovem, se quiser uma coisa para ser mesmo bem feita neste país, dê a tarefa a uma mulher". Concordei tanto que me casei com uma portuguesa.
9. A curiosidade sobre, e o conhecimento, do mundo. A influência de "lá" é evidente cá, na comida, nas artes, nos nomes. Portugal é um pais ligado, e que quer continuar ligado, aos outros continentes do mundo.
10. Que o dinheiro não é a coisa mais importante no mundo. As coisas boas de Portugal não são caras. Antes pelo contrário: não há nada melhor do que sair da praia ao fim da tarde e comer um peixe grelhado, acompanhado por um simples copo de vinho.
Então, terminaremos a contemplação do país não com miséria, mas com brindes e abraços. Feliz Natal.
sábado, 11 de dezembro de 2010
Consumo imediato....
Imagem daqui
Serve esta história para ilustrar aquilo que penso acerca do (estúpido) frenesim em que vivemos, bem exemplificado, aliás, na reacção da maioria dos leitores do blogue perante publicações que exijam mais que 2 ou 3 minutos de atenção:
Felipe lembrou-se da história do Rei do Oriente que, desejando conhecer a história da humanidade, recebeu de um sábio cinco volumes; ocupado com negócios de Estado, pediu-lhe que a condensasse. Ao cabo de uns anos, o sábio voltou e a sua história ocupava agora apenas dois volumes; mas o rei, continuando ocupado e já sem paciência para ler livros volumosos, pediu-lhe que a fosse abreviar mais uma vez. Passaram-se de novo uns anos, e o sábio, velho e enfraquecido, trouxe um único e fino volume com os conhecimentos que o rei procurara; este, porém, estava deitado no seu leito de morte, nem tinha mais tempo de ler sequer aquilo. Aí o sábio, de súbito inspirado na vida do próprio Rei, deu-lhe a história da humanidade numa única linha: “Nasceram, sofreram, morreram”.
“A Servidão Humana”, Somerset Maughm (Adaptação livre)
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Sonhos e renúncias
Tudo isto vem a propósito de (mais) um excelente projecto realizado por Yann Arthus-Bertrand "6 billion others", um conhecido fotógrafo francês recentemente convertido ao vídeo.
Neste excerto podemos ver o testemunho pungente de seres humanos dos mais variados pontos do planeta falando dos seus sonhos, esperanças e renúncias. Diferentes expressões, línguas, culturas, carácteres... numa miríade de variáveis que tornam a nossa espécie tão fascinante. Um documentário absolutamente imperdível!
Ver o projecto aqui
domingo, 5 de dezembro de 2010
Mais respeito que sou tua mãe!

Ontem fui ver teatro ao Rivoli. A sala esteve cheia de um público heterogéneo sobressaindo mulheres de pose afectada enfiadas em casacos de peles, aqui e ali atraiçoadas pelos pontapés na gramática e pelo sotaque nortenho: - Há-des ver que eu tenho razom - e outras coisas do género (não suporto esta burguesia bacoca que ostenta ares de grande importância!).
Foi um serão apesar de tudo agradável, pontuado pela actuação do Joaquim Monchique muito acima da restante comitiva que caiu num registo demasiado revisteiro. A peça teve momentos conseguidos embora resvalasse demasiadas vezes para a piada fácil. O público aderiu mal surgiram as pilas e os cagalhões nas falas dos actores. Risos histéricos pulularam amiúde pela plateia. No entanto… que saudades da “Conversa da treta”!
No final o elenco teve direito, como é de bom tom, a uma ovação com a plateia toda de pé. Foi agradável e bem disposto, sim. Mas mais nada para além disso.
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
António Barreto: um fotógrafo de passagem pelo mundo

Tive a oportunidade de com ele trocar meia-dúzia de ideias - imagine-se sobre vinhos! - há mais de uma década, quando estava de visita a uma quinta no Douro. Nem sempre concordo com a suas posições, nomeadamente no que diz respeito à sua visão sobre a educação. No entanto tenho dele a ideia de um homem sério, atento e interventivo. E não pára de nos surpreender: à pouco tempo foi o (excelente) programa de televisão "Portugal, um retrato social"; agora é a fotografia.
A par de uma exposição, na Galeria Corrente d'Arte, em Lisboa (tinha que ser!), publicou um livro de fotografia "António Barreto, fotografias 1967-2010". Da entrevista que deu ao Expresso ficou-me sobretudo esta ideia (que também partilho):
"O que me levou a fazer fotografia é próximo do que me levou a fazer sociologia: interesso-me pela vida real, o que fazem as pessoas, por que é que há tantas diferenças. Não me interessa a fotografia conceptual, gosto é da vida real, de trabalhar a relação entre a pessoa e o universo que a rodeia, ..."
Algumas imagens podem ser vistas aqui e no seu blogue.
domingo, 7 de novembro de 2010
Nuno Ferrand de Almeida: Nunca se olha para o outro país que existe
"Choca-o o pessimismo das elites portuguesas. Acredita que o país tem pessoas e conhecimento que lhe garantem um futuro. Diz que as crises são uma espécie de "ajustes que é preciso fazer". Como "as réplicas de um terramoto". Tem uma convicção: « Vamos dar a volta a isto »."
Mais aqui
terça-feira, 26 de outubro de 2010
E o orçamento? E a situação do país?

sábado, 23 de outubro de 2010
Comer, orar e amar...
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
"Saltou-lhe a tampa..."
A propósito, lembrei-me que se quando determinados chefes, certos políticos, alguns sogros, muitos patrões e idiotas em geral, nos irritam, reagíssemos como a Cat Deeley, provavelmente poupar-se-ia uma fortuna em ansiolíticos, antidepressivos e consultas de psiquiatria... A taxa de incidência de gastrites também baixaria drasticamente!..
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Sacrifícios para "todos"

2010-10-05
O"i" fez as contas e concluiu que o esforço de mil milhões de euros - sem contar com as reduções de benefícios fiscais - exigido pelo aumento de impostos anunciado por Sócrates será equitativamente dividido: os consumidores suportarão 93% e os bancos... 7%.
Só que os bancos acham 7% muito. Faria de Oliveira, presidente da CGD, já avisou que "é evidente" que os bancos repercutirão nos clientes os custos da nova taxa sobre o sector financeiro (se esta alguma vez vier, claro, a consumar-se). E, como seria de esperar, lá sairão os 7% igualmente do bolso dos consumidores.
O comentário a mais ingénuo, ou mais bem humorado, ao "aviso" de Faria de Oliveira foi decerto o do presidente da SEFIN que apelou à banca (cuja ganância e falta de escrúpulos está, como se sabe, na origem da crise) para que se preocupe com o interesse nacional, não se furtando a ajudar o Estado que, antes, nela enterrou em ajudas milhões dos contribuintes (no caso português, os 4,5 mil milhões metidos no BPP e BPN chegariam agora para, sem aumento de impostos, baixar o défice de 7,3% para 4,6%).
Ora a ajuda dos bancos ao Estado funciona assim: financiam-se no BCE, que está impedido de emprestar directamente aos Estados, a taxas de 1% e, depois, emprestam esse mesmo dinheiro ao Estado (só até Julho foram 12,9 mil milhões de euros) a 3% e 6%. Com amigos destes a ajudar, para que precisa o interesse nacional de inimigos?
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Viva a República!

Prefiro um Presidente da República desinteressante, pouco eloquente, nada inspirador, nada motivador, cheio de tabus e que se cospe todo a comer bolo-rei PORQUE PASSADOS 5 ANOS SEMPRE POSSO CORRER COM ELE, a um rei tosco, tacanho e ignorante (houve tantos ao longo da história...) e QUE TERIA DE ATURAR só porque lhe corre nas veias o famigerado sangue azul (?) e esperar que, por algum milagre da natureza, o dito conseguisse procriar um produto menos mau para nos representar.
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
De novo o mexilhão! Mas, enfim, tudo é relativo...

Belo início de dia, o de hoje, com as notícias frescas dos jornais online a acompanharem, como é costume, o café da manhã. Já todos devem adivinhar o que por lá encontrei. "Que aumentou o desconto para a segurança social. Que os salários da função pública vão diminuir (até DEZ POR CENTO???). Que a progressão nas carreiras vai ser de novo congelada (as carreiras dos funcionários públicos são tal e qual a pescada!). Que a comparticipação do estado em medicamentos vai ser reduzida,...".
Tudo notícias animadoras para começo de dia. Mas o quadro não se ficou por aqui, até o estupor do Benfica foi perder na Alemanha!
Estas "boas novas" andaram a matraquear-me os neurónios ao longo da manhã e foram tema de vivos desabafos que fui distribuindo democraticamente pelos colegas de trabalho.
Acontece, porém, que depois do almoço dei uma espreitadela ao monami6f. Aqui, encontrei o comovente post do Hagarra sobre o nosso querido AL. Afinal, tudo é relativo. Há coisas muito mais importantes do que uns jantares em Restaurantes (que afinal vão ser em casa), uma objectiva que se desejaria comprar ou umas férias que já não vão ser como o planeado.
Há principalmente o outro lado da vida. E esse não é um qualquer Sócrates que o vai roubar.
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Melody Gardot arrasou na Casa da Música
http://vimeo.com/7333827 from Melody Gardot on Vimeo.
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Incredible India
O spot faz vibrar em mim aquelas cordas íntimas, profundas, que geram dinamismo, vitalidade e prazer pela vida. Está tudo lá: viagem, aventura e liberdade, natureza, sede do desconhecido, contacto com novas culturas. Quem me conhece bem sabe que falo verdade.
Para mim, férias são sinónimo de carro sujo, desporto, mergulho, fotografia, ondas, novas experiências. É por isso que não deixo de invejar a sorte do Miguel Sousa Tavares (apesar de não nutrir especial simpatia pelo personagem). É que o sacana fez as viagens que eu gostaria de ter feito (embora não me possa queixar propriamente do meu currículo!..).
Incredible India, um anúncio verdadeiramente irresistível!
