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sábado, 5 de dezembro de 2009

Bolo-Rei: história, composição e lista de confeitarias

Em plena época de festas natalícias e de Ano Novo, é tempo de atacar o tão famoso e delicioso Bolo-Rei! nComo tudo tem uma história e poderá ser interessante conhecer algumas curiosidades sobre o dito gâteau des rois.
As origens de um bolo idêntico ao Bolo-Rei remontam à época da civilização romana e ao costume de se sortear um Rei ou uma Rainha nas festas de Saturno.
Com base nos registos históricos, o Bolo-Rei idêntico ao que conhecemos hoje, surgiu em França, na época de Luis XIV, para as festas de Ano Novo e do dia de Reis.
Aquando da Revolução Francesa em 1789, o Bolo Rei foi proibido, mas os pasteleiros para garantirem a continuidade desse bolo, despistaram os revolucionários ao designarem o Bolo Rei de “gâteau des sans cullotes”.
Em Portugal o Bolo-Rei teve as suas origens em Lisboa na Confeitaria Nacional, ainda hoje considerado o melhor e com a receita secreta há mais de 150 anos. Na segunda metade do século XIX este bolo era exclusivo desta confeitaria.
Progressivamente, a moda do Bolo Rei difundiu-se para outras confeitarias lisboetas e pelo país, dando origem a várias versões do bolo. No Porto, o Bolo-Rei foi colocado à venda pela primeira vez em 1890, através da iniciativa da Confeitaria de Cascais, sendo este Bolo-Rei feito segundo uma receita que Francisco Júlio Cascais trouxe de Paris.
Com a Implantação da República em Portugal em 1910, o Bolo-Rei teve, naturalmente, a sua existência ameaçada. No início de 1911, foi proposta em sessão parlamentar a alteração do nome do Bolo-Rei para Bolo-República. Havia quem quisesse designar o antigo Bolo-Rei por “Bolo Presidente” ou “Bolo Arriaga”(referindo-se a Manuel de Arriaga, primeiro Presidente da República). Não vingou.
Em geral, a composição do Bolo-Rei contém massa de pão levedada que forma uma coroa (símbolo do Rei), coberta de frutos cristalizados (simbolizam as pedrarias da riqueza) e de açúcar em pó; no interior do bolo encontram-se na mistura da massa frutos secos, passas, frutas cristalizadas, o brinde, a fava, etc. Segundo a tradição, quem encontrar a fava numa fatia tem direito a pedir um desejo ou tem que pagar um jantar ou tem que comprar um Bolo-Rei da próxima vez.

Atenção: embora não pareça, há GRANDES diferenças entre as pastelarias e padarias que os confeccionam.

Por isso, aqui vai uma lista das minhas padarias e confeitarias favoritas para aquisição de bolo-rei no Porto e arredores:
- Petúlia
- Costa Moreira
- Primazia
- Tavi
- Padaria Ribeiro
- Cunha
- Magarinos
- Decmel (mesmo ao lado do Monami)

Em Lisboa, de acordo com uma sondagem de rua:
- Califa, Estrada de Benfica 463.
- Garrett, Av Nice 54 (Estoril).
- Espiga Dourada, Av D Dinis 52 (Odivelas)
- Confeitaria Nacional, Pç Figueira 18B
- Versailles, Av República 15 A


Ah, já agora, bom apetite e Boas Festas!

sábado, 4 de julho de 2009

ÚLTIMA HORA



Movimento de Protecção e Defesa dos Direitos dos Produtos Frutícolas e Hortícolas


Na qualidade de mandatários, vimos deste modo expressar o regozijo que este movimento sentiu, quando tomou conhecimento de que a Comunidade Europeia já permite que, se bem com algumas (bastantes) excepções, frutas e legumes passem a estar menos sujeitos ao jugo da normalização (“arianizante”) antes determinada. Assim, alguma fruta e verduras que, até agora, não preenchiam os requisitos mínimos em termos de medidas e aspecto para posarem nas “passerelles” de hipermercados, supermercados, e afins, podem, a partir de agora, ser também transaccionados. Basta-lhes que tenham bom “coração”.
Para quando a eliminação total daquelas etiquetas artificiais e desnecessárias que teimam em colar na fruta?

Com os melhores cumprimentos,

Carmen Medronho
Alcibíades Coentro

domingo, 6 de julho de 2008

Sítios fantásticos para "morfar"...

Usando a etiqueta (se não fosse o Al Prazolan tinha-lhe chamado label) do Óscar... e a ideia das Listas do Costa, lembrei-me de publicar (com a colaboração dos monami's) o top 10 (ou 20 ou 30) dos restaurantes em Portugal onde se pode comer verdadeiramente bem...
Antes de qualquer palpite deixem-me definir o que é, neste contexto, "comer verdadeiramente bem".
A minha ideia não é elencar os restaurantes mais baratos, nem os que têm melhor relação preço/qualidade, nem os que têm comida mais bem confeccionada, nem os que têm uma paisagem soberba, nem os que têm pessoal mais simpático.
A ideia é construir uma lista que, não sendo sem critério, também não tem critério pré-definido. Ou em que o único critério, será o prazer de dar a conhecer àqueles de quem gostamos um restaurante que "nos encanta".
Tanto poderá integrar a lista um tasco com comida caseira, como um restaurante da moda.
Já tenho em mente uns 4 ou 5 espalhados pelo país.
Alguém conhece o "Martelo" em Silgueiros?.. ou o "Cepa Torta" em Alijó?.. ou "O Cabritino" em Condeixa-a-Nova?..

'bora dar palpites com as razões (atributos) para referenciar cada um dos eleitos...

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Lugares da minha vida (S.Miguel-de-Entre-Ambos-os-Rios)


Lugares da minha vida, inicia-se hoje com uma belíssima proposta. S.Miguel-de-Entre-Ambos-os-Rios é uma povoação situada na Serra Amarela, Parque Nacional Peneda-Gerês. Fica a meio caminho entre Ponte da Barca e a fronteira da Madalena, junto ao Lindoso.
O dia, para ser bem usufruído, deve ser iniciado com uma marcha pedestre pelo percurso sinalizado que se pode iniciar junto ao Rio Froufe, na freguesia com o mesmo nome (cerca de duas horas de duração). Deixado o carro junto à ponte, encontramos a sinalização do percurso num caminho carreteiro que se inicia na margem oposta. Este, leva-nos ao longo do rio, em direcção a montante, através de um vale verdejante por entre bosques de carvalho-roble (Quercus robur) associados a antigas parcelas de campos de cultivo actualmente abandonadas. Estes pequenos bosques de carvalho merecem uma especial referência por constituírem resíduos da vegetação primitiva do Norte de Portugal. Sensivelmente a meio do percurso, atravessamos o rio saltitando sobre empondras, pedras colocadas estrategicamente de uma margem à outra (no Inverno, quando o caudal do rio é maior, é necessário subir mais um pouco até uma ponte que nos permite efectuar a travessia).
A segunda parte do percurso leva-nos a percorrer o lugar de Lourido (tem um café com matrecos!). A fase final é efectuada através da estrada S.Miguel/Ermida.
Segunda parte: merecido banho nas piscinas naturais do Rio Froufe (junto à ponte onde se estacionou o carro).
Terceira parte (a ser efectuada ao fim do dia): passeio de carro em direcção ao lugar de Germil. Um belíssimo percurso que nos leva através do vale do Rio Germil (fa-bu-lo-so!..).
Quarta e última parte: Jantar na esplanada do Restaurante "Novas Pontes", da família da Dona Maria José. Sopa com legumes e batatas da terra (um must!). Bacalhau à casa (um bacalhau de cebolada como já não existe, com postas que têm que ser demolhadas durante uma semana!!!). O serviço é do melhor! Gente muito atenciosa, de uma simpatia genuína. Enquanto se trincam umas batatas fritas às rodelas, estaladiças, aprecia-se a paisagem e ouve-se um infindável concerto de sons de aves e de insectos. Um dia para não esquecer!

Clicar no mapa para o observar convenientemente.