Uma lista diferente: uma lista de livros publicados em 2009 e que é (quase) consensualmente uma resma de obras-primas. Há de tudo, ficção, biografias, ensaio. É só escolher
Para evitar que os meus amigos percam tempo e dinheiro com merdas do Dan Brown, Sveva não sei quê, do apresentador do telejornal, do Júlio Magalhães, da Júlia Pinheiro ou da outra loira cujo nome não recordo...
Caderno Afegão, Alexandra Lucas Coelho, Tinta da China
Obra Completa 1969-1985, Nuno Bragança, Dom Quixote.
Contos Completos I, John Cheever, Sextante.
Obra Poética Completa, Edgar Allan Poe, Tinta da China.
Ofício Cantante, Herberto Helder, Assírio & Alvim.
Veneza, Jan Morris, Tinta da China.
Os Desaparecidos, Daniel Mendelsohn, Dom Quixote
A Breve e Assombrosa História de Oscar Wao, Junot Díaz, Porto Editora.
O Resto é Ruído. À Escuta do Século XX, Alex Ross, Casa das Letras
História de Portugal, VV.AA., Rui Ramos (org.), A Esfera dos Livros.
Caderno de Memórias Coloniais, Isabela Figueiredo, Angelus Novus.
História de Israel, Martin Gilbert, Edições 70.
A Montanha Mágica, Thomas Mann, Dom Quixote
Entrevistas da Paris Review, VV.AA., Carlos Vaz Marques (org.), Tinta da China.
A Ilha, Giani Stuparich, Ahab
O Século XX Esquecido, Tony Judt, Edições 70.
Ruído Branco, Don DeLillo, Sextante
Outras Cores, Orhan Pamuk, Presença
Beloved, Toni Morrison, Dom Quixote.
Poemas Portugueses, VV.AA., Jorge Reis-Sá e Rui Lage (org.), Porto Editora.
Filho da Mãe, Bernardo Carvalho, Cotovia.
Gabriel García Márquez. Uma Vida, Gerald Martin, Dom Quixote.
A Torre do Desassossego, 2006, Lawrence Wright
Hitler, 2008, Ian Kershaw
Lisboa. História Física e Moral, 2008, José-Augusto França
As Benevolentes, 2006, Jonathan Littell
Amigos até ao fim, 2003, John Le Carré
Carnaval no Fogo, 2003, Ruy Castro
A Grande Guerra Pela Civilização, 2005, Robert Fisk
Pós-Guerra, 2005, Tony Judt
Uma Vida Inacabada. John F. Kennedy, 2003, Robert Dallek
Brando Mas Pouco, 2006, Darwin Porter
O Mago, Fernando Morais, Planeta
Proust era um neurocientista, Jonah Leher, Lua de Papel
A Solidão dos Números Primos, Paolo Giordano
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segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
O melhor livro da década

As Tascas do Porto
Estórias e Memórias Servidas à Mesa da Cidade
de Raul Simões Pinto
Edição/reimpressão: 2007
Páginas: 256
Editor: Edições Afrontamento
ISBN: 9789723609226
São muitos os percursos pelo Porto, qual guia turístico da cidade.
Uma sugestão de futuro para as últimas 6ªs feiras do mês dos próximos dois anos...
Uma lista elaborada por Raúl Simões Pinto, autor do livro As Tascas do Porto, onde são inventariadas dezenas de tabernas, adegas, casas de pasto, tasquinhas, botequins e tascas que ainda existem na cidade do Porto e que esperam por todos nós para se manterem vivas e com elas algumas das características mais marcantes da cultura popular urbana.
As «minhas» 20 tascas antigas e tradicionais do Porto, para que conste, antes que fechem as portas (por Raúl Simões Pinto):
1) Adega de S. Martinho - R. D.João IV, 795
2) O Alfredo Portista - R. do Cativo, junto a Cimo da Vila)
3) O Escondidinho de Paranhos - R. de Costa e Almeida, 255 (junto à Arca d'Água)
4) O Presuntinho - R. de Sro Ildefonso
5) Filha da Mãe Preta - R. dos Canastreiros ( à Ribeira)
6)Casa das Iscas - Largo da Igreja de Paranhos
7) Adega da Piedade - Muro do Ouro ( na marginal do rio)
8) O Firmino - R. da Preciosa ( em Pereiró, Ramalde)
9 ) O João do Fado - R. Direita de Francos, 146, Ramalde
10) Adega O Cantinho - Campo Mártires da Pátria, 130
11) Casa Costa - R. de Trás, 224 (na Vitória)
12) O Manel do Abade - R. da Estação ( em Campanhã)
13) O Tone das Águas - R. da Arrábida, 153 ( no Aleixo)
14) O Leandro - R de Trás (perto dos Lóios)
15) O Radar - R. das Taipas, 17C (perto do tribunal de S.joão Novo)
16) O Túnel - R. de Serralves (junto ao Hotel Ipanema)
17)O Escondidinho do Monte Aventino - R. do Monte Aventino, 236 ( às Antas)
18) A Flor de S. Vítor - R. de S. Vítor ( no Bonfim)
19) A Floresta - R. de Afonso Martins do Alho, 115 ( antiga travessa das Flores)
20) A Badalhoca - R. do Dr. Alberto Macedo ( em Ramalde)
domingo, 8 de março de 2009
Um livro para cada domingo: «Manhã Submersa»
Obra grande de um escritor maior, Vergílio Ferreira, «Manhã Submersa» já assustou muito aluno quando era (julgo que já não é) obra de leitura obrigatória no secundário.
Mas como tudo o que é obrigatório nestas matérias foi largamente subestimado e olhado de soslaio e é pena pois a obra de cariz autobiográfico dá-nos uma leitura muito interessante, contida e bem narrada do Portugal de então.
Este romance, de 1953, descreve o despertar para a vida de um jovem, entre a austeridade da casa senhorial, a terra, a neve, a sua aldeia natal (Linhares, na Serra da Estrela) e o silêncio omnipresente das paredes do seminário.
Por ali passam a repressão na educação, a pobreza da terra, as desigualdades sociais, o desejo no corpo em formação, a amizade e o amor. Que mais pode pedir um leitor?
O livro foi posteriormente (1980) adaptado ao cinema por Lauro António, com o próprio Vergílio Ferreira salvo erro no papel de Reitor do Seminário.
Lê-se de uma penada. E vale muito a pena...
Mas como tudo o que é obrigatório nestas matérias foi largamente subestimado e olhado de soslaio e é pena pois a obra de cariz autobiográfico dá-nos uma leitura muito interessante, contida e bem narrada do Portugal de então.
Este romance, de 1953, descreve o despertar para a vida de um jovem, entre a austeridade da casa senhorial, a terra, a neve, a sua aldeia natal (Linhares, na Serra da Estrela) e o silêncio omnipresente das paredes do seminário.
Por ali passam a repressão na educação, a pobreza da terra, as desigualdades sociais, o desejo no corpo em formação, a amizade e o amor. Que mais pode pedir um leitor?
O livro foi posteriormente (1980) adaptado ao cinema por Lauro António, com o próprio Vergílio Ferreira salvo erro no papel de Reitor do Seminário.
Lê-se de uma penada. E vale muito a pena...
domingo, 1 de março de 2009
Um livro para cada domingo: «Adeus, Princesa»
Clara Pinto Correia ganhou notoriedade pública e estatuto de escritora com este livro. Mascarado de policial, é na verdade um retrato social bem conseguido do Alentejo de então. «Adeus, Princesa» é sobretudo um romance de personagens, cada uma com uma caracterização que molda a narrativa à volta de um tempo (os anos 80) e de um espaço (o Alentejo).
Morre um alemão de uma base militar perto de Beja. Suspeita-se da sua "semi-namorada", uma jovem filha de um influente chefe do Partido. E um jornalista estagiário com pouco amor próprio é enviado da capital para fazer a reportagem. É no Alentejo que ele se descobre e descobre uma paixão e uma sociedade decadente, resultado dos tempos menos afortunados. E no final, sem o crime completamente esclarecido, sem uma reportagem de boa qualidade, e sem a mulher por quem se apaixonou, a melancolia toma conta dele.
Com personagens bem conseguidas, história simples e atraente e grande caracterização social, é um livro interessante. Apesar da narrativa dar a ideia de andar à volta do crime, tal passa notavelmente para segundo plano à medida que vão entrando outros protagonistas, cada com imagens diferentes do Alentejo e dos seus habitantes. «Adeus, Princesa» pode não ser intemporal, mas é muito interessante. E foi escrito aos 25 anos por uma autora que depois passou pela vergonha do plagiato. Mas em defesa dela, quem hoje em dia não plagia, parafraseia, tergiversa ou contextualiza também não existe.
Fui procurar este livro quando, há muito anos, ouvi na televisão uma história curta de Clara Pinto Correia. Nesse tempo, a tv teve a boa ideia de colocar várias pessoas a narrar uma pequena história para mandar os pequenotes para a cama. A história desta angolana (minha conterrânea, claro!) sobre Luanda e os embondeiros foi fantástica! Depois, comprei o livro. Que não sei onde pára...
Hoje não é fácil encontrar um exemplar. Mas vale a pena.
Morre um alemão de uma base militar perto de Beja. Suspeita-se da sua "semi-namorada", uma jovem filha de um influente chefe do Partido. E um jornalista estagiário com pouco amor próprio é enviado da capital para fazer a reportagem. É no Alentejo que ele se descobre e descobre uma paixão e uma sociedade decadente, resultado dos tempos menos afortunados. E no final, sem o crime completamente esclarecido, sem uma reportagem de boa qualidade, e sem a mulher por quem se apaixonou, a melancolia toma conta dele.
Com personagens bem conseguidas, história simples e atraente e grande caracterização social, é um livro interessante. Apesar da narrativa dar a ideia de andar à volta do crime, tal passa notavelmente para segundo plano à medida que vão entrando outros protagonistas, cada com imagens diferentes do Alentejo e dos seus habitantes. «Adeus, Princesa» pode não ser intemporal, mas é muito interessante. E foi escrito aos 25 anos por uma autora que depois passou pela vergonha do plagiato. Mas em defesa dela, quem hoje em dia não plagia, parafraseia, tergiversa ou contextualiza também não existe.
Fui procurar este livro quando, há muito anos, ouvi na televisão uma história curta de Clara Pinto Correia. Nesse tempo, a tv teve a boa ideia de colocar várias pessoas a narrar uma pequena história para mandar os pequenotes para a cama. A história desta angolana (minha conterrânea, claro!) sobre Luanda e os embondeiros foi fantástica! Depois, comprei o livro. Que não sei onde pára...
Hoje não é fácil encontrar um exemplar. Mas vale a pena.
domingo, 22 de fevereiro de 2009
Um livro para cada domingo: «O Senhor das Moscas»
Para hoje escolhi «The Lord of the Flies», de William Golding. Tenho um exemplar da Editora Nova Fronteira, brasileira, que comprei há muitos anos, porque não havia (ou eu não encontrava) edição nacional. Essa é a que traduz por «O Senhor...» e Piggy por Porquinho.
Mais tarde, a Vega, editora nacional, publicou «O Deus das Moscas» e Piggy aqui é o Bucha. Mas acho que também já vi traduzido por Gordinho. Com isto quero dizer que se puderem ler em Inglês, é o ideal.
Seja como for, esta obra, de 1954, para mim representa a grande metáfora da Humanidade. A luta entre os bons e os maus. O bom velho maniqueísmo. E ensina mais sobre a natureza humana do que todos os reality shows juntos.
É uma obra-prima e o seu autor foi Prémio Nobel em 1983. Espreitem, que vale a pena.
Mais tarde, a Vega, editora nacional, publicou «O Deus das Moscas» e Piggy aqui é o Bucha. Mas acho que também já vi traduzido por Gordinho. Com isto quero dizer que se puderem ler em Inglês, é o ideal.
Seja como for, esta obra, de 1954, para mim representa a grande metáfora da Humanidade. A luta entre os bons e os maus. O bom velho maniqueísmo. E ensina mais sobre a natureza humana do que todos os reality shows juntos.
É uma obra-prima e o seu autor foi Prémio Nobel em 1983. Espreitem, que vale a pena.
domingo, 15 de fevereiro de 2009
Um livro para cada domingo: «o Meu Pé de Laranja Lima»
Estava aqui a pensar que livro para este domingo e veio-me à memória o primeiro livro que me emocionou: «O Meu Pé de Laranja Lima». Sim, eu sei, não é verdadeira literatura, dirão os puristas, mas verdadeira literatura não é só a dos exegetas e hermeneutas, não é só a de Bloom ou Steiner (isto sou eu a armar-me), é também a de Mauro de Vasconcelos, mas não a de Paulo Coelho. Porque, convenhamos, concessões sim, abastardamento e insulto às meninges não!
«O Meu Pé...» é só um simples livrinho juvenil (blockbuster dos anos 70) com o realismo mágico dos sul-americanos à espreita e «avant la lettre», mas de um autor de sensibilidade à flor da pele. É aquilo a que os anglo-americanos chamam um «tear jerk».
Enfim, um livro para dar a conhecer à petizada (como quase todos nós temos) e para dar uma vista d'olhos... Acho que vale a pena.
«O Meu Pé...» é só um simples livrinho juvenil (blockbuster dos anos 70) com o realismo mágico dos sul-americanos à espreita e «avant la lettre», mas de um autor de sensibilidade à flor da pele. É aquilo a que os anglo-americanos chamam um «tear jerk».
Enfim, um livro para dar a conhecer à petizada (como quase todos nós temos) e para dar uma vista d'olhos... Acho que vale a pena.
domingo, 8 de fevereiro de 2009
Um livro para cada domingo: «Angústia para o Jantar»
Este talvez seja o título português de que mais gosto. E talvez um dos meus três ou quatro livros de referência.
Só vi uma vez Sttau Monteiro, numa das belas conferências organizadas em Serralves nos finais de 80 onde, ao que recordo, falava de gastronomia.
Este livro é magnífico a vários títulos, até formalmente, na sua divisão interna, no arranjo gráfico das páginas (estou a falar da edição da Ática, com uma soberba capa de Manuel Dias), etc.
Sei que há excepções, mas não acredito em escritores prolíficos de grande qualidade. Acredito muito nos autores que têm a dizer e dizem. Pronto. Ou seja, fazem uma obra ou duas se tanto e pouco mais. Foi assim com Salinger, com Harper Lee, com Truman Capote, com Jean Rhys, com Ralph Ellison, etc.
Mas é uma questão de gosto, claro.
Com Sttau Monteiro vejo uma secura substantiva que só encontro em Cardoso Pires, mas parece-me o primeiro muito mais natural, muito menos literário, enfim menos romanesco.
É um portento de sobriedade. E ao mesmo tempo de uma delicadeza quase insuportável.
Claro que o livro hoje está datado, mas até por aí é interessante para conhecer a sociedade lisboeta de meados do século passado.
Enfim, para mim é uma referência a que volto regularmente. E acho sempre delicioso.
Só vi uma vez Sttau Monteiro, numa das belas conferências organizadas em Serralves nos finais de 80 onde, ao que recordo, falava de gastronomia.
Este livro é magnífico a vários títulos, até formalmente, na sua divisão interna, no arranjo gráfico das páginas (estou a falar da edição da Ática, com uma soberba capa de Manuel Dias), etc.
Sei que há excepções, mas não acredito em escritores prolíficos de grande qualidade. Acredito muito nos autores que têm a dizer e dizem. Pronto. Ou seja, fazem uma obra ou duas se tanto e pouco mais. Foi assim com Salinger, com Harper Lee, com Truman Capote, com Jean Rhys, com Ralph Ellison, etc.
Mas é uma questão de gosto, claro.
Com Sttau Monteiro vejo uma secura substantiva que só encontro em Cardoso Pires, mas parece-me o primeiro muito mais natural, muito menos literário, enfim menos romanesco.
É um portento de sobriedade. E ao mesmo tempo de uma delicadeza quase insuportável.
Claro que o livro hoje está datado, mas até por aí é interessante para conhecer a sociedade lisboeta de meados do século passado.
Enfim, para mim é uma referência a que volto regularmente. E acho sempre delicioso.
domingo, 1 de fevereiro de 2009
Um livro para cada domingo: «Alma»
Embora seja mais conhecido como político - com voz (cava) própria - e depois como poeta, não posso deixar de alertar os meus amigos para Manuel Alegre prosador. Refiro-me especificamente a essa pérola que é «Alma».
É uma novela autobiográfica, mas escrita com muita alma (cá está!) e que descreve com muita propriedade certos tiques e tipos da sociedade portuguesa até meados do século passado numa cidade de província (Águeda).
Além do mais, tem ironia e humor qb, lê-se de uma penada (é pequenino) e custa uma miséria (vi anteontem na Festa do Livro, no Palácio de Cristal por menos de 3 euros, salvo erro, perdão salvo euro.
A edição que li há uns anos tinha umas gralhitas sem importância que já devem ter sido corrigidas.
Podem arriscar com confiança. É um valor seguro.
É uma novela autobiográfica, mas escrita com muita alma (cá está!) e que descreve com muita propriedade certos tiques e tipos da sociedade portuguesa até meados do século passado numa cidade de província (Águeda).
Além do mais, tem ironia e humor qb, lê-se de uma penada (é pequenino) e custa uma miséria (vi anteontem na Festa do Livro, no Palácio de Cristal por menos de 3 euros, salvo erro, perdão salvo euro.
A edição que li há uns anos tinha umas gralhitas sem importância que já devem ter sido corrigidas.
Podem arriscar com confiança. É um valor seguro.
domingo, 25 de janeiro de 2009
Um livro para cada domingo: «The Catcher in the Rye»
Pelo menos durante estes domingos de Inverno, fugindo aos shoppings, nada melhor que uma lareira e um livro.
Assim, para este, proponho a obra-prima de J. D. Salinger, «The Catcher in the Rye».
Só o título vale toda uma dissertação de mestrado: O Apanhador no Centeio seria a tradução literal, mas a coisa é tão difícil que João Palma Ferreira o magnífico tradutor desta obra, saiu-se muito bem com «Uma Agulha no Palheiro».
Holden Caulfield conta na primeira pessoa um período da sua vida. E conta como ninguém. Nunca mais vi prosa tão seca, irónica, despojada, directa ao coração e à cabeça como esta de Salinger. Nem mesmo noutras obras do autor.
Esta obra tão celebrada e obrigatória nas escolas dos EUA, foi elevada a uma posição icónica nunca alcançada por outro livro: por exemplo, Mark Chapman, estava com um exemplar na mão quando assassinou Lennon. E assim sucessivamente.
Atenção: se possível ler em Inglês (é muito acessível e muito mais interessante). Se preferir em Português, ler a tradução mencionada acima, velhinha, de Palma Ferreira e editada na Livros do Brasil. Há uma mais recente, que tenta uma linguagem mais coloquial, mas que fica longe da qualidade e rigor da anterior e do original. A evitar, portanto.
Este foi o livro que ofereci mais vezes.
Isto é uma obra-prima. Não é repetível, apesar de muitas vezes imitada.
Quem não conhece, experimente. Nunca mais voltará a ser a mesma pessoa. Acho eu.
Assim, para este, proponho a obra-prima de J. D. Salinger, «The Catcher in the Rye».
Só o título vale toda uma dissertação de mestrado: O Apanhador no Centeio seria a tradução literal, mas a coisa é tão difícil que João Palma Ferreira o magnífico tradutor desta obra, saiu-se muito bem com «Uma Agulha no Palheiro».
Holden Caulfield conta na primeira pessoa um período da sua vida. E conta como ninguém. Nunca mais vi prosa tão seca, irónica, despojada, directa ao coração e à cabeça como esta de Salinger. Nem mesmo noutras obras do autor.
Esta obra tão celebrada e obrigatória nas escolas dos EUA, foi elevada a uma posição icónica nunca alcançada por outro livro: por exemplo, Mark Chapman, estava com um exemplar na mão quando assassinou Lennon. E assim sucessivamente.
Atenção: se possível ler em Inglês (é muito acessível e muito mais interessante). Se preferir em Português, ler a tradução mencionada acima, velhinha, de Palma Ferreira e editada na Livros do Brasil. Há uma mais recente, que tenta uma linguagem mais coloquial, mas que fica longe da qualidade e rigor da anterior e do original. A evitar, portanto.
Este foi o livro que ofereci mais vezes.
Isto é uma obra-prima. Não é repetível, apesar de muitas vezes imitada.
Quem não conhece, experimente. Nunca mais voltará a ser a mesma pessoa. Acho eu.
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