Hoje, em que mais sentimos a sua "presença", recomendo que se removam as pedras e se reabra este blogue, reunindo-nos novamente após o "balanço, descanso, remanso, pastanço".
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Hoje, em que mais sentimos a sua "presença", recomendo que se removam as pedras e se reabra este blogue, reunindo-nos novamente após o "balanço, descanso, remanso, pastanço".
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
A pensar no nosso Al Prazolam
30-08-2010 / 30-08-2011
“Al… pá!… é como te tivesses ausentado para algum sítio, e um dia destes estás aí outra vez com a gente…” – é essa a sensação que se mantém nos nossos espíritos. E como as ausências provocam saudades, há que amenizá-las com recordações. – “Hoje vamos recordar-te colectivamente com um vídeozinho cuja banda sonora é uma música que gostas muito.”
quinta-feira, 14 de julho de 2011
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Morreu Billy Taylor
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Josefa, a bombeira
"Josefa, 21 anos, a viver com a mãe. Estudante de Engenharia Biomédica,
trabalhadora de supermercado em part-time e bombeira voluntária. Acumulava
trabalhos e não cargos - e essa pode ser uma primeira explicação para a não
conhecermos. Afinal, uma jovem daquelas que frequentamos nas revistas de
consultório, arranja forma de chamar os holofotes. Se é futebolista, pinta o
cabelo de cores impossíveis; se é cantora, mostra o futebolista com quem
namora; e se quer ser mesmo importante, é mandatária de juventude.
Não entra é na cabeça de uma jovem dispersar-se em ninharias acumuladas: um
curso no Porto, caixeirinha em Santa Maria da Feira e bombeira de Verão.
Daí não a conhecermos, à Josefa. Chegava-lhe, talvez, que um colega mais
experiente dissesse dela: "Ela era das poucas pessoas com que um gajo sabia
que podia contar nas piores alturas."
Enfim, 15 minutos de fama só se ocorresse um azar... Aconteceu: anteontem,
Josefa morreu em Monte Mêda, Gondomar, cercada das chamas dos outros que foi
apagar de graça. A morte de uma jovem é sempre uma coisa tão enorme para os
seus que, evidentemente, nem trato aqui. Interessa-me, na Josefa, relevar o
que ela nos disse: que há miúdos de 21 anos que são estudantes e
trabalhadores e bombeiros, sem nós sabermos.
Como é possível, nos dias comuns e não de tragédia, não ouvirmos falar das
"Josefas que são o sal da nossa terra?"
Por FERREIRA FERNANDES, Diário de Notícias
Ela merece os 15m de glória...
Vamos dar-lhe um minuto de atenção.
E honrar a sua memória, que o seu exemplo seja seguido por muitos !!!
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Diva morta, diva posta

Morreu ontem, com 83 anos, a diva australiana Joan Sutherland. Ouvia-a muitas vezes cantar no gira-discos do meu pai que era um verdadeiro apaixonado por ópera. Lembro-me de ele salientar a sua genial técnica vocal, sobretudo em algumas das áreas da Traviata, e de me contar que ela mantinha uma feroz competição com a Callas e com a Renata Tebaldi, outros grandes nomes da época. Embora fosse dela grande admirador, mantinha que o timbre da Callas era único e inultrapassável.
Procurei encontrar algumas das suas interpretações no Tube mas acontece que são já gravações muito antigas e com pouca qualidade. Deixo, em alternativa, a celestial SUMI JO que, embora perca em potência vocal para as antigas divas (e essa era um pormenor que o meu pai nunca perdoava), é dona de um timbre, uma qualidade interpretativa e um falsete que, quanto a mim, a coloca entre a melhor das melhores.
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Al Prazolam - 30º dia
AUSÊNCIA
Num deserto sem água
Numa noite sem lua
Num país sem nome
Ou numa terra nua
Por maior que seja o desespero
Nenhuma ausência é mais funda do que a tua.
(Sophia de Mello Breyner Andresen)
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Marcas de uma vida
Ao Professor Resende, mais que um professor: um verdadeiro amigo.
Não sei se gostava de Saramago, mas achei esta frase excessivamente adequada a si: "A morte é simplesmente a diferença entre o estar aqui e o já não estar.". E perante esta diferença, perante o facto de uma pessoa simplesmente já não estar, o que é que nos resta? Sim, as memórias.
Recordações de quem essa pessoa foi, do que fez, do que se riu, do que fez rir, do que ensinou, do que encorajou, do que fez crescer. A maior parte das vezes fixamo-nos no último momento, no que aconteceu, no que não devia ter acontecido. Dói. Dói como mais nada no mundo. A verdade é que é esse pensamento que se sobrepõe a tudo o resto, sem nos apercebermos disso. E custa. Mas porque não pensarmos antes na forma como essa pessoa marcou o nosso percurso e em vez de chorarmos darmos por nós a sorrir? Foi isso que aconteceu comigo.
Primeiro chorei. Custava-me a acreditar. Depois, sem dar por isso, fui ao sótão e abri os meus dois cadernos de Físico-química. E dei por mim a sorrir. Tinha muitas frases do Professor nas margens do caderno. Todos nós temos. A verdade é que o Professor Resende nos marcou de uma forma única. E é isso que eu quero relembrar. O Professor Resende escrevia tanto com a mão direita como com a esquerda. Ficámos completamente à nora quando nos apercebemos que umas vezes escrevia o sumário no livro de ponto com uma mão esquerda e outras vezes com outra. E não é que a letra ficava igualzinha?! Uma vez, no final de uma aula, na sala 16 (nunca mais me vou esquecer deste momento...), pegou num pedaço de giz, um em cada mão, e começou a escrever, ao mesmo tempo, com as duas mãos! Ficámos tão boquiabertos que depois só nos ríamos...
E os pontos de exclamação do Professor Resende? Aquilo sim, eram verdadeiras exclamações!quem não se lembra de vê-los no quadro? Ou de tê-los nos testes, a caneta vermelha, sempre de gel, por causa de um arredondamento mal feito ou uma fórmula mal aplicada?
Quando tínhamos sumários atrasados (desde 1875, como ele costumava dizer), o Professor Resende passava-os a computador e dava uma tirinha de papel a cada um. Organização acima de tudo! Ah, e é claro, não nos podemos esquecer daquelas fichas de trabalho com um cabeçalho assim: "Assunto - dois exercícios.".
Pode parecer incrível, mas havia momentos em que as piadas do Professor nos ajudavam a perceber Física e Química. Encontrei algumas delas espalhadas pelos meus cadernos...
Se vocés tivessem que aquecer o leite todos os dias com umo varinha mágica, tinham que se levantar 4 dias antes.
Aquele escritor considerava que a Terra era um ser vivo que reagia a acções sobre ela. Para os átomos é Natal TODOS os dias!
Queriam pôr mais potássio?! Uns querem ver potássio a arder, outros querem ver Lisboa... Mas uma frase que me acompanha até hoje, e da qual me lembro muitas vezes, é esta: Nós fomos formados nas estrelas. Sim, porque nós nascemos nas estrelas, somos feitos de estrelas e no final regressamos às estrelas. Eu acredito que sim. E as estrelas estão ali bem pertinho. Não há nada mais científico. E o Professor vai ser sempre uma estrela dentro de nós.
Maria João Sousa, em nome do 10º e do 11º A (2006-2008)
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Ao Al
(S)MILES PARA ESTE VERÃO! A ironia do destino encarregou-se de transformar o teu último post num epitáfio tão brilhante quanto desconcertante que nos deixa uma esmagadora sensação de vazio.
Adeus companheiro.
sábado, 31 de julho de 2010
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Saramago

Saramago morreu. O país ficou mais pobre e vai, como de costume, assistir aos maiores elogios e aplausos àquele que era considerado "a ovelha negra" da nossa cultura. Razão tem o Vital quando fala da infame inveja e da hipocrisia dos portugueses.
"Então ela, a morte, levantou-se, abriu a bolsa que tinha deixado na sala e retirou a carta de cor violeta. Olhou em redor como se estivesse à procura de um lugar onde a pudesse deixar, sobre o piano, metida entre as cordas do violoncelo, ou então no próprio quarto, debaixo da almofada em que a cabeça do homem descansava. Não o fez. Saiu para a cozinha, acendeu um fósforo, um fósforo humilde, ela que poderia desfazer o papel com o olhar, reduzi-lo a uma impalpável poeira, ela que poderia pegar-lhe fogo só com o contacto dos dedos, e era um simples fósforo, o fósforo comum, o fósforo de todos os dias, que fazia arder a carta da morte, essa que só a morte podia destruir. Não ficaram cinzas. A morte voltou para a cama, abraçou-se ao homem e, sem compreender o que lhe estava a suceder, ela que nunca dormia, sentiu que o sono lhe fazia descair suavemente as pálpebras."
José Saramago (As intermitências da morte)
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
...
domingo, 3 de janeiro de 2010
FRANK ZAPPA
Pois.
Foi diferente de todos os outros.
Grande músico.
Em vinil, tenho apenas:
-Them or us
-Zoot allures
-Tinsel town rebellion
-Studio tan
-FZ and The mothers of invention - one size fits all
-The man from utopia
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
A listomania
Imagem daquiEste post é dedicado ao amigo Vital, listomaníaco por natureza. Afinal não és a única celebridade a gostar de listas, também há aquele escritor - eu sei, menos conhecido-, o Umberto Eco, que as aprecia fortemente!
"As listas estão na origem da cultura. Fazem parte da história de arte e da literatura. De que precisa a cultura? De tornar o infinito compreensível . Também precisa de criar ordem - nem sempre, mas frequentemente. E, enquanto seres humanos, como enfrentamos o infinito? Como se pode tentar captar o sentido do incompreensível? Por meio de listas, catálogos e colecções em museus, e recorrendo a enciclopédias e dicionários. Há um fascínio em enumerar as mulheres com quem Don Giovanni dormiu: 2063, a acreditar em Lorenzo da Ponte, libretista de Mozart. Também temos listas inteiramente práticas - listas de compras, testamentos, ementas - que são actos culturais por mérito próprio".
Ver tudo aqui
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
New York, 12/8
há 29 anos atrás.
Então,
um energúmeno
– como quem descasca amendoins –,
decidiu esborrachar a
vida
daquele tipo esquisito e polémico dos óculos redondos.
Pum.
CRASH.
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Já agora...
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Eu mudo, tu mudas, ele muda...
Bom será que a diferença se faça no sentido da elevação de nós próprios, o eu social moral e ético.
Numa homenagem aos monamis e em especial ao Óscar que permitiu um espaço de diálogo e de visita diária com este blog, e a todos os participantes, aqui deixo a fabulosa Lady in Satin: Billie Holiday (LP Columbia CS 8048, vinil 33 e 1/3)