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quinta-feira, 18 de junho de 2009

Descalços no Parque

Não posso deixar de dizer que este é o filme para românticos. Com Redford e Fonda em grande forma. Uma história sobre pensar diferente, fazer diferente.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Splendor in the Grass

Uma vez fui com o Óscar à saudosa sala Bebé sem nenhuma expectativa e apanhei um soco no estômago. Vi juntar cinema e poesia numa obra-prima de 1961, do grande Elia Kazan, com uma comovente Natalie Wood - um portento de fragilidade e arte, delicadeza e força.



Splendour in the Grass

What though the radiance
which was once so bright
Be now for ever taken from my sight,
Though nothing can bring back the hour
Of splendour in the grass,
of glory in the flower,
We will grieve not, rather find
Strength in what remains behind;
In the primal sympathy
Which having been must ever be;
In the soothing thoughts that spring
Out of human suffering;
In the faith that looks through death,
In years that bring the philosophic mind.

-- William Wordsworth

sábado, 9 de maio de 2009

Antes do anoitecer

As filmagens foram realizadas em apenas 15 dias. Cada minuto de filme equivale a um minuto no "tempo do filme". A distância temporal entre este e o primeiro filme, Before Sunrise, 9 anos, corresponde efectivamente ao tempo em que os personagens não se vêem. O argumento foi escrito em parceria pelo realizador e pelos dois actores do filme. A própria música foi escrita pela actriz que a interpreta.

Um filme diferente.Único. Um dos filmes da minha vida!

terça-feira, 28 de abril de 2009

Woody Allen: ainda e sempre!

Há 30 anos, o mundo conhecia uma das obra-primas de Woody Allen: "Manhattan". Uma belíssima homenagem a Nova Iorque, feita através da sublime fotografia a preto-e-branco, de Gordon Willis, e acompanhada da música de George Gershwin. Inesquecível.

terça-feira, 21 de abril de 2009

O Leitor

Andava para ver este filme há uns tempos e... foi ontem.
A sala inteira só para mim (literalmente). Parecia o Orson Welles na sua sala de projecção privada.
Der Vorleser (não há tradução directa para tuga) é aquele que lê para outrem.
Vale muito a pena. Adoro estes filmes de coming of age. Desabrochar, diria o outro.
Grande papelucho da Kate Winslet (valeu um Óscar - mas não o nosso, ka gente precisa dele).

Ao ver este filme, lembrei-me das palavras de Rosselini quando lhe perguntaram porque filmara «Alemanha ano zero» numa altura em que o mundo estava ocupado a julgar os alemães e ele respondeu: "Precisamente por causa disso. Num tempo em que todos julgam um povo, a única atitude revolucionária é tentar compreendê-lo".

Apenas um (grande) senão: deveria ter sido em Alemão.

E durante a rodagem morreram dois produtores que também foram grandes realizadores: Pollack e Minghella. Gostaria muito de ver as versões deles. Como gostaria de ver o Nostromo de David Lean. Mas isso já é uma outra história...
Fiquem, pois, com este treila: infelizmente já não dá para apanhar nas salas.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Jonathan Livingston Seagull: o filme da minha adolescência

Talvez nenhum filme me marcasse tanto como este. Vi-o com dezasseis anos na companhia do Hagarra e do Deibaidei. Um filme cujos únicos protagonistas eram gaivotas causou em mim algum cepticismo, no entanto...

Jonathan é uma gaivota que questiona o seu lugar no mundo. Que procura o rumo da sua existência. Eu, em plena adolescência - essa magnífica fase das nossas vidas em que de repente nos apercebemos que temos uma vida inteira à nossa frente e começamos a pensar o que realmente queremos fazer com ela -, senti-me planar juntamente com o protagonista sobre as questões mais mundanas que ocupavam os que me rodeavam. Senti em mim aquele impulso, aquele golpe-de-asa, que me despertou para as questões verdadeiramente essenciais.

Anos mais tarde li o livro de Richard Bach. Foi uma desilusão. Ainda hoje me questiono se o filme é realmente tão superior ao livro, ou se simplesmente me apanhou numa fase ainda inocente da vida. Mas que foi determinante, isso não tenho dúvidas.



sábado, 28 de fevereiro de 2009

Running on empty (1988)

Parece que foi o que fizemos ontem... Running on empty. Ou talvez não. Seja como for aqui fica o trailer de mais um grande filme dos anos oitenta. E esquecido. Com o tão cedo desaparecido River Phoenix.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Dois grandes filmes esquecidos na minha lista

Hoje, não sei bem porquê, lembrei-me destes dois filmes dos anos 80. Duas obras-primas que quem não viu não deve perder. O primeiro é «House of Games» de David Mamet. Apreciem o trabalho de Lindsay Crouse.
É um verdadeiro conto do vigário. Eis o trailer (atenção à regra nº 5):



O segundo é muito hilariante, mas também interessante: FX Efeitos Mortais, de Robert Mandel, que vinha da televisão e muito prometia, mas acabou na televisão.
Eis o trailer:

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Cenas para sempre...

Inicia-se (ou não) aqui uma nova rubrica: cenas de filmes da minha vida.
Eis aqui uma que acho que é todo um programa de vida: companheirismo, desenrascanço, tolerância e classe. Num minuto. Se isto não é cinema...

domingo, 23 de novembro de 2008

Charlie Chaplin: O génio do cinema

Durante esta última semana tive o privilégio de rever o saudoso Charlie Chaplin em dois filmes fantásticos: "A Quimera do Ouro" e "Tempos Modernos". Este último é verdadeiramente um dos filmes da minha vida!

Argumento, realização, música, interpretação... tudo vindo da cabeça deste homem, deste verdadeiro génio. Tudo com uma qualidade assombrosa!
Cenas hilariantes, outras comoventes, uma forte mensagem política e social, tudo na mesma película! Temas musicais que ficaram para a posteridade... é impossível ficar-se indiferente!

O "Ciclo Chaplin" vai seguramente continuar cá por casa nos tempos mais próximos.

Deixo-vos, entretanto, estes pequenos excertos para vos aguçar também o apetite...

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Um curso de interpretação em seis minutos

Tenho que vos penalizar por ninguém ter colocado antes este mito, este pedaço de História contemporânea ao alcance dos nossos visitantes. Pronto, agora já está. Era uma oferta que eu não podia recusar...