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quarta-feira, 4 de maio de 2011

Desafio F

Agora sim, o "desafio de F" está no local ideal para obter a amplitude que merece, pelo interesse que possui.

http://blogscraps.blogspot.com/2011/05/desafio-literario.html

quinta-feira, 31 de março de 2011

Miguel Sousa Tavares

"E porque o Miguel é o modelo, o paradigma, a caricatura, a referência, a língua, o cu de todos eles, merece um filme antes que se lembrem de lhe dar o nome de uma rua".

sábado, 12 de março de 2011

Uma Escola para tolos?


Uma escola para tolos?
O teimoso prosseguimento da implementação das actuais medidas de política educativa anuncia uma clara mudança de paradigma: a transição do modelo sixtie da “escola para todos”, para o modelo pós-modernista da “escola para tolos”.
A grande reforma educativa sorvida dos quentes e vibrantes anos do final da década de sessenta, consubstanciada nas filosofias do Maio de 68, apontava para uma escola aberta, universal, inclusiva, interclassista, meritocrática, solidária, promotora da cidadania e, até, niveladora, no sentido que deveria esbater as desigualdades sociais detectadas à entrada do percurso escolar.
Os professores passavam a ser mediadores da aprendizagem, promotores da socialização e do trabalho partilhado. Os alunos metamorfoseavam-se em aprendentes activos, participativos, concretizadores, co-líderes da sala de aula e do rumo a dar às planificações. Os pais, descolarizados ou iletrados, por vergonhosa opção de quatro décadas de ditadura, entregavam os seus filhos naqueles centros de promoção do sucesso social. Era a escola aberta à comunidade, uma escola moderna, que se impunha à escola tradicional. Era, enfim, a escola para todos.
Com o decorrer dos anos, os governantes, lá no alto do seu douto saber, entenderam que, já agora, os professores e a escola poderiam também cumprir uma imensidão de funções até então cometidas ao Estado, às famílias e à sociedade. Mesmo que não tivessem tido preparação para isso, os professores tinham demonstrado que sabiam desenvencilhar-se e, sobretudo, que não sabiam dizer não.
E desde então, essas passaram também a ser tarefas e funções da escola e dos seus docentes. A partir desse momento singular, passámos a ter uma escola que, por acaso, também era um local de aprendizagem formal, mas que, sobretudo, se foi desenvolvendo como um espaço de aprendizagens sociais, informais, socializadoras. E foi assim que se baralhou e se desvirtuou uma escola que, altruisticamente, queria ser para todos, transformando-a numa escola onde tudo cabia. Era a escola para tudo.
Mais recentemente (reportando-nos ao baronato de Maria de Lurdes Rodrigues e ao principado de Isabel Alçada), entendeu-se que a escola gastava muito e os professores,
numa indolência secular, pouco faziam. Logo, quem sabe? até poderiam ser substituídos uns pelos outros, à molhada, degradantemente. Ou até secundarizados por skinnerianas máquinas de ensinar, que apressadamente se viram baptizadas de Magalhães, porque os governantes portugueses gostam que a história, tal como as telenovelas, se repita.
Aos professores, era exigido que reincarnassem de novo: uns em avaliadores, outros em avaliados; uns em directores, outros em assessores, outros em assessorados; uns em titulares, outros em titulados, uns em relatores, outros em ralados. Porém, desta vez, a culpa não ia morrer solteira. Mas, para isso, revelava-se necessário desviar as atenções: o resvalar da escola não podia ser atribuído ao acumular dos insucessos de continuadas e desastrosas políticas educativas. Com o derrapar da instituição escolar, a responsabilidade tinha que ser apenas atribuída a um dos actores: aos docentes, claro… e, logo, à sua falência profissional. Acreditam? Pois… é a escola para tolos.
O que eles não sabem nem sonham é que os professores têm dentro de si a força regeneradora do saber, da cultura e da utopia social. Modelando sabiamente os seus alunos, são os construtores de futuros. Dentro e fora da escola querem partilhar a discussão do amanhã, porque aprenderam que ter, é ceder e partilhar.
Infelizmente, como humanos que são, também erram: do seio da escola por vezes saem maus políticos e, logo, más políticas. Mas não é por isso que se deixam abater, já que exercem uma profissão que exige a reflexão permanente, a busca de consensos, e a capacidade de ser persistente, sem teimosia.
Hoje, e talvez por estarmos à beira de uma pressentida reedição do Maio de 68, com os jovens na rua a contestarem as políticas e os políticos que se enredaram em rotinas de salamaleques e na narcísica gestão das suas imagens e carreiras, fazemos nossas as palavras dos Deolinda: “ E fico a pensar/ que mundo tão parvo/ onde para ser escravo/é preciso estudar”.

João Ruivo

jruivo@almada.ipiaget.org

sábado, 4 de dezembro de 2010

Música Vaginal



Tiago Mesquita (www.expresso.pt)
Quinta feira, 18 de Novembro de 2010


Uma "artista" surpreendeu a plateia que assistia e o resto do mundo ao usar o órgão genital para transmitir a sua musicalidade. Nada pornográfico. Apenas bizarro e inédito. Veja.Há pessoas que se exprimem através da escrita. Outras preferem as artes plásticas ou a pintura. Muitos gostam de transmitir o que lhes vai na alma através da música. E é neste último grupo, dos músicos, que se inscreve o nome de "Amy G". Amy tornou-se famosa pelo vídeo em que aparece a "tocar" da melhor forma que sabe. Não se sabe se o "G" que ostenta no nome terá alguma conotação sexual, mas o efeito sonoro que o órgão da senhora consegue reproduzir é no mínimo curioso.

Tratando-se isto de uma farsa como parece, o designado playback vaginal, só valoriza a actuação de Amy. Digo isto porque há poucos dias vi a artista Dina a fazer um playback na televisão, mexia os lábios (da boca entenda-se) ao som da música "Amor d´água fresca" que levou ao Festival da Canção em 1992 (tema genial de Rosa Lobato Faria ) e esteve francamente mal. Péssimo playback.

Ou seja, Amy faz melhor playback com a vagina do que Dina com a boca. Mas em boa verdade se diga que a comparação é fraca, até porque não faço ideia do que a artista Dina é capaz de fazer em termos musicais sem ser na forma tradicional - a cantar com a boca e a tocar viola com as mãos.

Posto isto, e antes de passarmos ao vídeo, devo dizer que sou a favor da livre transmissão da musicalidade da forma que cada um quiser e pelos orifícios que entender, desde que no processo criativo não fira a sensibilidade alheia. Ou as narinas.




terça-feira, 13 de julho de 2010

Ainda sobre o Campeonato do Mundo...

Thanks Spain for getting the World Cup for Portugal. It turns out that according to the Tordesilhas Treaty signed in 1494, everything conquered by Spain east of 46 degree meridian, is indeed property of Portugal. So,can you please fedex the Cup now to Portugal?

sexta-feira, 2 de julho de 2010

terça-feira, 13 de abril de 2010

Nano - o admirável mundo novo




































Meus dias passam, minha fé também.
Já tive céus e estrelas em meu manto.
As grandes horas, se as viveu alguém,
Quando as viveu, perderam já o encanto.
Fernando Pessoa

terça-feira, 16 de março de 2010

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Estado da Nação


Numa das minhas últimas viagens pela Web tropecei no Córtex Frontal, um blogue recente - e bastante interessante -, da responsabilidade de Medeiros Ferreira e Joana Amaral Dias. O post "A Bandeira como aviso" chamou-me particularmente à atenção:

"Ontem (...) foi inaugurada uma exposição que marcou o início das celebrações do centenário da República. Impressionou-me particularmente um quadro de Nikias Skapinakis tendo como tema as cores da bandeira nacional (...) parece-me que a pintura contém um aviso ao poder (...) no sentido de que o negrume pode tapar o sol ainda de esperança e extinguir não só a liberdade, mas a identidade dos portugueses".

Ver tudo aqui

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Amnesty International

Este sim, além de altamente original e criativo, é igualmente inteligente. É se calhar, uma das ONG’s mais carismáticas e para mim, uma das mais importantes – logo a seguir à AMI. Terá o nosso nome poder para nos libertar da opressão e da tortura? A Amnistia Internacional acredita que sim e que pode dar esse poder a quem dele precisa. Se todos acreditarmos teremos mais força! A nossa assinatura pode ser importante!

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Moscas mortas


Obama está a dar uma entrevista de TV na sala oval - se não é na sala oval faz de conta - quando aparece uma mosca gorducha. Ninguém quer aparecer na TV com uma mosca, bzzz-bzzz, às voltas. E, zás, Obama dá-lhe uma palmada. E gaba-se, com um sorriso feliz: "Foi bastante impressionante, não foi? Matei a sacaninha." Apontando para o bicho de pernas para o ar na alcatifa, acrescenta: "Querem filmar? Está ali."

E filmam mesmo. E mais, passam mesmo a cena na TV. A coisa vai parar ao YouTube num piscar de olhos - o tempo que leva a matar uma mosca. O mundo fica extasiado com a pinta do Presidente - a matar uma mosca. Os pivots dos principais canais americanos descrevem o gesto como "fixe", "felino", "ninja", em suma, qualquer coisa de fantástico. Uma pessoa olha para aquilo e pensa: por que carga de água estou a olhar para isto? Por que raio alguém passa isto na TV e - não despiciendo, em nome de quê (liberdade de aparvalhação?) o Presidente aceitou que isto fosse para o ar? Há alguma coisa de relevante no facto de o Presidente dos EUA, como qualquer pessoa não budista nem fanática dos direitos dos animais, dar um piparote numa chata duma mosca? É o facto de o fazer ele próprio em vez de chamar um segurança para lhe dar um tiro? É porque o faz com grande à-vontade e se ri? É porque é bizarro e inédito ver-se tal coisa na TV, e o que é bizarro e inédito, por mais destituído de interesse, tem de passar na TV?

Bom, imagine-se a cena com o presidente não se sabe se reeleito do Irão, aquela simpatia de pessoa. Está Ahmadinejad a dar uma entrevista, por exemplo a propósito do que se passa nas ruas do Irão, onde gente é perseguida, espancada e morta por protestar contra ele, e esborracha uma mosca. Dir-se-ia "ele mata aquela mosca com a indiferença com que manda atirar sobre as multidões", ou coisa parecida. Um torcionário a executar uma mosca durante uma entrevista: todo um programa. E Bush? Bush, o bronco, o homem que invadiu o Iraque, que fez Guantánamo e Abu Ghraib, a matar uma mosca e a rir-se da proeza? E Palin, a tonta evangélica caçadora de alces? E Clinton, o cínico aldrabão adúltero de queixo tremeluzente e voz rouca? E Obama daqui a uns anitos? Pois.

Esta coisa do amor do povo é tramada - como o amor em geral, de resto. No período de enamoramento, nada há que o ser amado faça que não deslumbre - até matar uma varejeira com a mão. Uns tempos depois e aparecem os defeitos: "Viram como ele matou a mosca com a mão e nem sequer a foi lavar, ficou ali sentado? Que nojo." Ou: "Que pessoa insensível e casca grossa, olhem o exemplo que dá às crianças, matar assim um animal e rir-se por cima." E no fim: "Quer tanto saber daquela mosca como de nós. Só pensa nele"; "É mesmo típico, mata uma mosca e pensa que fez uma grande coisa"; "Aposto que fez questão de que aquilo passasse na TV para mostrar ao povo que é uma pessoa normal, mata ele as suas próprias moscas, pffff." Isto tudo com a mesma mosca morta. E talvez a mesma pessoa.

Visto aqui

sábado, 13 de junho de 2009

História do vinil


Dedicado ao Labrosca.

Depois da edição do livro de capas de discos de jazz seleccionadas pelo português Joaquim Paulo, a Taschen volta a surpreender com uma excelente edição vocacionada para a preservação da memória dos discos de vinil. Mas não são quaisquer vinis. São aquelas rodelas com formas, cores e formatos invulgares e que fizeram história.

Visto aqui