Simples e eficiente. Podíamos fazer vinte destes vídeos todos eles diferentes que o seu resultado seria sempre bom.
Para quem gosta e não vive sem aquele pormenor daquela imagem, que não sabemos porquê mas faz-nos sentir bem e ligados a não sei o quê, este tipo de vídeos é como a abelha no mel.
Também para os Monamis cinéfilos que gostam de recordar aquele filme em particular onde muitas vezes uma boa impressão começa com uma boa apresentação, este vídeo é para eles.
... e chorar pelo dinheiro que se pagou pelo bilhete. Uma verdadeira xaropada! Salvou-se a banda sonora, essa sim esteve ao melhor nivel: João Gilberto, Neil Young...
A propósito dos temas que por lá ouvi deixo-vos este, um hino à boa música:
Também eu fui ver o Avatar e devo dizer que concordo com a nomeação pela Academia para melhor: filme, direcção artística, fotografia, montagem, banda sonora original, edição sonora, som e efeitos visuais. Só não voto já porque não vi os outros nomeados mas sinto-me deveras tentado a votar pelo menos nas categorias de melhor filme, melhor banda sonora original e melhores efeitos visuais.
Algumas criticas do Vital são, quanto a mim, demasiado causticas e até – perdoa-me! – abusivas. Por exemplo a questão da língua: o planeta está a ser colonizado há já vários anos e entre outras coisas os colonizadores têm ensinado inglês às crianças Na’vi. Quanto ao “teleporte” eu não vi nenhum! O que vi foi uma ideia completamente nova e interessante de interagir com um ambiente real por meio de um corpo-avatar como se de um jogo de vídeo se tratasse. O avatar não foi teletransportado para o planeta Pandora, foi num Samson (helicóptero) com o resto da tripulação. Depois o avatar “liga-se” e “desliga-se” com a consciência do dono do avatar. Já na moda masculina do ano 2154, quem sabe eles não estão a viver uma moda retro. Além disso a moda masculina de pronto-a-vestir permanece hoje quase inalterável desde o século 18!
Comparar a destruição da Árvore da Vida à queda das Torres Gémeas parece-me desajustado e descabido. Abater uma árvore usando mísseis não é o mesmo que destruir um arranha-céus usando um avião cheio de gente. Já no que diz respeito às ilhas flutuantes admito que falta explicar a sua natureza mas eu diria que faz parte do mito. E também ninguém disse que os animais de Pandora não se devoram. A mim pareceu-me uma Natureza muito normal nesse sentido. Se Thanator não fosse caçador e carnívoro não teria atacado Jake.
Mas concordo plenamente na crítica em relação a Sigourney Weaver: fuma demais se calhar a fazer lembrar demasiado o “Alien”. Quanto às inovações tecnológicas (apesar de ter gostado muito dos monitores transparentes, que se retiram da sua base na secretária e se levam connosco sem perderem a ligação), o A.M.P Suit não é novo e os Samson parecem-se demasiado com a guerra do Vietnam. Digamos que vai ser difícil superar a surpresa de Guerra das Estrelas.
Já os animais estão muito bem desenvolvidos e a flora luminescente, que reage ao toque com luz é extraordinária, bem como as conexões usadas para estabelecerem elos entre eles. Se o facto de os Na’vi terem apenas quatro dedos for uma homenagem a Walt Disney, então vou ser fã de James Cameron para sempre. É fantástico o tema da Árvore da Vida e das suas raízes; da Árvore da Almas e das suas sementes. Desculpa Vital mas eu acho que é precisamente deste material de que os sonhos são feitos!
Finalmente, se o Óscar disse: “Avatar é um filme poderoso, deslumbrante e visualmente revolucionário! A não perder. Palavra de Óscar!”, eu diria – alucinante experiência 3D.
Ontem vi "A Turma", um filme realizado por Laurent Cantet e interpretado por François Bégaudeau,o próprio professor que escreveu o livro que originou o argumento. Nomeado para os Oscares e vencedor da Palma de Ouro do Festival de Cannes, A Turma (Entre les murs na versão original) retrata de uma forma exemplar os desafios, as dificuldades e complexidades da vida de professor mas, ao mesmo tempo, tudo que há de fascinante e de belo (e de útil!) nesta profissão. Um filme imprescindível para quem não é professor, sobretudo para os que desconsideram a classe docente.
Pois é, a velha sala de cinema onde me iniciei no cinema, depois de um período em que passavam somente filmes de karate e indianos - ao que se seguiram umas décadas em que esteve a cair aos pedaços -, está de novo em grande. Vejam a programação para os próximos dois meses:
O que é uma mulher bonita? Quais serão os atributos físicos essenciais a um rosto para que sobressaia dos demais? Questões sem resposta tal como evidenciam as imagens incluídas no vídeo "Women in film".
Na sequência do vídeo "Women in art" publicado há algum tempo no blogue aqui fica mais um excelente trabalho de fusão de imagens: os rostos das divas do cinema através dos tempos. Para além de povoarem os sonhos de muitos adolescentes, estas actrizes foram marcando a sua época influenciando a moda e a própria forma de estar de muitas outras mulheres.
Antes de visualizarem as imagens fica um desafio: elejam a vossa DIVA e indiquem-na em forma de comentário! A nº1 para mim é Ingrid Bergman!..
As actrizes incluídas no vídeo foram: Mary Pickford, Lillian Gish, Gloria Swanson, Marlene Dietrich, Norma Shearer, Ruth Chatterton, Jean Harlow, Katharine Hepburn, Carole Lombard, Bette Davis, Greta Garbo, Barbara Stanwyck, Vivien Leigh, Greer Garson, Hedy Lamarr, Rita Hayworth, Gene Tierney, Olivia de Havilland, Ingrid Bergman, Joan Crawford, Ginger Rogers, Loretta Young, Deborah Kerr, Judy Garland, Anne Baxter, Lauren Bacall, Susan Hayward, Ava Gardner, Marilyn Monroe, Grace Kelly, Lana Turner, Elizabeth Taylor, Kim Novak, Audrey Hepburn, Dorothy Dandridge, Shirley MacLaine, Natalie Wood, Rita Moreno, Janet Leigh, Brigitte Bardot, Sophia Loren, Ann Margret, Julie Andrews, Raquel Welch, Tuesday Weld, Jane Fonda, Julie Christie, Faye Dunaway, Catherine Deneuve, Jacqueline Bisset, Candice Bergen, Isabella Rossellini, Diane Keaton, Goldie Hawn, Meryl Streep, Susan Sarandon, Jessica Lange, Michelle Pfeiffer, Sigourney Weaver, Kathleen Turner, Holly Hunter, Jodie Foster, Angela Bassett, Demi Moore, Sharon Stone, Meg Ryan, Julia Roberts, Salma Hayek, Sandra Bullock, Julianne Moore, Diane Lane, Nicole Kidman, Catherine Zeta-Jones, Angelina Jolie, Charlize Theron, Reese Witherspoon, Halle Berry
Música: Bach's Prelude from Suite for Solo Cello No. 1 in G Major, BWV 1007 interpretado por Yo-Yo Ma
Woody Allen é para mim (e para muitos!..) um realizador de culto, um argumentista genial e um não menos bom actor encarnando sempre aquele papel de pessoa desajeitada e neurótica, um verdadeiro pícaro dos nossos tempos.
Assisti religiosamente a todos os seus filmes da era do Annie Hall, Mannathan, Bananas, ABC do Amor, Zelig, Stardust Memories, A rosa Púrpura do Cairo, Hanna e as Suas irmãs,... e muitos outros que de repente não me vêm à memória. Depois, comecei a ficar saturado e deixei do o ver durante uns largos anos. Recuperei o gosto pelos seus filmes com o Match Point. A partir daí não perdi mais nenhum.
Vicky Cristina Barcelona ficou, quanto a mim, uns furos abaixo desta última série de quatro. É claro que é uma história bem contada, tem uma excelente banda sonora (como não poderia deixar de ser!), boa fotografia, bons planos e excelentes interpretações. No entanto, desta vez Woody Allen não conseguiu deixar de fugir a uma série de clichés. O seu olhar sobre Espanha é superficial e mais próprio de um spot de divulgação turística. As personagens principais são um tanto previsíveis: temos o mito do macho latino, do artista excêntrico e sedutor, da mulher espanhola apaixonada e pronta a explodir a qualquer momento... Das outras personagens também não surge nada de muito novo: duas amigas americanas que vão passar umas férias a Barcelona, uma mais convencional, com casamento marcado (e um futuro marido bem sucedido), e uma outra inconstante, sem saber que rumo dar à vida. É claro que a primeira se apaixona pelo galã espanhol e põe a sua relação em causa. Acaba no entanto por se acobardar e fugir de um destino mais incerto e tempestuoso (vulgar!). A outra amiga encarna o papel da eterna insatisfeita mantendo o registo até ao final do filme.
Resumindo e concluindo: foi um bom serão de 6ªfeira mas não passou disso.
Se tivesse de escolher um dos cinco melhores filmes da História do Cinema, o "Cinema Paradiso" seria um dos meus eleitos. Porquê? Por várias razões tais como:
- É cinema Europeu. - É de um grande realizador; Giuseppe Tornatore ( atenção ele não tem sómente este filme) - É acompanhado por um dos melhores compositores para filmes; Ennio Morricone. - O tema musical é uma verdadeira pérola. - Direcção de actores fantástica. - Fotografia fantástica, embora sem ser de lindos "postais" - Philippe Noiret esteve excelente (como sempre) - O miúdo (não me lembro do seu nome ) não tem palavras... - ... e porque nós somos latinos, compreendemos muito melhor todas as nuances que o filme contém.
Um senão (para mim): A 2ª versão aumentada com a "resolução" da história não vem trazer nada a melhorar, pelo contrário.
Há sempre qualquer coisa de especial nos filmes que nos cativam, que ficam na memória. Pode ser a história, as ambiências, a banda sonora, a interpretação, a beleza plástica... É claro que alguns surpreendem-nos em todos os aspectos. Mas esses são, pelo menos no meu caso, muito raros (Modern Times, Chaplin, veio-me de repente à ideia). Não sei se é devido à minha costela de fotógrafo, mas o facto é que costumo valorizar a componente estética no cinema: a fotografia, as ambiências, os cenários, os figurinos, a cor... Lembrei-me, por isso, sem recorrer a grandes viagens na memória, de deixar alguns títulos ilustrativos ...
É verdade que por vezes a nossa paciência esbarra na (aparente?) falta de sentido de alguns dos argumentos (estou a lembrar-me por exemplo de Mulholland Drive...). Mas essa é a sua própria natureza. Os filmes são uma brilhante tentativa de nos conduzir ao mundo do subconsciente, ao nosso lado mais obscuro. São os sonhos, os pesadelos, os fragmentos de histórias desligados e/ou entrelaçados como peças de xadrez... é toda uma ambiência fantasmática... A cor e a música jogam um papel fundamental nos seus filmes. E os planos apertados... esses são verdadeiramente a sua imagem de marca! Quem não se lembra das cenas de um fósforo a arder, uma moeda a cair em câmara lenta... São estes pequenos detalhes que, na minha opinião, o tornam um realizador genial!
Durante esta última semana tive o privilégio de rever o saudoso Charlie Chaplin em dois filmes fantásticos: "A Quimera do Ouro" e "Tempos Modernos". Este último é verdadeiramente um dos filmes da minha vida!
Argumento, realização, música, interpretação... tudo vindo da cabeça deste homem, deste verdadeiro génio. Tudo com uma qualidade assombrosa! Cenas hilariantes, outras comoventes, uma forte mensagem política e social, tudo na mesma película! Temas musicais que ficaram para a posteridade... é impossível ficar-se indiferente!
O "Ciclo Chaplin" vai seguramente continuar cá por casa nos tempos mais próximos.
Deixo-vos, entretanto, estes pequenos excertos para vos aguçar também o apetite...
Esta música persegue-me (no bom sentido) desde a infância. Fazia parte da apresentação de um programa que passava todos os Domingos. A essa hora lá estava eu, de pasta já feita para a escola, com aquela sensação um tanto desagradável de término de mais um fim-de-semana. O tema era, então, um pequeno consolo. Um aconchego que ajudava a enfrentar a situação com menos drama. Esta sensação agradável voltou quando deparei com o vídeo que agora publico. É, de facto, um tema muito bonito escrito pelo inspirado Francis Lai. O filme, vi-o mais tarde. Um bom filme, sem dúvida!..
Let's look at the trailer! (Não sem antes chamar a atenção para os diálogos um tanto kitsch mas que não deixam também de causar alguma nostalgia pelos tempos em que ouvíamos às escondidas os temas românticos da Jane Birkin e do Serge Gainsbourg).