terça-feira, 26 de outubro de 2010

E o orçamento? E a situação do país?


Pois é, esta trapalhada toda tem-nos posto de tal maneira atarantados que a reacção é... chutar para canto. Ninguém fala do desemprego, das SCUTS, do corte nos vencimentos, do aumento do IVA e dos escalões do IRS... da dívida pública, desses tubarões dos mercados financeiros que se fartam de ganhar dinheiro à custa das subidas das taxas de juros.

Face a um panorama tão negro o que se discute actualmente? O que enche agora as nossas caixas de correio electrónicas? Histórias de corrupção, de mordomias dos políticos (provavelmente algumas verdadeiras outras nem tanto...) e outras coisas afins.

E qual é a reacção das pessoas face a um contexto tão negro e tão complexo? Por incrível que pareça quase não existe. Está certo que se avizinham umas greves e alguma contestação mas... qual é a novidade? Nada de muito diferente do normal.

A reacção geral tem sido de aceitação. De desencanto e desalento. De afastamento progressivo dos actos de cidadania e de afirmação.

Tempos perigosos, estes. Propícios à chegada de um Messias, um qualquer Hugo Chávez seja ele de direita ou de esquerda. E os Portugueses sempre apreciaram um paizinho que olhasse por todos. Que tomasse as decisões e as orientações do país, e os deixasse seguir as suas vidinhas e as suas rotinas diárias sem grandes ondas.


Francamente estou preocupado.

4 comentários:

Labrosca disse...

Voto rei e rainha.

Marial disse...

Já somos dois preocupados!!!...

Hagarra disse...

O povo é sereno e ... lá vai... lá vai cantando e rindo, pr'á frente, prá frente Portugal...

F disse...

Continua tudo à espera de D. Sebastião.

O povo é sereno, submisso e medroso. Graças ao sr. Salazar. Foram muitos anos. As cicatrizes são, de facto, grandes.