sábado, 12 de julho de 2008

+ Publicidade (de bom gosto!) - 2

Trovante

Chegou a vez da música portuguesa. Vale a pena revisitar a Balada das sete saias, um dos belíssimos temas que o grupo criou no início da sua carreira.
O vídeo publicado reporta-se ao memorável concerto "Uma vez só", patrocinado pelo então Presidente da República Dr. Jorge Sampaio, e onde participaram nomes como Sérgio Godinho e Manuela Azevedo (Clã).

Isto sim, é HUMOR!!!!

Duas pranchadas no pràfrentismo balofo e panfletário...

Dois caros amigos - como o Óscar e o Tullius - acham incrível que a Manelinha F L afirme que o casamento vise a procriação (com esta palavra até eu se soubesse que significava ter filhos, hesitava...). Já tinha pensado neste tema depois daquela modernaça (e giraça à portuguesa) Joana Amaral Dias ter exercido a mesma crítica e defendido também a posição enjoativa sociológica/correcta/moderna e vanguadista. Até tenho o mail dela, mas não tenho coragem para me bater com uma socióloga encartada e de verdade.
Tenho pena que as pessoas como os meus amigos não párem para reflectir e ver que outras pessoas que cresceram à sombra de outras verdades, outras influências, outros tempos e outras ideias tenham a sua verdade e por isso dificuldade em aceitar as «evidências» de hoje.
Exige-se aos anciãos jarretas que mudem da água para o vinho apenas porque nós sabemos que é MODERNO, ou mais equilibrado ou mesmo justo, não antecipando que vamos penar o mesmo perante os nossos filhos.
Meus caros: a tolerância e modernismo não é defender o casamento entre homossexuais (e eu defendo... que é para eles também provarem do que é bom) tal como também defendo o divórcio entre homossexuais e simultaneamente acusando todo aquele que não o defende como retrógrado, ultrapassado, dinossauro, careta, etc...
Do meu ponto de vista, tolerância é entender que discordando por exemplo da D. Manelinha aceite que para os padrões da senhora ainda hoje é complicado aceitar de forma ligeira um casamento entre pessoas do mesmo sexo.
A verdade é que um tipo coerente que não defenda o referido casamento e lhe perguntem porquê, o que deve e pode ele responder? «Ah, pois, eu não defendo porque sou um grande bota d'elástico, homofóbico e ainda não fiz a minha actualização sócio-cultural?»
É clara e natural a fuga justificativa para a via da preservação da família e da procriação.
A segunda notinha é a seguinte: para quem está sempre a demolir os valores e instituições tradicionais (justamente por o serem) não compreendo o afã em copiar logo uma das instituições mais ultrapassada e que mais problemas levantam (veja-se o número de divórcios) - da sociedade tradicional: precisamente o casamento. Se é por uma mera questão jurídico civilística então não lhe chamem casamento, chamem-lhe HOMOMENTO, por exento.
De resto, o Óscar, intervalando tolerância com lucidez, seguida de credulidade, diz: podem casar mas não podem adoptar. Como é?: o infante adoptado não pode chamar papá, papá, mas a filho biológico de um deles já pode?
Bom, espero ter sido suficientemente trauliteiro, demagogo e provocador (mesmo com tiques homofóbicos) para com isto provocar uns quantos comentários e clicks na pub para poderermos comer umas isquinhas em Setembro.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Queiroz como treinador não vale nada...

Para não dizerem que eu sou um ganda intelectual e não falo de futebol, aqui vai: o Queiroz não percebe nada de treinador e não vai fazer absolutamente nada na selecção. É um típico looser a quem dão inúmeras oportunidades e nunca vence nada (veja-se no Real Madrid e na... Selecção). No Manchester é um mero (e mau) tradutor para os bimbos dos jogadores portugueses e brasileiros que pensam que corner é o que enfiam e tackle é para jogar bilhar...
Ah e tal já ganhou o campeonato de juniores... Pois, na Arábia Saudita esse potentado futebolístico, quando éramos os únicos a competir e com gajos acima da idade no BI.
Digo já, para não dizerem que alinho só a posteriori com as más-línguas.
É uma lástima e depois do atrasado mental Scolari, só mesmo este zero!

Art of noise

O grupo surgiu em 1983. Não era propriamente uma banda, mas um happening envolvendo vários produtores (engenheiros de som e de mistura) e um jornalista. Começou com uma brincadeira de estúdio e samples, e acabou por se tornar num projecto experimental consistente. O seu nome foi inspirado num manifesto futurista italiano L'arte Dei Rumori.
Moments in Love, é o seu tema mais conhecido. Uma composição que transcende claramente a sua época alcançando o estatuto de "música intemporal".

Sugestão: eis um bom tema para se ouvir enquanto se vagueia calmamente pelas últimas publicações do blog (não sem antes perdermos uns instantes para apreciar a sugestiva foto que o acompanha!).

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Não me apetece dizer nada sobre o nosso menino de oiro.

Só isto (afinal...):
Já estou farto da ladainha que começa sempre por:

  • Os portugueses sabem muito bem que...
  • Os portugueses percebem bem o que quero dizer...
  • Os portugueses entendem muito bem...

Nem sempre sei, nem sempre percebo, nem sempre entendo.

Devo ser de Burkina Fasso ou da Papua Nova Guiné ou de Stratford-Upon-Avon

Now listen very carefully, I shall say this only once...

O Porto vai ter um SEA LIFE CENTER junto ao Parque da Cidade.
Ainda bem. Era merecido.
E deve ser mesmo bom.
Reparem que não vai ser um mísero Centro sobre a Vida no Mar, ou coisa parecida.
Não!

Por falar em Parque da Cidade, não percebo porque não montaram lá a Casa da Música (que nome esquisito, não podiam ter dado o nome House of Music? seria "chic a valer!"). Ficava muito melhor enquadrada, digo eu.

Não sou nada contra a língua inglesa, em particular, e as outras línguas, em geral.
Mas acho pindérico esta ideia peregrina de tudo ter que ter um toque estrangeiro para ser assim mais internacionalizável.

Se calhar estou "démodé".


Claro que é importante uma pessoa ter umas luzes de inglês, pelo menos.

Para não acontecer isto, por exemplo:

Reunião amanhã na «Casa do Padrão», 21h00

É verdade, deram-me carta branca - não deram, mas fazdeconta - e eu armei-me em organizador de eventos: pronto já está e como diz o Hagarraki não dói.
A reunião será na Casa do Padrão, no Largo com o mesmo nome e entrada pela Rua Coelho Neto. O Sr. Dionísio natural de Pontevedra lá estará para nos acolher com umas isquinhas, o figadozinho de cebolada, as tripinhas enfarinhadas, umas moelinhas e ainda um tachinho com arrozinho malandrinho. Não convém chegar depois das 9.
Se correr bem, ao lado há sobremesa... (é a brincar, suas malucas)!!!

Quem me dera ser médico...

Hoje fui ao dentista. Consulta marcada para as 3 horas. Às 3h e 5 min sai o dentista do consultório, dirige-se a mim, e diz-me que vai sair só por 5 min e vem já... "Com certeza Sr. Doutor"... que mais podia eu dizer?
Às 3 e meia estou eu a entrar para o consultório (pior que estragado...). Chegado lá dentro, não fui capaz de expressar a minha indignação. Afinal era ele quem tinha na mão todo aquele arsenal que já deveria ter sido proibido pela Convenção de Genebra: brocas, agulhas, seringas, alicates,...
Está bem, Sr. Doutor... com certeza Sr. Doutor... ele é bolinha baixa, de boca aberta e pernas e braços cruzados na cadeira (porque não há mais nada para cruzar...).
Vinte minutos depois chegou a fase do "pagas e não bufas". A minha única satisfação (vingança pessoal) foi ter fumado dois cigarros enquanto secava à espera da consulta: "Ai fazes-me esperar? Pois vais gramar com o hálito a cigarro que é para aprenderes..." e lá se foi o cheiro a Colgate da lavagem mais cuidada que tinha realizado antes de sair de casa!
Os médicos são assim. Dão-nos valentes secas e no fim atiram-nos com umas contas que nos fazem gemer mais do que as próprias doenças que nos levam aos consultórios!
Ponho-me a imaginar o que aconteceria se nós, os comuns dos mortais, um dia nos virássemos para os nossos chefes, ou os nossos utentes, e lhes disséssemos que íamos ali e voltávamos meia hora depois...
Quem me dera ser médico...

Acerca do medley do Costa...

Algumas pequenas precisões, Sr. Costa!
1) Comparar Guantanamo aos campos de concentração nazis é excessivo. Mas é uma forma de pôr o pessoal a discutir o assunto! Até no nosso bloguinho o tema vem à baila...
2) Os utentes do resort americano não são terroristas, são suspeitos de terrorismo. Há uma pequena diferença, não há Sr. Costa? Lembras-te de uma coisa chamada "Presunção de inocência"? E uma outra chamada "Tribunal"? Ou ainda de uma terceira chamada "Direito de defesa"? Será que estamos a vislumbrar no Sr. Costa uns tiques totalitários???
3) A democracia não é, nem pode ser, uma forma encapotada de tu, eu e os restantes ocidentais, mantermos a nossa vidinha pachorrenta, longe da confusão, no meio de mordomias...
4) Neste momento há duas correntes de opinião sobre a melhor forma de combater o terrorismo: ou muscular os regimes, tornando-os mais totalitários, ou combater o totalitarismo e o fanatismo com a democracia e a justiça. A mim parece-me que este último, é o único caminho possível (de outra forma estamos a usar as mesmas regras do jogo dos outros e em última análise a pôr em causa a essência dos nossos próprios regimes)
5) Os paizinhos da democracia não estão a dar um grande exemplo ao mundo, temos que admitir... e, por conseguinte, deixam de ter do seu lado o argumento moral para criticar e pôr em causa os regimes de outros países.
6) Evidentemente que os americanos não são os únicos prevaricadores da justiça internacional. Certo. Mas nós temos que ser especialmente exigentes com os que supostamente estão do nosso lado e defendem valores semelhantes aos nossos! A política dos dois pesos e duas medidas ao menos que seja menos descarada...

Listinha de poetas portugueses contemporâneos (nascidos entre 1944 e 1954)

António Franco Alexandre - Manuel Gusmão - José Viale Moutinho - Maria João Reynaud - Maria Andresen de Sousa - Joaquim Pessoa - José Agostinho Baptista - José Manuel Mendes - Eduardo Pitta - Luís Filipe Castro Mendes - Leocádio Regalo - Helder Moura Pereira - Miguel Serras Pereira - Nuno Júdice - Manuela Parreira da Silva - Salette Tavares - Rosa Alice Branco - Helga Moreira - Carlos Poças Falcão - José Alberto Oliveira - R. Lino - Gil de Carvalho - Luís Tobias - Isabel de Sá - Carlos Saraiva Pinto - Amadeu Baptista - Bernardo Pinto de Almeida

Um medley de pot-pourris em forma de ramalhete

Aqui vai uma listinha de temas para amanhã

- O Estado da Nação limitou-se a discutir quem arrasa quem (Rangel vs. Sócrates) ou desta vez fomos mais longe - tipo Sobral de Monte Agraço.
- Abriu uma nova livraria Bertrand na Rua Júlio Dinis. Três pisos.
- Mário Soares (guru do Óscar) comparou Guantanamo aos campos de concentração nazis. Mas não é comparável; em Guantanamo - que não é um resort, como também não é suposto ser - estão condenados por terrorismo, nos campos nazis entravam populações de cidades a esmo. Ou serão a mesma coisa em tempos diferentes?
- Eu que até acho que a idade é um posto (e o principal) mas penso que no caso de Soares falta-lhe por vezes a sageza do tempo (vide a sirga ao Chavez - esse democrata de pacotilha e um dos maiores demagogos de todos os tempos. Na próxima, voto no Alegre, sempre é um poeta que pensa pela cabeça dele. Ou votamos Soares para evitar que acabe a entrevistar o Fidel Castro de fato de treino e kispo?
- Amanhã toca em Espinho Stephen Kovacevich (pianista que faz parte da listinha dos 50 maiores e a que os meus amigos não ligaram um cacete)
- Era bom ouvir (de forma atenta) o que dizem Medina Carreira, Silva Lopes, Nogueira Leite, que se fartam de perorar na TV sem ninguém ligar nenhuma.
- TGV? Num país com 200 km de largura? Para quê? Quando entrar o turbo-boost ou a quarta já está em Xabregas ou nas Devesas. Novo aeroporto? Com a TAP a reduzir voos? Liquidando-se a única vantagem do actual aeroporto que é a localização. Vê-se mesmo que é só para servir a pandilha dos construtores, assessores e associados. Ou faz sentido apostar novamente nesta política de obras públicas, até porque um de nós pode vir a dar consultoria para a CP/Refer/Bombardier... (atenção, não estou a dizer que vai ser este o consórcio que vai ganhar...)
- Vai começar amanhã o Festival de Música da Póvoa com os pianistas Boris Berezovski e Piotr Anderszewski (também fazem parte da listinha a que os meus amigos terão limpo... as mãos)
- Em 2020 seremos o País mais pobre da Europa. (Bom, esta parece que não tem não tem alternativa. Nem pergunta, nem respostas). Mas como somos alegres como os brasileiros, temos a raça dos espanhóis (viram o Nadal?), o ritmo dos caribenhos, a cozinha dos franceses, o design dos italianos, a organização dos suíços, o bom senso dos nórdicos e a pontualidade dos britânicos, podemos bem ser o País mais pobre da Europa. Que raio, só queriam vantagens não? Amanhã, todos à francesinha (ou orelheira ou tripas ou farinheira...).
Nas sábias palavras do Tullius quem faltar é gayola - adoro estas tiradas homofóbicas (será que isto esconde/revela alguma coisa?, ó diabo, já estou com as palmas das mãos a transpirar...)

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Libélula


Salreu, 26/9/2007

Silje Nergaard

Silje Neergard faz parte de uma nova onda de cantores de pop e easy listening jazz. Nasceu em 1966, na Noruega. É uma das poucas artistas norueguesas com projecção mundial. Ao contrário do que habitualmente sucede, Silje iniciou a sua carreira pelos meandros da pop, abraçando progressivamente sonoridades mais jazzísticas. Possui um belíssimo timbre e um domínio vocal que usa de uma forma pouco exuberante mas indubitavelmente elegante. Ouçamos com atenção este standart, já cantado uns milhares de vezes mas, quanto a mim, nunca tão bem interpretado...