domingo, 21 de junho de 2009
Bajofondo Tango Club - El Mareo
sábado, 20 de junho de 2009
Myrtaceae
Um dia, sonhei em plantar um jardim em anfiteatro apenas com myrtaceas.
Uma das características desta família é terem as flores semelhantes às que "postei" poucos minutos atrás.Então, aqui vão alguns exemplos para esse jardim:
Callistemon viminalis (o vulgar lava-garrafas):
.jpg)
Eucaliptus regnans:

Goiaba:

Feijoa sellowiana:

Myrciaria cauliflora

Metrosideros florida

Myrtus communis:

Melaleuca linariifolia:

E alguns testemunhos da singeleza dos eucaliptus:






Oscar, o grande!
Eucaliptus ficifolia











Sim são os simples eucaliptus, um dos géneros botânicos que mais aprecio pela sua beleza, exotismo e diversidade.
Se tivesse espaço suficiente, digamos, 100 ha de terreno, gostaria de ter uma colecção de diferentes eucaliptus. Cerca de 400.
Mostro algumas fotos apenas do E.ficifolia
Era o meu sonho!..
O meu sonho era ver o Sócrates dar um cachaço da Ministra da Educação! Teria logo o meu voto garantido!
Tenho vergonha dos meus confortos
Sim, sinto vergonha por não largar tudo e partir para ajudar.
Sinto vergonha por nada fazer, nem na política, nem na sociedade, nem em nada.
Não é justo nada fazer.
Aceitar a desgraça dos outros porque sempre foi assim e assim será?
É pouco, é muito pouco, é vergonhosamente e cobardemente pouco.
Sim.Tenho vergonha todos os dias.
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Das moscas e outros seres igualmente
O Bush pai saltava de pára-quedas com ela.
O Clinton mandava a Monica lamb, digo, mordê-la.
O Yeltsin afogava-a em vodka.
O Putin lançava-a ao tapete.
O Sarkosi dava-lhe "un petit bisou".
O Berlusconi dava-lhe uma beliscadela.
O Kim Il Sung colava-a na ponta de um míssil nuclear.
O Mr. Barroso, mandava-a para Bruxelas e que se lixasse o governo.
O Sócrates dáva-lhe com um magalhães e voltava a embrulhá-lo...
Eu, que não sei o que mais dizer, dou-vos música.
Assim,
ou assim
Moscas mortas
Obama está a dar uma entrevista de TV na sala oval - se não é na sala oval faz de conta - quando aparece uma mosca gorducha. Ninguém quer aparecer na TV com uma mosca, bzzz-bzzz, às voltas. E, zás, Obama dá-lhe uma palmada. E gaba-se, com um sorriso feliz: "Foi bastante impressionante, não foi? Matei a sacaninha." Apontando para o bicho de pernas para o ar na alcatifa, acrescenta: "Querem filmar? Está ali."
E filmam mesmo. E mais, passam mesmo a cena na TV. A coisa vai parar ao YouTube num piscar de olhos - o tempo que leva a matar uma mosca. O mundo fica extasiado com a pinta do Presidente - a matar uma mosca. Os pivots dos principais canais americanos descrevem o gesto como "fixe", "felino", "ninja", em suma, qualquer coisa de fantástico. Uma pessoa olha para aquilo e pensa: por que carga de água estou a olhar para isto? Por que raio alguém passa isto na TV e - não despiciendo, em nome de quê (liberdade de aparvalhação?) o Presidente aceitou que isto fosse para o ar? Há alguma coisa de relevante no facto de o Presidente dos EUA, como qualquer pessoa não budista nem fanática dos direitos dos animais, dar um piparote numa chata duma mosca? É o facto de o fazer ele próprio em vez de chamar um segurança para lhe dar um tiro? É porque o faz com grande à-vontade e se ri? É porque é bizarro e inédito ver-se tal coisa na TV, e o que é bizarro e inédito, por mais destituído de interesse, tem de passar na TV?
Bom, imagine-se a cena com o presidente não se sabe se reeleito do Irão, aquela simpatia de pessoa. Está Ahmadinejad a dar uma entrevista, por exemplo a propósito do que se passa nas ruas do Irão, onde gente é perseguida, espancada e morta por protestar contra ele, e esborracha uma mosca. Dir-se-ia "ele mata aquela mosca com a indiferença com que manda atirar sobre as multidões", ou coisa parecida. Um torcionário a executar uma mosca durante uma entrevista: todo um programa. E Bush? Bush, o bronco, o homem que invadiu o Iraque, que fez Guantánamo e Abu Ghraib, a matar uma mosca e a rir-se da proeza? E Palin, a tonta evangélica caçadora de alces? E Clinton, o cínico aldrabão adúltero de queixo tremeluzente e voz rouca? E Obama daqui a uns anitos? Pois.
Esta coisa do amor do povo é tramada - como o amor em geral, de resto. No período de enamoramento, nada há que o ser amado faça que não deslumbre - até matar uma varejeira com a mão. Uns tempos depois e aparecem os defeitos: "Viram como ele matou a mosca com a mão e nem sequer a foi lavar, ficou ali sentado? Que nojo." Ou: "Que pessoa insensível e casca grossa, olhem o exemplo que dá às crianças, matar assim um animal e rir-se por cima." E no fim: "Quer tanto saber daquela mosca como de nós. Só pensa nele"; "É mesmo típico, mata uma mosca e pensa que fez uma grande coisa"; "Aposto que fez questão de que aquilo passasse na TV para mostrar ao povo que é uma pessoa normal, mata ele as suas próprias moscas, pffff." Isto tudo com a mesma mosca morta. E talvez a mesma pessoa.
Visto aqui