quarta-feira, 10 de junho de 2009

O mundo fascinante da bicicleta

A Palavra Mágica

Certa palavra dorme na sombra
de um livro raro.
Como desencantá-la?
É a senha da vida
a senha do mundo.
Vou procurá-la.

Vou procurá-la a vida inteira
no mundo todo.
Se tarda o encontro, se não a encontro,
não desanimo,
procuro sempre.

Procuro sempre, e minha procura
ficará sendo
minha palavra.

Carlos Drummond de Andrade

Poema para um dia como hoje

O tempo acaba o ano, o mês e a hora,
A força, a arte, a manha, a fortaleza;
O tempo acaba a fama e a riqueza,
O tempo o mesmo tempo de si chora;

O tempo busca e acaba o onde mora
Qualquer ingratidão, qualquer dureza;
Mas não pode acabar minha tristeza,
Enquanto não quiserdes vós, Senhora.

O tempo o claro dia torna escuro
E o mais ledo prazer em choro triste;
O tempo, a tempestade em grão bonança.

Mas de abrandar o tempo estou seguro
O peito de diamante, onde consiste
A pena e o prazer desta esperança.

Luís de Camões

Música para um dia como hoje...

"Life is not about waiting for the storms to pass...it's about learning how to dance in the rain." (Aguda, 15/3/2009)

Bach:


Concerto For 2 Violins In D Minor BWV 1043: Vivace - The Swingle Singers 史溫格歌手

10 de Junho

Lembranças, que lembrais meu bem passado,
Pera que sinta mais o mal presente,
Deixai-me, se quereis, viver contente,
Não me deixeis morrer em tal estado.

Mas se também de tudo está ordenado
Viver, como se vê, tão descontente,
Venha, se vier, o bem por acidente,
E dê a morte fim a meu cuidado.

Que muito melhor é perder a vida,
Perdendo-se as lembranças da memória,
Pois fazem tanto dano ao pensamento.

Assim que nada perde quem perdida
A esperança traz de sua glória,
Se esta vida há-de ser sempre em tormento.


Foi há 429 anos que faleceu Luís Vaz de Camões.

Clips, clops, claps...

Filmes a não perder, músicas a não deixar de pertencer. Quem passar ao lado disto é um coño iconoclasta, palmímede, sacripanta... E passa ao lado da vida simples...

Blue Velvet



The Sea of Love (também podem ver o filme)



Y tu Mama Tambien

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Verdadeiro fair-play!

Estas imagens em vídeo chegaram-me à caixa-de-correio enviadas pelo Deibaidei, vale a pena vê-las! Para além de uma situação incrível, elas mostram o que é o verdadeiro desportivismo.

Durante um jogo de futebol, na Holanda, um jogador do Ajax sofreu uma falta e ficou magoado, caído no chão. Um dos jogadores da equipa adversária, como é hábito, atirou a bola para fora para que o jogador magoado fosse atendido. Quando o jogador ficou recuperado o lançamento pertenceu ao Ajax (de vermelho) e, como manda o desportivismo, um jogador tentou devolver a bola para o campo do adversário. Só que o fez de forma desajeitada e, sem querer, acabou por meter golo! Todos, incluindo o jogador que, sem querer, meteu golo, ficaram atrapalhados. Mas o árbitro considerou o golo válido! A bola voltou ao centro para o jogo ser retomado com aquele injusto resultado. Foi nesse momento que os jogadores do Ajax, com grande espírito desportivo, rapidamente tomaram uma resolução: ficarem todos quietos para permitir à equipa adversária fazerem eles também um golo para repor a justiça no resultado. E foi isso que aconteceu!!!
É impressionante o sentido de justiça da equipa do Ajax e o bom entendimento entre todos eles para que nenhum se movimentasse. Eles queriam ganhar, mas a vitória teria que ser "limpa" e "justa"!

Ida: o elo perdido?


No último dia 19 de Maio a divulgação da descoberta de um novo fóssil chamou a atenção da comunidade científica de todo o mundo. Chamado de Darwinius masillae, o fóssil ganhou o apelido de Ida e tem 47 milhões de anos. Os cientistas encontraram-na em Messel Pit, na Alemanha, e logo descobriram que ela é cerca de vinte vezes mais velha do que a maioria dos fósseis relacionados com a evolução humana. O que torna Ida tão especial é que, além de sua classificação como um precoce pró-símio (lémures), ela tem certas características humanas inegáveis, como os olhos virados para a frente e até mesmo um polegar opositor.

Entretanto, esta descoberta tem gerado controvérsia sobretudo pela forma sensacionalista e propagandística como foi apresentada ao mundo. "Ida teve um pontapé de saída explosivo, dirigido com ângulo certo para ser apanhado por todos os meios de comunicação. A ciência já está muito permeável às técnicas jornalísticas..." (Público ONLINE).


Ver mais aqui

domingo, 7 de junho de 2009

Labrosca e Agostinho

Que é feito, Labrosca? Tu costumas ser tão dominical nas tuas publicações. Hoje falhaste. Lembrei-me de ti e por associação livre de ideias lembrei-me do maior ciclista tuga de sempre: Agostinho.
Nasceu no dia 7 de Abril de 1943, em Brejenjas, Torres Vedras. Morreu no dia 10 de Maio de 1984, depois de 10 dias em coma, em consequência de uma queda sofrida numa etapa da Volta ao Algarve.

Começou a praticar já com 25 anos de idade, mas ainda conseguiu evoluir de tal forma que é habitualmente referido como o melhor ciclista português de todos os tempos.

A sua carreira internacional começou em 1968, depois de ter sido observado pelo director desportivo francês Jean de Gribaldy, obtendo resultados de destaque na Volta a Espanha, vários dias de amarelo e um segundo lugar final, distando apenas 11 segundos da vitória, e na Volta a França terminando duas vezes no pódio e vencendo a mítica etapa do Alpe d'Huez, em 1979, e onde vibrei como nunca vibrei com nenhuma vitória de futebol.

Não era um virtuoso, caía muitas vezes, porque arriscava, era raçudo.

Em 1984, quando liderava a Volta ao Algarve, um cão saiu-lhe ao caminho e caiu.
Ainda terminou a etapa, mas acabou por falecer devido às lesões provocados pela queda.

Esteve em dez equipas ganhou três Voltas a Portugal, a última em 72; em 78 e 79 foi 3º na Volta a França, foi 2º na Vuelta, e
Campeão Nacional Estrada: 1968, 1969, 1970, 1971, 1972, 1973
Perseguição Individual: 1971
Contra-relógio por equipas: 1968, 1969
Ganhou etapas míticas:
Alpe d'Huez (Tour) - 1979
Cangas de Oniz (Vuelta) - 1974
Torre (Volta a Portugal) - 1971, 1973
Penhas da Saúde (Volta a Portugal) - 1970, 1971
Solothurn Balmberg (Volta à Suíça) - 1972
Puerto del Léon (Vuelta) - 1972
Côte de Laffrey (Tour) - 1971
First plan (Tour) - 1969
Grammont (Tour) - 1971
Manse (Tour) - 1972
Lautaret (Tour) - 1972
Hundruck (Tour) - 1972
Oderen (Tour) - 1972
Lalouvesc (Tour) - 1977
Croix de Chabouret (Tour) - 1977

Em França, era o Tinô. Hoje, a 14.ª curva do Alpe d'Huez tem o seu nome e o seu busto em bronze e em alto-relevo, com 1,70 m de altura, 70 cm de largura, e pesando 70 kg. Está apoiado num pedestal com três metros de altura, de granito verde. A estátua é comemorativa da sua vitória na mítica etapa com chegada ao Alpe d'Huez, em 1979, ano em que terminou o Tour em terceiro lugar pela segunda vez. Nunca outro ciclista português venceu esta etapa ou conseguiu tamanho feito.
É dono de uma vida bonita com um fim trágico, mas sobretudo de uma história tão bela que noutro país já teria sido filme, série e objecto de tese(s) de doutoramento.
Era um campeão e um português como poucos. Faz muita falta.

(retirado da wikipédia e adaptado)

Labrosca e Agostinho: os dois maiores amantes da bicla que eu conheço.

Uma coisa parecida com um ser humano


Palavras violentas escritas por Saramago a propósito de Berlusconi. Ah, grande Saramago!

Ver aqui

Khachaturian de novo, agora por Jamal

Khachaturian que me trouxe, neste domingo cinzento de reflexão, ao tio Ahmad Jamal

Alguém tem por aí sais-de-frutos?


Como nos lembrou o nosso amigo Vital hoje é dia de eleições.Infelizmente as minhas convicções são assim tão fraquinhas... tal é o leque de opções que se colocam aos eleitores. Mas enfim,votar é um dever cívico e eu não faltarei. Não quero deixar na mão dos outros a decisão dos nossos destinos comuns, nem tão pouco ficar incapacitado de poder avaliar e criticar as políticas que vierem a ser postas em prática nos próximos 4 anos lá por Bruxelas, nem que seja só para poder mandar os meus bitaites aqui pelo monami6f.

A propósito de eleições: hoje ao fim da manhã tomei café com o meu amigo PA que me referia com um certo sorriso amarelo que, enquanto votava no mítico Liceu de Gaia, se tinha dado conta que não só ele tinha lá passado a sua vida de liceu como até os seus próprios filhos que tinham acabado de a concluir ! OOOOps, o tempo passa mesmo a voar...

Ainda há pouco tempo estávamos eu e o meu primo P em cima dos anexos da casa dos meus pais a jogar às matrículas (a AO deu-me muitas vitórias!) e já caminhamos a passos largos para a faixa dos cinquentas! Estamos uns verdadeiros SINHORES!!!
É claro que enquanto brincávamos às matrículas os nossos pais, na altura, não podiam brincar às eleições. É caso para dizer: afinal, nem tudo é tão mau nestas europeias...

Adagio, Spartacus, de Khachaturian

8'41'' de elegância, beleza e harmonia.

Eleições: é Hoje

Votem em conciência. Mas aposto que hoje, como de costume, ganham todos...

Nunca visto!

Um show de magia nunca visto! Só espero que o nosso Luís de Matos não fique com ideias!..