terça-feira, 5 de agosto de 2008

Só mais isto por hoje, do Lou Reed.

Esta musiquinha é, para mim, uma das que fazem parte da minha lista (não é só o Página que tem listas) de canções "ligeiras".

Porque todos temos ou ansiamos por "dias perfeitos"...


Também podem entreter-se com esta versão:

Just a perfect day,
Drink Sangria in the park,
And then later, when it gets dark,
We go home.
Just a perfect day,
Feed animals in the zoo
Then later, a movie, too,
And then home.

Oh it's such a perfect day,
I'm glad I spent it with you.
Oh such a perfect day,
You just keep me hanging on,
You just keep me hanging on.

Just a perfect day,
Problems all left alone,
Weekenders on our own.
It's such fun.
Just a perfect day,
You made me forget myself.
I thought I was someone else,
Someone good.

Oh it's such a perfect day,
I'm glad I spent it with you.
Oh such a perfect day,
You just keep me hanging on,
You just keep me hanging on.

You're going to reap just what you sow,
You're going to reap just what you sow,
You're going to reap just what you sow,
You're going to reap just what you sow...

E agora, duas pequenas lições de LATIM:


(Life of Brian - ROMANES EUNT DOMUS)



(Jacques Brel - Rosa)

Pr'á pequenada (8) - que somos todos

É provável que já conheçam este "sequéteche", mas, ainda assim, não resisto em editá-lo.

O Hagarra treinava com um pedaço de madeira forrado com uma napa espessa.
Este aqui nem precisa disso:



(afinal ainda por cá ando...)

sábado, 2 de agosto de 2008

Ainda antes de adormeçer, do FP:

Vão breves passando 
Os dias que tenho. 
Depois de passarem 
Já não os apanho.

De aqui a tão pouco 
Ainda acabou. 
Vou ser um cadáver 
Por quem se rezou.

E entre hoje e esse dia 
Farei o que fiz: 
Ser qual quero eu ser, 
Feliz ou infeliz. 

Este é do Fernando Pessoa, é para a despedida antes de dormir:

O AMOR é que é essencial.
 
O sexo é só um acidente. 
Pode ser igual 
Ou diferente. 
O homem não é um animal: 
É uma carne inteligente, 
Embora às vezes doente.
Isto não é do Fernando Pessoa:

No cume da minha serra,

Eu plantei uma roseira;

Quanto mais as rosas brotam,

Tanto mais o cume cheira

 

À tarde quando o sol posto,

O vento no cume beija,

Vem travessa borboleta

E as rosas do cume deixa.

 

No tempo das invernias,

Que as plantas do cume lavam,

Quanto mais molhadas eram,

Tanto mais no cume davam

 

Quando cai a chuva fina,

Salpicos no cume caem

Abelhas no cume entram,

Lagartos do cume saem.

 

Mas se as águas vêm correndo,

E o sujo do cume limpam,

Os botões do cume abrem,

As rosas do cume brincam.

 

Tenho com certeza agora,

Que no tempo de tal rega,

Arbusto por mais mimoso,

Plantado no cume pega.

 

E logo que a chuva cessa,

Ao cume leva alegria,

Pois volta a brilhar depressa

O sol que no cume ardia…

À hora de anoitecer,

Tudo no cume escurece.

Pirilampos no cume brilham,

Estrelas no cume aparecem.

 

E quando chega o Verão,

Tudo no cume seca;

O vento o cume limpa,

E o cume fica careca.

 

Vem, porém, o sol brilhante,

E seca logo a catadupa,

O mesmo sol a terra abrasa,

E as águas do cume chupa.

 

As rosas do cume espreitam,

Entre as folhagens d’ além,

Trazidas da fresca brisa,

Os cheiros do cume vêm.

 

E quando chega o Inverno,

A neve no cume cai;

O cume fica tapado,

E ninguém ao cume vai.

 

No cume duma montanha

Tem um olho d’ água à beira:

É uma água tão cheirosa

Que a multidão ansiosa

O olho do cume cheira…

Não estou pensando em nada  
   E essa coisa central, que é coisa nenhuma,   
   É-me agradável como o ar da noite,  
   Fresco em contraste com o verão quente do dia, 

   Não estou pensando em nada, e que bom! 

   Pensar em nada  
   É ter a alma própria e inteira.  
   Pensar em nada  
   É viver intimamente  
   O fluxo e o refluxo da vida...  
   Não estou pensando em nada.  
   E como se me tivesse encostado mal.  
   Uma dor nas costas, ou num lado das costas,   
   Há um amargo de boca na minha alma:   
   É que, no fim de contas,  
   Não estou pensando em nada,  
   Mas realmente em nada,  
   Em nada...

Ó amigo Hagarrakiman, é verdade, só cá estamos os dois.
Aqui deixo um momento do Fernando Pessoa para te consolares:

Não: não digas nada! 
Supor o que dirá 
A tua boca velada 
É ouvi-lo já 

É ouvi-lo melhor 
Do que o dirias. 
O que és não vem à flor 
Das frases e dos dias. 

És melhor do que tu. 
Não digas nada: sê! 
Graça do corpo nu 
Que invisível se vê. 






Fim de férias:
Cacela Velha (Vista da Ria Formosa a partir da igreja), Moura Encantada, Sangria qb, Festival de Flauta de Bisel e Cravo (Hotteterre, Telemann, Bach, Cabézon, Byrd, Anglebert, Lebègue, Froberger pelas maravilhosas jovens flautistas Teresa Matias, Ana Figueiras, Elsa Santos, e pelos sensíveis cravistas Ricardo Correia e Elsa Santos)
VOLTEI
Como vão os meus amigos Monami6fs ?
Chega de férias.
Viva o trabalho.