terça-feira, 28 de setembro de 2010

Boris Paul Vian (é bom saber)

Boris Paul Vian


(Ville-d'Avray, 10 de Março de 1920Paris, 23 de Junho de 1959), foi um engenheiro, escritor, e cantautor francês, identificado com o movimento surrealista e ao anarquismo enquanto filosofia política.

Biografia
Nascido em Ville-d'Avray, na Ilha-de-França, em 10 de Março de 1920, fez o ensino liceal, em Paris, onde estudou principalmente línguas (latim, grego e alemão). Foi admitido na École Centrale des Arts et Manufactures, em 1939, onde se diplomou em Engenharia Mecânica, em 1942.
Levou sempre uma vida boémia, vindo a construir um percurso multifacetado, da literatura à música. Empregado na firma AFNOR, foi despedido pelos conflitos com os seus superiores a quem corrigia constantemente erros ortográficos, episódios retratados no romance Vercoquin et le plancton (1947). Antes disso já havia publicado, em 1944 e 1945, sob os pseudónimos Bison Ravi e Hugo Hachebuisson. Assinou peças de teatro, contos literários, letras musicais e romances, entre os quais se destaca A Espuma dos Dias (1947) considerada por muitos a sua obra-prima. Com uma atitude por vezes surrealista, Vian procurou que a sua escrita transmitisse a capacidade que a língua tem de apresentar um mundo imaginário mais revelador do que a rotina da vida normal, diária e banal.Reprodução do diploma de membro do Colégio de 'Patafisica de Boris Vian.A sua doença obrigou-o a deixar de tocar jazz, depois de ter sido, na década de de 1930, trompetista no Hot Club de França. Os últimos anos da sua vida foram passados na dependência de medicação, afectado por insuficiência cardíaca. Vitimou-o um ataque de coração, ocorrido no Cinema Marbeuf, quando via a adaptação do seu livro Irei Cuspir-vos nos.



Obras literárias



Canções


Entre outras:
1952: Allons z'enfants
1954: Le Déserteur (O Desertor), escrita sobre a derrota da França na Batalha Dien Bien Phu.
1955: La Complainte du progrès
1955: La Java des bombes atomiques
1955: Le Petit Commerce
Blouse du dentiste
Les Joyeux Bouchers
Fais-moi mal Johnny
J'suis snob
On n'est pas là pour se faire engueuler
L'Arbre des pendus
Mozart avec nous (adaptando-se à Marcha Turca de W.A Mozart)
1954-1959: À tous les enfants

Poesia


Cantilènes en gelée (1949)
Je voudrais pas crever (publicado postumamente em 1962)


Prosa


Como Boris Vian:
Trouble dans les andains (1947, publicado postumamente em 1966)
Vercoquin et le plancton (1947)
L'Écume des jours (1947)
L'automne à Pékin (1947)
Les Fourmis (1949, contos)
L'Herbe rouge (1950)
L'Arrache-coeur (1953)
Le loup-garou (publicado postumamente em 1970, contos)
Como Vernon Sullivan:
J'irai cracher sur vos tombes (1946)
Les morts ont tous la même peau (1947)
Et on tuera tous les affreux (1948)
Elles se rendent pas compte (1949)


Teatro


L'Équarrissage pour tous (1950)
Le Dernier des métiers (1950)
Tête de Méduse (1951)
Les Bâtisseurs d'Empire (1959)
Le Goûter des généraux (publicado postumamente em 1962)


Traduções


The Big Sleep, de Raymond Chandler (com o tìtulo Le grand sommeil, 1948)
The Lady in the Lake de Raymond Chandler (com o tìtulo La dame du lac 1948)
The World of Null-A

2 comentários:

Hagarraky disse...

E começas bem, sim senhor! Pela Literatura! A sabedoria nunca fez mal a ninguém. Ora Thoma!

Labrosca disse...

É assim mesmo:
Queres ?
Toma.