domingo, 31 de janeiro de 2010

Mensário: Janeiro

Mensário de Janeiro

- Fui ver a Viagem de Inverno, de Schubert, à Casa da Música, com o Remix e Christoph Prégardien
- Estou a ler o África Minha, de Karen Blixen
- Estou a ler «A Estrada», de Cormac McCarthy
- Estou a reler A Selva, de Ferreira de Castro
- Vi o pôr do sol no dia 24 (um dia glorioso) na Aguda com a minha miúda
- Já perdi seis quilos desde o início do ano
- Deixei de roer as unhas (com a excepção do polegar direito)
- Montei a cavalo por quatro vezes
- Saboreei um Tinto Defesa 2007, Herdade do Esporão
- Fui uma vez a Lisboa, essa cidade gloriosa
- Dormi menos
- Ofereci dois livros e três garrafas de Vinho do Porto
- Fui ao ginásio e à natação cinco vezes por semana
- Nadei mais de 20 km e andei mais de 60
- Vi dois filmes: A Estrada e Avatar (de que já dei conta aqui)
- Ofereci um jantar a um primo meu
- Fui a uma festa de anos de um tio e ofereci-lhe seis garrafas de vinho
- Vi menos TV (com excepção do Open da Austrália, ganhou o Federer, para variar)
- Bati os meus recordes de natação
- Passei mais tempo com os meus filhos (boas futeboladas na praia)
- Passei muito mais tempo com os meus pais (grande francesinha num bar de praia)
- Aumentei a garrafeira (com meia dúzia de exemplares)
- Comprei uma meia dúzia de livros (pechinchas), entre eles O Sol dos Scorta, de Laurence Gaudé e Henderson, o Rei da Chuva de Saul Bellow
- Bebi mais champanhe (Murganheira, Primavera)
- Tentei conflituar menos com os próximos (estou a tentar pegar mais leve)
- Vi 4 peças de teatro (O Ano do Pensamento Mágico, de Joan Didion, no S. João, com Eunice Muñoz, (a dor e a morte) encenada por Diogo Infante.
Blackbird, no D. Maria, com Miguel Guilherme (grande actor), um homem e uma mulher encontram-se, 15 anos depois de terem tido uma ligação – quando ele tinha 40 anos e ela 12. Ao longo de uma hora e meia não se chega a pronunciar a palavra ‘pedofilia’. É do escocês David Harrower e o jovem cineasta português Tiago Guedes encenou.
A Febre, peça com o João Reis no Carlos Alberto. Um monólogo sobre a culpa.
E a peça com Ana Bustorff, um monólogo de Franz Kroetz, conta a história da senhora Rasch, solitária, fria, sempre igual, no silêncio. Peça sem uma única palavra.
- Recomecei a correr mas ressenti-me da lesão no joelho
- Fumei apenas 3 cigarros neste mês
- Fui (ou tentei ser) mais paciente com a dona
- Engoli menos sapos
- Li mais poesia
- Fiz uma longa caminhada entre Miramar e Granja
- Levantei-me mais cedo
- Ouvi muita música clássica e descobri o Concerto nº 3 de Saint-Saëns para Violino e Orquestra, com Joshua Bell
- Um amigo meu ofereceu-me um jantar só de marisco no Ribadouro, em Lisboa, e pagou este mundo e o outro - nesse dia havia a ante-estreia da Bela e o Paparazzo, no S. Jorge, mesmo ao lado e por isso o restaurante estava cheio de bedettes.
- Visitei dois museus (o acervo geral da Gulbenkian – com os seus Rubens, Rembrandt e Turner e o do CCB – exposição da Amália – só para apreciadores)
- Observei demoradamente as estrelas
- Arranjei um novo cliente (a AIMMP)
- Joguei oito vezes golfe
- Dormi num hotel de 4**** com pequeno-almoço a condizer
- Fiz duas listas (de vinhos e livros) no blogue
- Estou mesmo feliz com a minha vida
- Já cumpri cerca de quarenta objectivos da minha lista anual

4 comentários:

F disse...

Parabéns sinceros.

Kmett N’Ojo disse...

Chiça!!!! És muita mal pago!

Kmett N’Ojo disse...

Diz lá a verdade: isto é o anuário certo?

Hagarraky disse...

Ah bandido! Esqueceste-te de ir trabalhar.