segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Cat Stevens / Yusuf Islam

Anteriormente conhecido pelo nome artístico de Cat Stevens (Londres, 21-07-1948) é um cantor e compositor britânico.

O nome de nascimento é Stephen Demetre Georgiou. O pai é (ou era?) de origem grego-cipriota e a sua mãe de origem sueca. Vendeu mais de 60 milhões de álbuns, principalmente nos anos 60’s e 70’s. Entre as suas canções mais populares estão "Morning Has Broken", "Peace Train", "Moonshadow", "Wild World", "Father and Son", "Oh Very Young", “Sad Lisa”.

Cat Stevens vendeu todos os instrumentos musicais e prémios fazendo reverter o produto da venda para obras de caridade e converteu-se ao Islamismo (altura em que passou a usar o nome Yusuf Islam) e abandonou a música em 1978, após a sua segunda experiência próxima da morte (em 1975, pouco depois do lançamento do disco Numbers, quase se afogou enquanto estava na praia).

Desde então passou a dedicar-se a actividades de beneficência e educacionais em prol da religião. É muito prudente no que concerne ao uso das suas músicas. Nunca permitiu que qualquer de suas canções fosse usada em comerciais de televisão. Apesar de estar há quase 30 anos afastado da indústria musical, os trabalhos anteriores como Cat Stevens continuam a vender uma média de 1,5 milhões de discos por ano.

Criou a sua própria editora discográfica, a Ya Records, e já produziu dez discos de música religiosa e espiritual. Fundou três escolas muçulmanas em Londres e uma organização sem fins lucrativos, Small Kindness, reconhecida pela ONU e através da qual presta ajuda aos órfãos de conflitos como os da Bósnia, Kosovo e Iraque.

Em 2004, o departamento de Segurança Interna dos EUA impediu a sua entrada no país, após tê-lo incluído na lista de vigilância por actividades possivelmente relacionadas com o terrorismo.

Em Março de 2005 lançou "Indian Ocean", sobre o Tsunami de 2004 no Oceano Índico, com o objectivo de ajudar os órfãos de Banda Aceh, na Indonésia, uma das áreas mais afectadas.

Em 2006, anunciou a sua volta à música pop, com o disco “An Other Cup”, lançado em 28 de Novembro, coincidindo com o 40º aniversário de lançamento do seu primeiro álbum.

Fonte: Wikipédia (enciclopédia livre)

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Escolhi dois temas disponíveis no youtube que, garantidamente, fazem parte das recordações musicais dos monami’s e que são (mesmo!) “músicas da minha vida”…

Estas são dedicadas àquele primo do Óscar que possivelmente nem sabe da existência deste blogue, mas que sempre teve uma grande paixão por estes dois temas... 




Madame Reneille


Para contar esta história tenho que recuar duas décadas no tempo. Na época, as férias valiam por um ano inteiro. Sempre que havia dinheiro suficiente no bolso lá estávamos nós a viajar por essa Europa fora. Mas nem sempre era assim. Nas férias de 1986 o meu pai, porque as crises não são só de agora, deu-me dez contos para a mão (é preciso dizer que o bilhete de inter-rail custava na altura vinte e tal contos).

Com tal orçamento, eu e um amigo pusemos os pés na estrada à boleia. Percorremos, durante um mês, Portugal de lés-a-lés. Vindos do Sul, mais propriamente de Sagres, passámos uns dias em Lisboa. Numa bela tarde de Agosto decidimos gastar uma fatia do nosso pecúlio na esplanada da Pastelaria Suiça frente ao Rossio (um daqueles lugares de visita obrigatória!).

Enquanto saboreávamos vagarosamente um delicioso eclair, para fazer "render o peixe", fomos assediados por um simpática velhinha que se fez de convidada para a nossa mesa. A senhora, grande conversadora, tinha um ligeiro sotaque. Era Belga de nascimento.

Durante toda essa tarde contou fabulosas peripécias da sua vida. Dizia que tinha sido casada com o Visconde do Estoril. Que não tinha filhos e que toda a sua família tinha já partido. Que tinha vivdo faustosamente convivendo com Reis, Rainhas e outras personagens de sangue-azul (e de muito dinheiro!). Embora não acreditássemos em dois terços das suas narrações, eu e o meu amigo ouvíamo-la com o mesmo interesse de uma criança quando alguém lê uma fábula. Enquanto contava as suas histórias, ia pagando rodadas de cerveja umas atrás das outras. A certa altura estava já a ficar preocupado com a sua saúde. Tinha receio que estas tivessem como intenção manter-nos ali à sua beira. Ela era nitidamente uma pessoa só à procura de companhia.

Era já quase noite quando a Madame Reneille deu por finda a conversa. Eu e o meu amigo acompanhámo-la, então, à sua residência. Depois de caminharmos uns bons vinte minutos, com as pernas a tentarem desobedecer de tanta cerveja, chegámos a um faustoso hotel de 5 estrelas.
Nem queríamos acreditar quando ela nos disse que era ali a sua "casa". Afinal era tudo verdade! O porteiro, impecavelmente vestido de farda, fez-lhe então uma vénia daquelas que quase levam a cabeça de encontro aos joelhos. Dois beijinhos, promessas de um novo encontro. E lá deixámos para trás a fantástica Madame Reneille!

Nunca mais voltei a ver a Viscondessa do Estoril. Fico-lhe eternamente agradecido pelas suas lições de vida. Por uma tarde inesquecível. Creio que ela também gostou. Várias vezes interrompeu as suas memórias para nos acarinhar e dizer que se tivesse tido filhos gostaria que eles tivessem sido parecidos connosco.

domingo, 9 de novembro de 2008

Led Zeppelin - Stairway To Heaven

Para lembrar (mais uma vez) as "festas de (e da!) garagem"...


Próximo encontro (Proposta)

Em virtude de o último local de encontro ter sido considerado, em vários aspectos, um "estrondoso êxito", e pelo facto de ter tido tão poucos presentes, está a votação a hipótese de repetir o referido local.
A ideia (e organização) do Labrosca, ficaria (caso esta proposta vá avante) para o próximo mês...
Se entenderem a moderação coloca uma sondagem on-line... entretanto aguardam-se comentários.

Mata do Mezio (Soajo)

Agradecimento

Pela companhia, pelo passeio, pelo local, pelo almoço, pela oportunidade, pelo convívio e pela ideia... obrigado.

BTT

Dedicado ao Labrosca e H. Raky (os nossos cicloturistas mais militantes...)

Sabias que...

A fruta é o alimento mais perfeito?
Gasta uma quantidade mínima de energia para ser digerida e dá ao seu corpo o máximo retorno. O único alimento que faz o seu cérebro trabalhar é a glicose e a fruta é principalmente frutose (que é facilmente transformada em glicose). Mas a maioria das pessoas não sabe como comer fruta de forma a permitir que o corpo use os seus nutrientes com a máxima eficiência.

Deve comer-se fruta sempre com o estômago vazio. Porquê? A razão é que a fruta não é, em princípio, digerida no estômago: é digerida no intestino delgado.
A fruta passa rapidamente pelo estômago, indo de seguida para o intestino, onde liberta os seus açúcares. Mas se houver carne, batatas ou amidos no estômago, a fruta fica “presa” e começa a fermentar.

A melhor espécie de fruta é a fresca ou o sumo feito na altura de beber. Não se deve beber sumo de lata ou de recipientes de vidro. Porque? Porque a maioria das vezes o sumo é aquecido no processo pelo qual passa e a sua estrutura torna-se ácida.
Compre uma centrifugadora. Pode ingerir o sumo extraído da centrifugadora como se fosse a fruta, com o estômago vazio. E o sumo é digerido tão depressa que pode comer uma refeição quinze ou vinte minutos mais tarde.

Os dermatologistas recomendam a ingestão de alimentos ricos em vitamina C como meio eficaz de evitar as rugas, dado que esta vitamina tem um papel muito importante na formação de colageneo – a estrutura responsável pela arquitectura da pele – e na integridade da parede dos vasos sanguíneos. O ácido elágico é outra substância pouco conhecida, presente nos frutos vermelhos como o morango e a framboesa, com alto poder antioxidante, ajudando a manter a pele bonita e saudável. Alguns médicos defendem que a fruta é mesmo o melhor alimento para nos protegermos contra doenças do coração porque contem bioflavinóides, que evitam que o sangue se torne espesso e obstrua as artérias. Também fortalecem os vasos capilares e vasos capilares fracos podem dar origem a hemorragias internas e ataques cardíacos.

Comam fruta. Mais fruta!

Sitiografia*: http://www.senado.gov.br/sf/senado/portaldoservidor/jornal/jornal88/nutricao_frutas.aspx
http://oglobo.globo.com/vivermelhor/mulher/mat/2008/08/09/frutas_legumes_que_sao_essenciais_para_prevenir_envelhecimento_precoce-547662971.asp
* Inventado por mim. Perdoem o atrevimento!

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Ol' blue eyes... só para mim

Como já aqui referi todos temos (embora nem todos tenhamos lata e imodéstia para os relatar) encontros pela vida fora que são engraçados e inusitados. Que valem a pena ser contados. Vá lá, não sejam colchas de sabão... arrisquem, vão ver que vale a pena.

Aqui vai um dos meus close encounters:
Em Maio de 92, salvo erro, Frank Sinatra veio ao Porto pela única vez. E como fã número 1,5 não podia perder o concerto. Como estava no jornal, tentei a borla e lá fui porque não sei quem me metia lá dentro. Era no demolido Estádio das Antas e lembro-me que estava frescote.
Dirigi-me à porta combinada, mas o matreco que me devia facilitar a entrada não estava lá. Fiquei ali nas imediações de mãos nos bolsos à espera do tipo (era na pré-história e não havia telemóveis, tinha de haver paciência) e entretanto caiu a noite.

Cerca das nove horas, estava eu ali a secar, passa por mim uma limousine daquelas de 9 lugares, tipo Mercedes todo preto e vidros escuros. Pensei: aí vai mais um VIP. Sortalhão. Passou para baixo e segundos depois tornou para cima.
Pára junto a mim e um dos vidros traseiros baixa-se e fico totalmente boquiaberto, quando o Frank, esse mesmo, o The Voice, olha fixamente para mim, e só podia ser para mim porque eu era o único que ali estava, - e eu continuava de boca aberta - esboça um sorriso e ligeiro aceno de cabeça e volta lentamente a subir o vidro escuro. Foram três ou quatro segundos, suspensos no tempo. E eu de boca aberta ainda... Lembro-me que me passou o frio. Vi depois que o motorista não sabia por onde era a entrada do artista. E continuou a circundar o Estádio. E eu ainda nem estava refeito daquele momento providencial. Fiquei largos minutos a matutar naquilo. O que representava? Porquê eu? Que poderia significar aquilo. Foi o destino. Ou melhor, é a vida. Ou melhor ainda, That's life:


Depois, foi o concerto onde fiquei na mesa ao lado da da Amália... mas isso já é outra história...

Uma nova perestroika?

Gorbachev teve a lucidez e a coragem para entender que o regime totalitário vigente na União Soviética estava falido. O resultado da sua política teve um impacto absolutamente extraordinário no mundo.

Com Obama, poderemos assistir a uma nova revolução nos EUA. Aliás, essa revolução está já em curso. É histórico o momento em que o povo americano elege um presidente de cor. O seu significado é verdadeiramente profundo e abre uma janela de esperança ao mundo. À arrogância, ao conservadorismo, militarismo, ou fanatismo religioso, esta nova liderança responde com abertura e diálogo, com preocupações sociais e respeito pela justiça internacional. E o mais importante é que, numa das eleições mais participadas da história americana, o povo escolheu este como o seu caminho.

Nunca umas eleições americanas foram acompanhadas tão atentamente pelo mundo. Nunca a escolha de um presidente americano reuniu um consenso internacional tão alargado. Quando se associa a esperança a Obama, não se está necessariamente a ver no novo presidente um messias. Está-se simplesmente a constatar o facto de que talvez nunca tenham existido condições tão favoráveis para a implementação das mudanças necessárias, quer no relacionamento entre os países, quer no reajuste das políticas económicas mundiais.

Será que conseguirá Obama responder às normes expectativas geradas à sua volta? A esta questão, poderemos contrapor uma outra: até que ponto nós, cidadão do mundo, conseguiremos agarrar a oportunidade de levarmos a humanidade a um patamar superior?

Esperemos que este sonho (porque sonhar é preciso!) não termine com um novo pesadelo gerado pelo seu assassinato.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Jantar de 28 de Novembro de 2008
Quem organiza?
Onde?
Leitão?
Shuiff, shuiff.
Que cheirinho.

Olhos: janelas da alma

24/10/2008

Amanhã, Bela Cruz, Festa Geração Vinil

Dj: o velho Jorge Chibanga. Lembram-se do Iodo? Como é, jarretas, bamos lá partir aquilo tudo? Sacar miúdas à bruta como é nosso apanágio?
Aceitam-se inscrições...

Contador de visitas

E que tal um contador de visitas no nosso blog, com indicação dos países dos visitantes?
Tulius, queres dar uma vista de olhos aqui ? Há uma versão livre e uma outra de experiência.
Sinceramente, gosto do nosso blog assim, sóbrio, sem muitos enfeites mas um contador era capaz de ser interessante.

Manifestação dos professores

No próximo Sábado vai decorrer em Lisboa mais uma manifestação dos professores contra a avaliação. Várias são as razões (de peso) que a motivam:

- Associação da avaliação ao sucesso dos alunos e ao abandono escolar. No primeiro caso existe o grave risco dos resultados dos alunos deixarem de corresponder efectivamente às suas aprendizagens (consequências catastróficas!). No segundo, trata-se de uma injustiça, já que a influência dos professores é, na maioria destes casos, rigorosamente nula.

- Modelo de avaliação extremamente complexo e praticamente impossível de levar à prática de uma forma séria.

- Acréscimo significativo de trabalho burocrático para os professores. Quando o seu esforço deveria estar centrado, não no preenchimento de infindáveis papeis e grelhas, mas na preparação adequada das aulas e na formação que, dadas as exigências da profissão, deve ser permanente.

Apesar destas razões, com as quais concordo em absoluto, não vou à manifestação porque:

- Os seus objectivos são difusos. Não houve rotura de negociações sindicatos/governo (embora nada de substancial tivesse mudado até ao momento, muito por culpa da incompetência dos sindicatos).

- Não houve o cuidado de se salientar junto da opinião pública que o que está em causa não é a avaliação propriamente dita, mas o modelo imposto pelo Ministério.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Yma Sumac

Morreu a soprano dos incas. Quase cinco oitavas, em vez das habituais duas. Se não era uma grande voz, era pelo menos uma voz muito grande. Até dá inveja: Observem.