quinta-feira, 6 de maio de 2010

Ângelo Ribeiro, o escultor

Monumento aos trabalhadores têxteis (Seia)


Caminhantes no plano


Horizontes de partilha


Algas do meu mar

O que diferencia um artista famoso de todos os outros que nunca chegam a sair do anonimato? Aparentemente a resposta é simples: a qualidade. No entanto a realidade não é assim tão linear...

Quais serão então os parâmetros que definem a qualidade de uma obra artística? A técnica? A criatividade e a inovação? A estética, ou o conceito que fundamenta a obra artística? É evidente que este é um mundo de relatividade absoluta onde, como reflectia num post anterior, talvez somente o tempo se encarregue de seriar aquilo que é bom da mediocridade muitas vezes ostentatória de muitas das obras produzidas.
Para um artista ver reconhecido o seu trabalho precisa, para além da qualidade, do factor sorte e de bons padrinhos que assegurem a sua visibilidade.

Ângelo Ribeiro é um amigo escultor que, para além da sua excepcional capacidade de ensinar, possui uma vasta obra de que, na minha modesta opinião, se pode francamente orgulhar. É porventura um daqueles talentos que irão passar mais ou menos despercebidos num panorama artístico francamente competitivo, injusto e arbitrário.

Ver mais aqui e aqui.

5 comentários:

K disse...

Gosto do estilo desse teu amigo.

F disse...

Arrisco dizer que o que poderá distinguir uma obra de qualidade será o método de trabalho aliado a todo um processo conceptual (não gratuito) que poderá ser mais ou menos aparente na obra final. Ao trabalho artístico está sempre subjacente um percurso, uma procura qualquer, uma "investigação", um investimento interior.
Digo eu.

©arloslemos disse...

Sim, sim, claro. Mas qualidade, investimento interior, valor conceptual, é o que mais há por aí. E a abundância é tanta, que a selecção (nem sempre justa) acaba por ser feita pela sorte e pelos bons padrinhos a assegurarem a sua visibilidade. Ou então como explicar a exposição polémica cuja obra era um cão (real) a morrer à fome?

©arloslemos disse...

Aplaudo Ângelo Ribeiro. Realço a obra "Monumento aos trabalhadores têxteis (Seia)" que me impressionou pela estética, concepção e mensagem. "Horizontes de partilha" fez-me demorar mais tempo que as restantes.

F disse...

Bem, essa do cão é, no mínimo sádica e perversa.
Se é obra de arte, então a minha sensibilidade está a causar algum ruído no processo de compreensão.