terça-feira, 4 de maio de 2010

Africa a preto-e-branco







A maioria dos fotógrafos de natureza preocupa-se em captar imagens da vida selvagem partindo do pressuposto que esta é em si a fonte de uma beleza e de uma estética primordiais (por oposição a uma arte mais conceptual nascida da criatividade e do engenho humanos). Uma planta rara no seu habitat ou um animal observado em liberdade são motivos que geram nos amantes da natureza fascínio, plenitude e comoção, sentimentos semelhantes àqueles que afloram aquando da audição de uma grande peça musical ou da visualização de um quadro de um artista famoso. Pelo facto de valorizarem especialmente estes seres selvagens, os fotógrafos de natureza tentam na maioria das vezes captá-los de uma forma o mais fiel possível dando especial enfoque à dimensão do sujeito fotografado, à nitidez da imagem, à cor e ao contraste, numa tentativa de partilharem com os outros aquilo que foi a sua experiência sensorial.

O jovem fotógrafo inglês Nick Brandt trouxe outra dimensão à fotografia de vida selvagem: ao optar por fotografar próximo dos animais usando grande-angulares - em vez de usar teleobjectivas - e valorizar os enquadramentos e o meio envolvente - para além do sujeito principal da fotografia -, Brandt oferece-nos imagens a preto-e-branco de uma beleza esmagadora que por certo satisfazem públicos bem mais vastos do que os habituais apreciadores da "Wildlife photography".


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3 comentários:

F disse...

Lindas! Um fotógrafo muito corajoso e paciente. Sem dúvida!

Kmett N’Ojo disse...

Sim, lindas sem dúvida mas parecem ter um dedinho de photoshop, não?

Labrosca disse...

Eu não faria melhor.
Como disse F, é um fotógrafo corajoso.
Com fotos destas em grande angular, temo pela esperança de vida do artista.