quarta-feira, 24 de março de 2010

Inverno...


... é neura generalizada. É um estado de hibernação que nos deixa prostrados, sem vontade para fazer nada. É cansaço, mas daquele que vai mesmo até aos ossos. É também atrapalhação: da (muita) roupa que se veste, das coisas que temos que transportar nas mãos e procurar nos bolsos, e que insistem em não aparecer sobretudo quando estamos debaixo de chuva. São os palavrões que se proferem baixinho quando entramos no carro com as calças a colar às pernas e o guarda-chuva a molhar o banco do lado.

Inverno é noite e cinza. São fins-de-semana passados em frente à televisão a ver aquelas sessões fastidiosas de cinema ou a debicar qualquer coisa que se encontra no frigorífico por falta de programas mais aliciantes. São aquelas manhãs tenebrosas em que temos que abandonar o aconchego das camas para enfrentar dias de tédio e de trabalho rotineiro.

Odeio o Inverno!


Há, contudo, outras opiniões. Ele há gostos para tudo!

6 comentários:

Labrosca disse...

Gosto de chuva e vento.
Mas gosto mesmo.
Quando vou andar a pé à beira-mar é nesses dias que me sinto satisfeito.
Sentir o vento forte e a chuva oblíqua.
Mas concordo com o Óscar. Este ano já chega de Inverno.

Labrosca disse...

Que bela fotografia.

Deibaidei disse...

No beraum é qué baum...

Hagarraky disse...

Sim, odeio o Inverno!
O Verão é a eterna juventude do nosso contentamento, das palavras das miúdas ouvidas na praia, do acordar nos sofás de verga da casa de praia, do corpo energético em tapetes de areia fresca, dos gelados das gelatarias, dos beijos na testa pelas miúdas perfumadas a creme bronzeador, das forminhas e dos baldes e pás, das toalhas depois do banho no mar, do ice-tea de limão e das sandocas de fiambre, das primeiras paixões ao abrigo dos jogos de volei no intervalo dos banhos, do calor dos dias da nossa vida, dos exames tenebrosos, madrugadas todos os dias, por refrigerantes de laranja frescos e com palhinha, dos quilómetros percorridos para ir à praia, do sol intenso e quente, das avenidas com esplanadas e das mini-saias de Sta. Catarina, das aldeias costeiras do Mediterrâneo, das piscinas ao ar livre do Algarve, dos quartos forrados a cores claras, em Albufeira, da cordialidade da gente de Lagos, da praia e do cheiro de côco e do bronzeador, dos filmes de Mister Bean e Monty Phytons e das histórias de Verão Azul, da cabeça afundada na água de ondas e espumas brancas, companhia minha, com o Sol belo a bater nas barracas, antes de um duche, tranquilo, à espera de mais um dia de praia e do novo calor que dele de novo protege. O Verão é a enérgica medida da felicidade.

Adaptação de “Inverno – de Alexandra Tavares Teles” para “Verão – de Hagarraky”

Hagarraky disse...

E a foto? Bem, é uma perspectiva só acessível a um grupo restrito de olhares. A busca do belo no quotidiano simples. Onde há cor, onde há contraste, onde há composição, onde há vida, há arte e beleza.

(comentário intelectual encomendado pelo Óscar à firma "Intectual Ideas Hagarraky SA.")Esperamos ter prestado um bom serviço. Contacte-nos; temos excelentes comentários intelectuais para tocas as bolsas.

Kmett N’Ojo disse...

EXTRAORDINÁRIO HAGA!
Bates td e tds aos pontos!

Mas eu lamento discordar de vocês quanto ao Inverno. Deve ser alguma costela escondida do Norte (ainda mais norte que o nosso Norte!) que me faz gostar tanto do Inverno.

O Verão tb é bom com esplanadas e mini-sais mas ñ troco pelo Natal, pelos abraços quentes de quem se ama à lareira, pelos passeios de cachecol pela praia, pelo cheiro a leite creme na cozinha da minha mãe pró lanche das tardes frias de morrinha...

O Inverno é realmente "a serena medida da felicidade."