quarta-feira, 2 de junho de 2010

20 motivos contra a ajuda «humanitária»

Como este blogue está mais meloso e melado que um barril de melaço, fui à net roubar e deixo-vos aqui, remando convictamente contra a maré, 20 motivos para ser contra a tão ajudada 'ajuda humanitária', coitadinha... E quem fez as maldades? Os tipos que fazem judiarias... claro!

1. O conflito israelo-palestiniano dura há mais 60 anos. É um conflito de (i)legitimidades. Já morreram milhares de pessoas em guerras, assassinatos, atentados, etc. porque as partes não concordam uma com a outra sobre quem tem direito à terra.

2. O exército israelita mantém um bloqueio militar a Gaza. Pode-se discordar desse bloqueio. O que não se pode é fingir que ele não existe. Também não se pode fingir que esse bloqueio não é parte de uma guerra com 60 anos.

3. O bloqueio visa impedir o abastecimento militar do Hamas. Ser contra o bloqueio não é uma atitude pacifista. É uma defesa do direito do Hamas a fazer a guerra.

4. Também se dispensam as atitudes sonsas de quem diz que a flotilla era uma frota pacífica. A flotilla tinha como objectivo furar um bloqueio militar e contestar o domínio israelita sobre as águas territoriais de Gaza. Isso não é pacifismo. É uma acto de afirmação territorial e um contributo para o esforço de guerra do Hamas.

5. O burburinho mediático que se segue a cada incidente envolvendo Israel nada tem a ver com um desejo de justiça para com as vítimas. O que normalmente os “activistas” anti-Israel fazem é participar no esforço de guerra contra Israel tentando empolar os factos e ajudando os palestinianos a vitimizar-se.

6. Israel e os palestinianos estão em guerra. Na guerra não se aplicam os conceitos de Justiça ou de Direito em tempos de paz. A guerra tem regras próprias. A estratégia de quem combate Israel baseia-se na imposição de um duplo padrão: a Israel aplicam-se os conceitos de justiça e de direito do tempo de paz, aos palestinianos permite-se que sejam avaliados pelos conceitos de direito e de justiça de tempo de guerra.

7. Admira-me que esquerdofilia (Ana Gomes, Miguel Portas, etc.) esteja tão serena. Que se passa? O Manuel Alegre é difícil de digerir?

8. O movimento palestiniano primeiro com o apoio soviético, depois com o apoio da esquerda europeia e islamita sempre foi baseado na dualidade de poder cometer actos de guerra e depois defender-se quando chega a retaliação aplicando as regras dos tempos de paz.

9. Foi uma grande operação propagandística, preparada ao milímetro e coroada de êxito. De parabéns as “espontâneas” e “independentes” manifestações de repúdio, além das redacções dos media multiuso e prontas-a-servir e que, instantaneamente inundaram tudo o que é folha-de-couve circulante e/ou tele-parlante.

10. Os nossos progressistas, se gostam tanto do mundo muçulmano* e das ideologias propaladas pelo Hamas porque é que não vão para lá e se deixam de tertúlias patéticas nos cafés da Europa?
*não se esqueçam de levar os direitos LGBT; a emancipação feminina; e essa chatice que é a Democracia

11. Alguém pode acreditar que uma missão desafie e desobedeça a INSTRUÇÕES CLARAS e REPETIDAS por parte do exército israelita seja uma missão pacifista?

12. Parece-me que se esquecem que era por Gaza que o Hamas teve e tem acesso a armamento, por isso foram destruídos os túneis subterrâneos que os ligavam ao Egipto para obtenção de armamento.

13. Os correios ‘pacifistas’ devem ser inspeccionados; é por essa via que entrava armamento. Naquela frota, cinco acederam à inspecção israelita e um recusou-se, porque seria?

14. Espanta-me que os paladinos da moral, se indignem a ver a tomada do navio ‘activista’ que está ali para aquele efeito especifico - propaganda -, e assobiem para o lado quando um qualquer míssil ou bombista mata famílias inteiras num qualquer centro comercial israelita.

15. O Hamas é pela própria definição do termo uma entidade nazi: um estado totalitário, suportado numa clique no poder, e uma economia subserviente. Israel não é um estado nazi, como é evidente para qualquer observador. É uma democracia liberal com uma forte componente sionista. Isso não desculpa o seu comportamento perante os palestinianos e o facto de os quererem manter num estado de menoridade e miséria. Claro que os dirigentes palestinianos têm ajudado muito, quer roubando o seu próprio povo e o auxílio exterior que lhe é enviado (vide Arafat) quer criando máfias de poder (caso presente). Não entendo como os palestinianos não reconhecem o direito à existência do estado de Israel.

16. Israel instaurou um bloqueio militar. Pode-se concordar ou não mas é a realidade. Existiu uma tentativa de furar esse bloqueio, apesar das tentativas por parte das autoridades israelitas para que o conteúdo dos navios pudesse ser entregue por outras vias, com a supervisão de representantes da tripulação, se necessário. Mas obviamente que o objectivo disto tudo nunca foi levar qualquer tipo de ajuda, mas sim de criar uma situação/provocação que levasse a uma resposta militar.

17. A realidade em que Israel vive consiste num pais democrático rodeado por vizinhos que desejam a sua aniquilação. Aquilo que se tem verificado até hoje por parte destes vizinhos é o financiamento de grupos terroristas em Gaza. Gaza tem aproximadamente 360km quadrados e um milhão e meio de habitantes. Ao longo destas décadas para onde foi todo o dinheiro dado pelo Mundo? Gostava de saber quanto dinheiro já foi despejado pela comunidade internacional numa região tão reduzida, sem que se tenham verificado progressos mínimos na qualidade de vida daquelas pessoas. Será que os israelitas destroem mesmo tudo? Ou são desviados para outros objectivos? Não nos esqueçamos que o actual bloqueio começou em 2007.

18. Os “irmãos muçulmanos” têm sido os piores inimigos da Palestina. Eles NÃO querem que exista uma Palestina livre e autónoma, por diversas razões: se tal acontecesse, perderiam a sua principal justificação para odiar Israel, justificação que serve para esconder o seu ódio ao povo judeu e à existência de um estado democrático na região.

19. Ao longo das últimas décadas, muitos palestinianos têm recebido apoios por parte da comunidade internacional, o que levou ao desenvolvimento de uma “elite”, que reside no estrangeiro. Caso a Palestina se tornasse um Estado viável, muitas destas pessoas provavelmente regressariam, o que poderia levar a uma “ocidentalização”, indesejada pelos vizinhos árabes. Para os vizinhos árabes, quanto pior melhor. Os Palestinianos são vítimas dos seus “irmãos” que os exploram como carne para canhão.

20. Entristece-me ver como o anti-semitismo anda por aí à solta, principalmente pelos lados da ignorância e rápido emprenhamento. E mete-me igualmente impressão ver pessoas que vivem de forma confortável e segura na Europa, a julgar com a maior das facilidades a forma como Israel decide proteger-se de quem quer a sua destruição. Israel é um país democrático que já teve governos de esquerda como de direita, um país onde se é livre e se pode criticar tudo, mesmo estas actuações recentes (vide o caso do Nobel Amos Oz). Independentemente da tendência política dos governos, a solução militar tem-se mantido de forma mais ou menos inalterada. Será que todos os políticos israelitas, independentemente do espectro político a que pertençam, são “nazis-sionistas-belicistas” ou outra idiotice qualquer ou será que tal resulta essa de uma determinação incontornável por parte dos seus inimigos em destruir Israel?

Fico com a esperança que alguns dos meus amigos a partir de agora já não sejam tão céleres a apontar o dedo a Israel. A não ser que concordem com o tio Adolfo: ainda restaram uns quantos badamecos!

3 comentários:

Labrosca disse...

Até que enfim.
Alguém que não está sempre a defender os coitaditos dos palestinianos.Os Israelitas é que são maus, os malandros.
Há maus e bons dos dois lados.
Não é aceitável ver o que se quer ver com um olho e com o outro fechado quando não interessa.
Prepara-te Vital.
Vais ter muitos comentários a cascar-te.

Óscar disse...

Uma sugestão e um comentário:

A minha sugestão é que apresentes esses teus argumentos às famílias dos pacifistas que foram assassinados (e não mortos em combate!).

O comentário é o seguinte: contentes devem estar todos esses grupos extremistas, Al Qaeda incluído, pelo excelente trabalho de marketing que Israel acabou de realizar. Mais pressões da opinião pública irão acontecer em relação aos governos moderados dos países mulçumanos além de aumentarem, com toda a certeza, os ódios e engrossarem as fileiras dos candidatos a terroristas.

Vital disse...

Lá está: ali é que não vi pacifistas. Se aquilo são pacifistas o Hamas são os Superdragões. De resto, se as famílias entendessem os meus argumentos de certeza que não tinham ali os seus familiares...