quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Olá
É um prazer fazer parte desta Sexta-Feira e como tal muito obrigado pelo convite.
Vou participar dentro das minhas áreas de interesse, sendo a principal, a fotografia.
Até já.
terça-feira, 7 de outubro de 2008
Dinis Machado a fumar cigarrilhas no Bairro Alto do Céu

Só hoje soube da morte de Dinis Machado (por isso estranhei um documentário sobre ele na rtp no sábado, que vi, claro,) um dos meus autores mais secretos e bem guardados.
Tenho dois livrinhos dele: Reduto Quase Final e esse monumento vértice que é «O que diz Molero». Já tinha ouvido falar dele em meados dos anos 80 mas só o li mais tarde.
Depois vi a adaptação fantástica com o António Feio e o José Pedro Gomes; para mim é só a melhor peça que já vi em português. Acreditem, e se não acreditam tentem adquirir o DVD.
Foi-se um grande autor, um grande escritor e também um homem muito interessante. Basta ver o referido documentário.
Eu, se fosse escritor, queria ser assim: de um só livro. Contido.
À guisa de amuse-bouche deixo-vos este naco:
«Zuca iniciou o rapaz nos cigarros, primeiro com barbas de milho, depois com tabaco de onça, depois no Provisórios avulso, nos toques nas campainhas das portas, isto a desoras, no apalpar o traseiro às criadas do mercado, e depois fugir, bem entendido, nas mijadelas de parede a parede, o que fizer o esguicho mais pequeno é maricas e dos antigos...»
e por aí fora.
Espero que esteja a folhear pela enésima vez o Chandler tão do seu agrado enquanto fuma cigarrilhas umas atrás das outras no Bairro Alto do Céu.
Livros (novidades)
O primeiro é do Záfon. Gostei imenso do “A sombra do vento” apesar de ter reconhecido a crítica do monami Óscar.
O segundo, provavelmente mais profundo (mas talvez mais pesado), é do Sándor Márai.

Sinopse
Na Barcelona turbulenta dos anos 20, um jovem escritor obcecado com um amor impossível recebe de um misterioso editor a proposta para escrever um livro como nunca existiu a troco de uma fortuna e, talvez, muito mais.
Com deslumbrante estilo e impecável precisão narrativa, o autor de A Sombra do Vento transporta-nos de novo para a Barcelona do Cemitério dos Livros Esquecidos, para nos oferecer uma aventura de intriga, romance e tragédia, através de um labirinto de segredos onde o fascínio pelos livros, a paixão e a amizade se conjugam num relato magistral.
Excerto da obra
«Um escritor nunca esquece a primeira vez em que aceita umas moedas ou um elogio a troco de uma história. Nunca esquece a primeira vez em que sente no sangue o doce veneno da vaidade e acredita que, se conseguir que ninguém descubra a sua falta de talento, o sonho da literatura será capaz de lhe dar um tecto, um prato de comida quente ao fim do dia e aquilo por que mais anseia: ver o seu nome impresso num miserável pedaço de papel que certamente lhe sobreviverá. Um escritor está condenado a recordar esse momento pois nessa altura já está perdido e a sua alma tem preço.»

Sinopse
Mestre das paixões, neste romance Sándor Márai dedica-se não aos triângulos amorosos mas a outras questões igualmente susceptíveis de despertar emoções fortes: o que une um grupo de jovens revoltados contra tudo e a tudo dispostos.
E arrisca-se a levar o leitor ao centro de um enredo de erros e fúrias, cumplicidades e traições, sofrimento e cobardia –de inconfessáveis atracçõese de ambíguas repulsas. Porque trata das vicissitudes e aventuras de um grupo de rapazes, ou melhor, um bando, como se definem a si próprios, no final da Primavera de 1918, numa pequena cidade da Hungria distante da frente e onde a vida, aparentemente calma, é profundamente abalada pela guerra.
Entregues a si próprios enquanto os pais combatem na frente, estes rapazes decidem libertar os demónios da sua revolta impelidos por um ódio ardente contra o mundo, pela sua imaginação e pela sua arrogância –e também por um erotismo, tão mais aceso quanto mais implícito –, deixando a guerra para o mundo dos adultos e inventando jogos demasiado perigosos. Um obscuro actorque se torna o seu mentor oculto, envolvendo-os nas suas perversas tramóias, acabará conduzindo-os a um trágico e inevitável epílogo.
A crise que nos afunda
Um primeiro passo talvez seja encararmos as situações com humor. É por esta razão que partilho convosco este genial video-clip: "The Last Laugh".
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Letra
Ele ia ele de porta em porta e lá recebia 5€, 10€, até que chegou a uma porta onde uma loira linda de 1.90m o convidou a entrar.
Lá entrou desconfiado, depois ela disse-lhe para subir com ele para o quarto, e lá foram os dois e ali começaram a fazer amor à bruta...
Quando acabaram, a loira pediu-lhe para ir à cozinha com ela, puxa da carteira e dá-lhe 1€.
O carteiro não entendendo nada perguntou porque tinha feito aquilo:
- Foi o que o meu marido me disse para fazer: Fode o carteiro, dá-lhe um Euro!
Golfe: a segunda lição
12. Pega forte: face fechada - três nós visíveis provoca um draw - curva para a esquerda
13. Pega do putter: elimine golpe de pulso.
Pouse-o no solo. Três dedos em ângulo recto. Três dedos da direita logo abaixo. Polegar esquerdo ao longo do centro do grip e prepare o direito.
Coloque o direito sobre o esquerdo.
Indicador esquerdo sobrepõe-se e pressiona a mão direita.
O mindinho direito sobrepõe-se aos nós da esquerda.
14. Pega Langer usa o antebraço como uma tala para não mexer o pulso.
15. Colocar-se à bola
Imagine uma linha de caminho de ferro. Você num carril, a bola no outro. Base do taco perpendicular ao alinhamento do alvo. Cotovelos apontam às ancas. Braço esquerdo esticado, direito flectido e relaxado.
16. Três posições da bola.
driver: logo após o interior do pé esquerdo (muito à frente)
ferro médio: 5 ou 6 entre o centro do stance e o calcanhar esquerdo (pouco à frente)
ferro curto e com loft muito aberto: coloque a bola no centro do stance (a meio)
17. Oriente-se para o alvo.
Alinhe a face do taco para o alvo
Alinhe o corpo com o taco
Pegue no taco com os braços à frente.
Pense para onde quer enviar a bola e não no swing. Observe o alvo. Olhe para a bola e mantenha o queixo levantado para a rotação do corpo.
Mantenha as mão no grip.
A base do taco perpendicular ao alvo.
Corpo em ângulo recto em relação à base do taco.
18. Postura.
Direito. Dobre para a frente pelas ancas e não pela cintura. Coluna direita. Ancas e pélvica afastadas para rodar. Ombro, cotovelo e joelho em linha. Dobre os joelhos. Queixo longe do peito. Olhar pelo nariz para a bola. Ombros pendem livremente. Ferro curto ou médio. Ombro, braço e vareta alinhados. Cabeça parada. Ombro direito mais abaixo. Braço direito ligeiramente dobrado e relaxado.
Dobrado, o taco no ombro direito tem de roçar no joelho direito.
19. Olhe para a traseira da bola e não para o topo. Fixe uma marca da relva à frente da bola. Aponte a face do taco para essa marca. Pé esquerdo nas onze horas e direito na uma para um swing completo.
20. Distribuir o peso: madeiras e ferros compridos: 60:40 sobre o lado direito. 50:50 para médios. 60% para a direita nos curtos e abertos.
Para iniciar a semana
domingo, 5 de outubro de 2008
Em jeito de mea culpa e também de perdoa-me, aqui fica para a posteridade e para quem pesquisar na net.
15h00 - Lançamento do livro UMA ESCOLA SEM MUROS, de Paulo Gandra.
O Parque Biológico de Gaia vai lançar no próximo dia 4 de Outubro, sábado, às 15h00, o livro UMA ESCOLA SEM MUROS, de Paulo Gandra.
O autor compartilha com os leitores algum do esforço de sensibilização ambiental feito a favor dos seus alunos, o que resulta do facto de ser um biólogo de formação a fazer uma coisa cada vez mais rara e necessária, que é a divulgação científica.
Se eu já estiver morto,
As flores florirão da mesma maneira
E as árvores não serão menos verdes que na Primavera passada.
A realidade não precisa de mim.
Sinto uma alegria enorme
Ao pensar que a minha morte não tem importância nenhuma
Se soubesse que amanhã morria
E a Primavera era depois de amanhã,
Morreria contente, porque ela era depois de amanhã.
Se esse é o seu tempo, quando havia ela de vir senão no seu tempo?
Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo;
E gosto porque assim seria, mesmo que eu não gostasse.
Por isso, se morrer agora, morro contente,
Porque tudo é real e tudo está certo.
Podem rezar latim sobre o meu caixão, se quiserem.
Se quiserem, podem dançar e cantar à roda dele.
Não tenho preferências para quando já não puder ter preferências.
O que for, quando for, é que será o que é.
Boa semana de trabalho para todos os amigos MONAMIS6F
Desculpa, parabéns e um poema (tem paciência, Tullius)
A DESCULPA vai para o Oscar porque esqueci-me do lançamento do livro e isso é imperdoável. E como penitência vou comprar dois exemplares e ler os dois seguidos.
E mais: vou promovê-lo, anunciá-lo e comprar mais dois em nome de amigos...
Os parabéns vão para o Deibaidei - verdadeiro rabeta no que toca a contribuições para o blogue - mas mestre se o flautismo é dele como creio na música que o Oscar apresentou. É de grande classe.
E agora os poemas:
José Gomes Ferreira
(Porto, 1900-1985)
«Viver sempre também cansa!»
Viver sempre também cansa!
O sol é sempre o mesmo e o céu azul
ora é azul, nitidamente azul,
ora é cinza, negro, quase verde...
Mas nunca tem a cor inesperada.
O Mundo não se modifica.
As árvores dão flores,
folhas, frutos e pássaros
como máquinas verdes.
As paisagens também não se transformam.
Não cai neve vermelha,
não há flores que voem,
a lua não tem olhos
e ninguém vai pintar olhos à lua.
Tudo é igual, mecânico e exacto.
Ainda por cima os homens são os homens.
Soluçam, bebem, riem e digerem
sem imaginação.
E há bairros miseráveis, sempre os mesmos,
discursos de Mussolini,
guerras, orgulhos em transe,
automóveis de corrida...
E obrigam-me a viver até à Morte!
Pois não era mais humano
morrer por um bocadinho,
de vez em quando,
e recomeçar depois,
achando tudo mais novo?
Ah! se eu pudesse suicidar-me por seis meses,
morrer em cima dum divã
com a cabeça sobre uma almofada,
confiante e sereno por saber
que tu velavas, meu amor do Norte.
Quando viessem perguntar por mim,
havias de dizer com teu sorriso
onde arde um coração em melodia:
"Matou-se esta manhã.
Agora não o vou ressuscitar
por uma bagatela."
E virias depois, suavemente,
velar por mim, subtil e cuidadosa,
pé ante pé, não fosses acordar
a Morte ainda menina no meu colo...
Seis às sete: Let there be love
Parabéns Deibaidei!
Seis às sete - Let there be love