terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Ponselle - Elegia de Massenet

E assim vamos cantando e rindo...

Esta notícia circula em vários blogues que versam a área da educação. Porque me parece bastante relevante, trago-a ao nosso espaço.

"A decisão final do processo disciplinar aos alunos da Escola do Cerco tem, independentemente de outros aspectos mais ou menos passíveis de discussão, um erro enorme e uma mensagem implícita profundamente perturbadora.
A aluna que filmou a ocorrência é quem levou o castigo maior (oito dias, em vez dos cinco para os alunos que praticaram os actos), alegadamente porque terá mentido sobre a gravação.
Pois, sim, sabemos…
Eu acredito mesmo no coelhinho da Páscoa.
A mensagem clara é: façam o que fizerem (batam, esfolem, intimidem, gozem, brinquem, desrespeitem) mas, por favor, não filmem e muito menos divulguem para que se saiba.
Note-se que os factos já eram do conhecimento do órgão de gestão da escola (que os conheceu no próprio dia), só sendo despoletado o procedimento disciplinar quando a situação transbordou para a opinião pública."

Fonte: A Educação do meu umbigo

Afinal, o teu ídolo sou eu...

Eu sou o teu grande exemplo, o teu ídolo. Queres ver? (Não espreites a resposta)


1) Escolhe o teu número preferido de 1 a 9
2) Multiplica por 3
3) Soma 3 ao resultado
4) Multiplica o resultado por 3
5) Soma os dígitos do resultado



Vê o número que corresponde ao teu exemplo de vida



1. Albert Einstein
2. Nelson Mandela
3. Ayrton Senna
4. Helen Keller
5. Bill Gates
6. Gandhi
7. George Clooney
8. Thomas Edison
9. Eu, o Vital
10.Abraham Lincoln

Pois é...

Um dia ainda chegas lá...
P.S.: Pára de escolher outros números, eu sou o teu ídolo, admite...

Nova Mesquita?


Chegou-me isto à caixa de correio. Não resisti a partilhar!

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Belén Pérez Muñiz: mais uma diva da MPB

No Brasil, os músicos e os jogadores de futebol crescem como cogumelos. Belén Pérez Muñiz, embora tenha ascendência argentina, viveu a sua infância e juventude no país do Samba. O seu pai, Coco Pérez, foi músico e pianista de jazz, além de proprietário do lendário café-concerto “La Fusa”, pelo que conviveu com grandes artistas da MPB como Nana y Dori Caymmi, Toquinho, Chico Buarque, Zé Renato, Joyce, Maria Bethânia e Vinicius de Moraes, entre outros. Foi, aliás, com Vinicius que se lançou no mundo do espectáculo.

Deixo aqui dois temas:
“O Bêbado e a Equilibrista”, o primeiro, é acompanhado magistralmente pelo baixista que, pasme-se, usa o baixo como se de um violão se tratasse. Su-bli-me!
O segundo, é o clássico “Você e Eu”. Atenção, Deibaidei! Podes lá encontrar uns bons solos de flauta!



Quase meio século depois...

domingo, 11 de janeiro de 2009

sábado, 10 de janeiro de 2009

Eis a primeira lista de 2009

Eu nunca fui ao Japão
Eu nunca irei esquecer a minha avó A. – nem daqui a 50 anos
Eu nunca chumbei na escola
Eu nunca beijei um homem na boca
Eu nunca mais serei esmagado por uma relação
Eu nunca tenho a casa arrumada mais de duas horas
Eu nunca irei pôr um piercing
Eu nunca tive um Bom a Matemática
Eu nunca consegui deixar de roer as unhas
Eu nunca perco a cabeça
Eu nunca comi golfinho
Eu nunca li o Ulisses
Eu nunca fiquei em último lugar em nada
Eu nunca fico a dormir em dias importantes
Eu nunca fiz amor num avião
Eu nunca comi rena
Eu nunca saltei de pára-quedas


mas,

Eu já fiz mais de 3 mil quilómetros para ir ver uma mulher
Eu já fiz amor no mar
Eu já vi um concerto do Frank Sinatra
Eu já trabalhei num jornal
Eu já fiz dezenas de notícias
Eu já caí de um cavalo
Eu já fiquei vários dias sem tomar banho
Eu já chorei por amor
Eu já vi um concerto dos Pink Floyd em Paris
Eu já fui pior pessoa
Eu já li um livro por mês
Eu já fui para a cama com uma mulher que conheci nessa noite
Eu já abracei um homem e disse que gostava muito dele
Eu já levei umas facadas no Bairro Alto
Eu já ganhei um torneio de ténis
Eu já fiz inter-rails
Eu já falei com o Tony Bennett
Eu já fui a Londres uma porrada de vezes
Eu já estive em quatro continentes
Eu já comprei vários livros iguais
Eu já fiz uma pós-graduação
Eu já pensei em largar tudo e ficar com uma pessoa que hoje nem se lembra de mim
Eu já fiz um slogan que ainda anda aí
Eu já quis morrer
Eu já menti para não magoar
Eu já menti para magoar
Eu já pensei nunca mais ser feliz
Eu já pensei nunca mais ser tão infeliz
Eu já me apaixonei sem conhecer a pessoa
Eu já tive muitas namoradas
Eu já paguei 2,50 euros por um quarto de hotel
Eu já fiz amor numa praia deserta
Eu já andei de baloiço depois de adulto
Eu já estive em Helsínquia, Luanda, Rio de Janeiro e Miami
Eu já assisti a um show de dança de varão
Eu já fiz amor num comboio
Eu já fui o menos popular
Eu já andei de camelo
Eu já me apaixonei por uma amiga
Eu já soube muito de Direito
Eu já fiz figuras tristes
Eu já fiz a primeira comunhão
Eu já pedi desejos a estrelas cadentes
Eu já fiz campismo selvagem
Eu já dei sangue
Eu já fiz amor num corredor de um shopping
Eu já fui alvo de chacota
Eu já fiz rádio na universidade
Eu já vi a Mona Lisa
Eu já agi por impulso
Eu já tive muita sorte
Eu já apostei tudo e perdi
Eu já ganhei e perdi tantos jás
Eu já me apaixonei perdidamente
Eu já fui abandonado dolorosamente
Eu já mudei de casa mais de 10 vezes
Eu já não sei o que escrever...

Fechado para arte!

Ah, o que é a arte e tal...
Para mim é uma conversa da treta. Arte é tudo o que te toca. Ponto final. O resto são balelas semióticas, simióticas ou... idióticas.
A propósito conto uma historieta: no local onde trabalho há uns anos fizemos uma exposição de arte contemporânea, com muitos artistas e grandes peças. Como sempre, a montagem foi até ao último segundo.
Um dos carpinteiros que trabalhava numa mesa tinha um copo de plástico com água pelo meio onde apagou o último cigarro (ainda se fumava dentro de portas). E esqueceu-se dela na bancada que suportava as várias peças escultóricas de um dos artistas. A água amareleceu e não é que o copito nem estava desfasado dos restantes materiais!?. As senhoras da limpeza não sabendo o que fazer, deixaram ficar. Pois, até se telefonar ao artista para se saber se fazia parte ou não da instalação, foi um corropio de curiosos que tiravam fotografias, comentavam, abanavam que sim com a cabeça, etc. Portanto...
Sobre o que é arte estamos conversados...

Que reste-t-il de nous amours?


Fui buscar a imagem aqui

Que reste-t-il de nous amours é um belíssimo tema da responsabilidade de Charles Trenet. Há cerca de um ano tropecei, por acaso, na versão que aqui apresento. Fiquei verdadeiramente deliciado! Procurei-a por diversas vezes para a deixar aqui. Finalmente posso-a partilhar no monami6f.

Uma pequena nota sobre os intérpretes:
Dona de um swing extraordinário, a baiana Rosa Passos é considerada pelos aficionados como a versão feminina de João Gilberto. Como o cantor, Rosa possui uma voz cálida, doce, afinadíssima. Sua simpatia e criatividade converteram-na numa das maiores estrelas da moderna MPB, com influências do jazz e do samba.
Henri Gabriel Salvador, nascido em Caien, em 1917, e falecido recentemente em Paris, em 2008, foi um cantor, compositor e guitarrista francês de jazz. Foi verdadeiramente um francês com alma de bossa nova.

Rosa Passos - Que reste-t-il de nos amours

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Reciclagem

Em 2009 protege o ambiente: envia o governo para a reciclagem!
No amarelo, que é para a lata!..

A arte no monami6f: um novo contributo

A polémica em torno do conceito de arte, que tem surgido no monami6f, interessa-me particularmente. Honra seja feita ao Tulius por ter trazido o tema à discussão. O texto que a seguir publico é da autoria do Rui, do Bananakillers. Parece-me um contributo não desprezível para a nossa tertúlia. Afinal a banda juvenil (???) também produz coisas interessantes!..

"O que é um escultor? No tempo do Rodin ou do Soares dos Reis, a resposta parecia mais fácil. Muito simplesmente porque aquilo que era considerado escultura era claramente balizado (começando pelos próprios materiais e linguagem) e não só o domínio da técnica como o acesso eram restritos. De uma forma geral, as formas de expressão são actualmente bem menos espartilhadas num género específico (são até por vezes “transdisciplinares”) e não parecem ser os materiais, as técnicas ou até os métodos que inibem a pretensão de comunicar. Esta possibilidade de democratização e, de certa forma, por consequência, de aparente possibilidade de ser artista à margem da aprovação da elite, levanta obviamente a questão da triagem. O que é um artista? Quem é artista? Quem é bom artista? Já me tinha colocado questões idênticas relativamente à minha área, mas confesso que sempre tropecei alegremente na quase novidade desta possibilidade de novo século que é a questão da acessibilidade e descansou-me recordar que a fotografia, por exemplo, encontrou o seu caminho durante o século XX e parece estar razoavelmente preparada para lidar com uma nova e gigantesca vaga de acessibilidade e simultaneamente uma alteração de fundo nas suas técnicas.E então, o que é um escultor? Assim parece simples: aquele que faz esculturas. E o que é uma escultura? Uma obra produzida por um escultor. Porreiro. E o que é a disciplina a que se chama Escultura? É uma das artes plásticas cujo meio de expressão é o volume e a forma. Para um fotógrafo a definição também será pacífica. E vamos por aí fora, surfando na espuma dos dicionários e abrindo a possibilidade universal de se ser artista. Parece-me bem. Muito fresco, novo e conveniente.Mas então lembro-me de uma coisa que já acontece há séculos: escrever qualquer pessoa escreve, o que torna potencialmente escritor todo o individuo que não seja analfabeto e que consiga transpor uma ideia para a linguagem das letras e das palavras. Ora, isso parece não acontecer exactamente assim. Parece haver uma diferenciação entre a análise das capacidades individuais e do alcance do discurso de quem produz texto e de quem produz esculturas ou fotografias. E esta desproporcionalidade faz-me voltar ao início e repensar as definições e a aferição de qualidade.À distância, o mundo do Bernini ou do Dante parecia muito mais simples. Mas agora é muito mais divertido e pequeno. Assim de brincar."

Por falar em arte, já que estou com a mão na massa... do bananakillers, aqui fica também uma sugestão musical proposta pelo Sérgio que é muuuito ao meu gosto:

Rachel's: Family Portrait (Music for Egon Schiele)


Ver tudo em Banana Killers & Co.

A respeito de algumas obras de arte



Escrevo estas linhas como comentário ao artigo do Tulius Detritus do dia 1 deste mês com o titulo "Jimmie Durham".

Sobre o artigo, eu gostaria de começar por dizer que a Arte é algo que ainda não está definido na sua totalidade.
O problema da não compreensão do que está exposto e a ridicularização do mesmo, é um tema recorrente da nossa praça.
Um dos primeiros artistas a revolucionar o sistema ( e revolução é a palavra exacta ) foi Marcel Duchamp (França, 28 de Julho de 1887 / Nova York, 2 de Out. de 1968).
Este artista (pintor e escultor) enviou para concurso um urinol acabado de comprar numa loja da especialidade. Assinou-o e deu-lhe o titulo de "A Fonte".
A utilização numa obra de arte de algo que não tivesse sido integralmente produzida pelo artista era coisa que até aí nunca tinha sido realizada.
Outros artistas se seguiram com maior ou menor vanguardismo. Por exemplo, Picasso começou por realizar colagens.
Talvez a principal revolução tenha sido a maneira como a Arte passou a ser entendida a partir daí.
Qualquer objecto poder-se-ia transformar em obra de arte. Assim a essência da Arte não está no fazer, mas sim à posterior. A essência da Arte está no olhar e no ver.
Ao mesmo tempo a criatividade passa do mundo interior do fazer para o mundo interior do olhar.

Após esta breve explicação e passando mais da teoria à realidade, gostaria de lembrar que a própria Fotografia tão querida dos nossos bloguistas só recentemente se equiparou às outras formas de arte ditas clássicas. Porquê? Porque não era entendida como tal.
Stravinsky foi apupado e vaiado na apresentação da sua "Sagração da Primavera". Porquê? Porque as pessoas não estavam preparadas para ouvir os sons produzidos pela música deste compositor.
Isto não quer dizer, obviamente, que temos de gostar e de concordar com tudo o que vemos e ouvimos. Pelo menos podemos tentar (fazer o esforço para...) compreender ou imaginar qual a mensagem ideia ou perspectiva que o artista quer tentar fazer passar.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

O meu contributo para a crise...

No início de 1998, por razões de índole profissional, acompanhei um evento qualquer da Liga Portuguesa de Futebol na Exponor e o governante indicado para presidir ao evento (lembro-me que muito bem vestido) chegou mais cedo que o major Valentim e lá tivemos todos de ficar ali à porta da sala a fazer conversa... de sala.
Depois de termos falado do tempo e do futebol, fomos para a política e eu num verdadeiro momento de zandinguismo mayêutico disse à guisa de brincadeira:
- «O senhor é que dava um bom primeiro-ministro...». Gargalhada geral.
«Oh, não, não diga isso, estamos muito bem servidos como estamos», foi a resposta.
O membro do Governo era José Sócrates e o resto é história... recente.

Amanhã vou estar novamente com ele. Alguns recados? Porque previsões já não volto a fazer...

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

A era do medo

Imagem: O grito, Edward Munch

Vivemos actualmente na era do medo. A toda a hora deparamos com notícias alarmistas de diferentes proveniências. Vejamos alguns exemplos:

- Pneumonia atípica: "O tipo de pneumonia atípica que alarmou o mundo, em 2002..." (DN ONLINE, 2003)
- Gripe das aves: " a acontecer a transmissão entre humanos, pode assistir-se a uma epidemia mundial..." (Sapo Saúde, 2004)
- Diminuição da camada do ozono: "... cancro de pele e cegueira são as duas principais maleitas de que este filtro nos protege. No entanto, nos anos 1980 descobriu-se que este nosso escudo tem uma brecha, que de facto é um gigantesco buraco..." (Naturlink, 2000)
- Aquecimento global: "Portugal será um dos países mais afectados com as alterações climáticas nas próximas décadas... (Visão, 2007)
- Terrorismo: "O terror é uma ameaça global, e não somente a Israel ou aos Estados Unidos. Os países que não percebem isto, é porque não entendem ou não querem entender a ameaça que existe..." (Publico, 2001)
...

Isto para não falar dos alertas amarelos, laranjas, vermelhos, azuis, cor-de-rosa,... a propósito do frio, da chuva, dos incêndios, do vento, ...

Este ano o que está a dar é a crise. Emprenhamos a crise pelas orelhas dentro todos os santos minutos.

Já sabemos que viver é um risco. Mas é caso para dizer: "Não havia necessidade... de nos azucrinarem constantemente o juízo com notícias alarmistas!...".
A cultura do medo está globalizada e os media são os principais responsáveis. No entanto... nunca antes estivemos tão seguros do nosso futuro, do nosso presente. Basta lembrar, por exemplo, que na Idade Média a esperança de vida de um homem andava pelos trinta e poucos anos. Mas mesmo assim o medo ocupa nas nossas vidas um espaço desproporcionado.

Relaxar, é preciso! E, já agora, apreciemos a vida sem medos nem complexos!

Veja-se aqui, a este propósito, o artigo "A crise está em crise" do Ricardo Araújo Pereira.