domingo, 9 de maio de 2010

180 Graus

Portugal ao fim de 800 anos ainda não aprendeu?
A direcção certa não é Europa.
A direcção certa é Africa.

sábado, 8 de maio de 2010

A função do MEDÍOCRE

Medíocre mais
medríocre menos
ou simplesmente medíocre.
Hitler não pensaria duas vezes.Eliminados.Banidos.
Darwin via neles uma forma da natureza evoluir.
Nietzsche, diria que no convívio com sábios e artistas facilmente nos enganamos no sentido oposto: não é raro encontrarmos por detrás dum sábio notável um homem medíocre, e muitas vezes por detrás de um artista medíocre um homem muito notável.
Vergílio Ferreira perguntaria Porque é que dizes quem me dera ser feliz e não dizes quem me dera ser medíocre? Porque dirias a mesma coisa. E o que provas ao dizê-lo é só que afinal já o eras.
Confúcio diria que o homem de bem exige tudo de si próprio; o homem medíocre espera tudo dos outros.
Alguém disse que pessoas sábias falam sobre idéias, pessoas comuns falam sobre coisas e pessoas medíocres falam sobre pessoas.
William Ward disse que o professor medíocre relata. O bom professor explica. O professor superior demonstra. O grande professor inspira.

E nós?
Como nos avaliamos e como vemos ou outros?

Canoas do Tejo

Este bonito tema, interpretado pelo Carlos do Carmo, veio no lote de vinil que referi no anterior post.
Não interessará a ninguém, que não a mim, saber que, sempre que ouço este fado, vêem-me as lágrimas aos olhos.
Saudades do tempo de estudante em Lisboa?

Transtorno Obsessivo-Compulsivo

É uma grata obrigação partilhar com os monami6f a minha felicidade pela compra, ao início da noite de ontem, numa casa de artigos usados da cidade do Porto, de vários discos de vinil de qualidade absoluta, nomeadamente com a chancela "DECCA-London ffrr", "His Master's Voice"..., tais como:
La Sonnambula - Bellini; Romani
Norma - Bellini
Rigoletto - Giuseppe Verdi
La Traviata - Giuseppe Verdi
La Forza del Destino - Giuseppe Verdi
La Bohème - Puccini
Sinfonia n.º5 - Beethoven
Sonatas n.º8(Pathétique),n.º14(Mondschein),n.º23(Appassionata)- Beethoven
Fausto - Gounod
Don Pasquale - Gaetano Donizetti
Edith Piaf.
É a recompensa de uma procura incessante, quase obsessiva.
Mais um pouco, conduzirá ao auto-diagnóstico de Transtorno Obsessivo-Compulsivo.
Paciência.
Fica o conforto de ter pago 0,60 € por cada uma destas preciosidades, o deleite de as ouvir sempre que queira e de as juntar à colecção.



sexta-feira, 7 de maio de 2010

Há um bocadinho de Neandertal dentro de nós...


Já suspeitava! Ainda hoje o pai de uma aluna teve a oportunidade de mo confirmar.


Ver notícia aqui

Tim Burton

Hoje, abro-vos a porta a uma visita na galeria virtual de Tim Burton. Apreciem não só a obra, mas sobretudo o site. Magnífico!

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Ângelo Ribeiro, o escultor

Monumento aos trabalhadores têxteis (Seia)


Caminhantes no plano


Horizontes de partilha


Algas do meu mar

O que diferencia um artista famoso de todos os outros que nunca chegam a sair do anonimato? Aparentemente a resposta é simples: a qualidade. No entanto a realidade não é assim tão linear...

Quais serão então os parâmetros que definem a qualidade de uma obra artística? A técnica? A criatividade e a inovação? A estética, ou o conceito que fundamenta a obra artística? É evidente que este é um mundo de relatividade absoluta onde, como reflectia num post anterior, talvez somente o tempo se encarregue de seriar aquilo que é bom da mediocridade muitas vezes ostentatória de muitas das obras produzidas.
Para um artista ver reconhecido o seu trabalho precisa, para além da qualidade, do factor sorte e de bons padrinhos que assegurem a sua visibilidade.

Ângelo Ribeiro é um amigo escultor que, para além da sua excepcional capacidade de ensinar, possui uma vasta obra de que, na minha modesta opinião, se pode francamente orgulhar. É porventura um daqueles talentos que irão passar mais ou menos despercebidos num panorama artístico francamente competitivo, injusto e arbitrário.

Ver mais aqui e aqui.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Impactos do post anterior...

Deixo aqui só mais as palavras do poeta que a todo o momento me vieram à memória enquanto esgravatava furiosamente no meu intelecto procurando encontrar a forma mais adequada de transmitir as ideias que exprimi no post anterior. Palavras simples e certeiras as de Caeiro (Pessoa)!


Há metafísica bastante em não pensar em nada

O que penso eu do mundo?
Sei lá o que penso do mundo!
Se eu adoecesse pensaria nisso.

Que idéia tenho eu das cousas?
Que opinião tenho sobre as causas e os efeitos?
Que tenho eu meditado sobre Deus e a alma
E sobre a criação do Mundo?

Não sei. Para mim pensar nisso é fechar os olhos
E não pensar. É correr as cortinas
Da minha janela (mas ela não tem cortinas).

O mistério das cousas? Sei lá o que é mistério!
O único mistério é haver quem pense no mistério.
Quem está ao sol e fecha os olhos,
Começa a não saber o que é o sol
E a pensar muitas cousas cheias de calor.
Mas abre os olhos e vê o sol,
E já não pode pensar em nada,
Porque a luz do sol vale mais que os pensamentos
De todos os filósofos e de todos os poetas.
A luz do sol não sabe o que faz
E por isso não erra e é comum e boa.

Metafísica? Que metafísica têm aquelas árvores?
A de serem verdes e copadas e de terem ramos
E a de dar fruto na sua hora, o que não nos faz pensar,
A nós, que não sabemos dar por elas.
Mas que melhor metafísica que a delas,
Que é a de não saber para que vivem
Nem saber que o não sabem?

"Constituição íntima das cousas"...
"Sentido íntimo do Universo"...
Tudo isto é falso, tudo isto não quer dizer nada.
É incrível que se possa pensar em cousas dessas.
É como pensar em razões e fins
Quando o começo da manhã está raiando, e pelos lados das árvores
Um vago ouro lustroso vai perdendo a escuridão.

Pensar no sentido íntimo das cousas
É acrescentado, como pensar na saúde
Ou levar um copo à água das fontes.

O único sentido íntimo das cousas
É elas não terem sentido íntimo nenhum.
Não acredito em Deus porque nunca o vi.
Se ele quisesse que eu acreditasse nele,
Sem dúvida que viria falar comigo
E entraria pela minha porta dentro
Dizendo-me, Aqui estou!

(Isto é talvez ridículo aos ouvidos
De quem, por não saber o que é olhar para as cousas,
Não compreende quem fala delas
Com o modo de falar que reparar para elas ensina.)

Mas se Deus é as flores e as árvores
E os montes e sol e o luar,
Então acredito nele,
Então acredito nele a toda a hora,
E a minha vida é toda uma oração e uma missa,
E uma comunhão com os olhos e pelos ouvidos.

Mas se Deus é as árvores e as flores
E os montes e o luar e o sol,
Para que lhe chamo eu Deus?
Chamo-lhe flores e árvores e montes e sol e luar;
Porque, se ele se fez, para eu o ver,
Sol e luar e flores e árvores e montes,
Se ele me aparece como sendo árvores e montes
E luar e sol e flores,
É que ele quer que eu o conheça
Como árvores e montes e flores e luar e sol.

E por isso eu obedeço-lhe,
(Que mais sei eu de Deus que Deus de si próprio?).
Obedeço-lhe a viver, espontaneamente,
Como quem abre os olhos e vê,
E chamo-lhe luar e sol e flores e árvores e montes,
E amo-o sem pensar nele,
E penso-o vendo e ouvindo,
E ando com ele a toda a hora.

Africa a preto-e-branco







A maioria dos fotógrafos de natureza preocupa-se em captar imagens da vida selvagem partindo do pressuposto que esta é em si a fonte de uma beleza e de uma estética primordiais (por oposição a uma arte mais conceptual nascida da criatividade e do engenho humanos). Uma planta rara no seu habitat ou um animal observado em liberdade são motivos que geram nos amantes da natureza fascínio, plenitude e comoção, sentimentos semelhantes àqueles que afloram aquando da audição de uma grande peça musical ou da visualização de um quadro de um artista famoso. Pelo facto de valorizarem especialmente estes seres selvagens, os fotógrafos de natureza tentam na maioria das vezes captá-los de uma forma o mais fiel possível dando especial enfoque à dimensão do sujeito fotografado, à nitidez da imagem, à cor e ao contraste, numa tentativa de partilharem com os outros aquilo que foi a sua experiência sensorial.

O jovem fotógrafo inglês Nick Brandt trouxe outra dimensão à fotografia de vida selvagem: ao optar por fotografar próximo dos animais usando grande-angulares - em vez de usar teleobjectivas - e valorizar os enquadramentos e o meio envolvente - para além do sujeito principal da fotografia -, Brandt oferece-nos imagens a preto-e-branco de uma beleza esmagadora que por certo satisfazem públicos bem mais vastos do que os habituais apreciadores da "Wildlife photography".


Ver mais aqui

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Joss Stone: Let the Good Times Roll

Uma bela inglesa, loura, com uma voz negra. Um tema cheio de swing. Esta é a primeira proposta da nova era monami6f.



Monami6f tem um novo visual

Aqui fica uma sugestão à consideração dos colaboradores. Digam da vossa justiça!

sábado, 1 de maio de 2010

Dia do Trabalhador












Trabalho e justiça social para todos!

Conta-me histórias da Grécia

30 de Abril de 2010.
21 horas.
Aterramos na Grécia, em plena crise económica como não há história.
O ambiente era diferente.
As pessoas eram diferentes.
Não muito diferentes.
No ar, uma mistura de agradáveis aromas de especiarias, ervas e exotismos vários.
Entre nós, a conversa desenvolvia-se como de habitual, com altos e nunca baixos, despreocupada e sem filtros, polémica QB, agradável até à 1 hora da madrugada.
O que se comeu e bebeu, comeu-se e bebeu-se.
Ponto final.
Todos gostaram, foram presenteados com a promessa da felicidade do trevo de quatro folhas.
Levantamos voo com diferentes rumos, assistindo mesmo a uma saída eléctrica/económica/ecológica de um dos elementos presentes.
Ficou provado mais uma vez que o monami6f é uma ideia digna de um Óscar.