sábado, 6 de dezembro de 2008

3 Olhares a P&B







O governo sombra

ELES QUEREM, PODEM, MAS NÃO MANDAM.
João Miguel Tavares, Pedro Mexia e Ricardo Araújo Pereira. Coordenação de Carlos Vaz Marques.
Programa da TSF:
6ªfeira: 19h00
sábado: 01h00 e 11h00

Tenho ouvido atentamente mais este excelente programa da TSF.
Aqui fica um exemplo: "A semana da ironia"

Publicidade e sexo




Publicidade e sexo são dois conceitos que muitas vezes andam associados. Isto, apesar de um estudo realizado por especialistas da "University College London" mostrar que o apelo sexual não é bom para vender produtos. A pesquisa indicou que o público tende a ignorar o conteúdo dos comerciais fixando-se nas mensagens sexuais mais ou menos subliminares...

Seja como for, alguns dos anúncios são muuuito bem apanhados!..

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Esta é a importância que os deputados deste país dão aos professores!!!

Chegou hoje à minha caixa de correio este mail enviado pelo Deibaidei. Não resisti a publicá-lo.

"Suspensão do modelo de avaliação não foi aprovada por faltas dos deputados. Um projecto do CDS-PP que recomendava a suspensão e simplificação da avaliação dos professores poderia ter sido aprovado no Parlamento, não fossem as ausências de deputados nas bancadas da oposição."

Artigo completo aqui.

Sites de referência


Para os menos atentos, informo que incluí na rubrica "Sites de Referência" mais dois endereços de excelência...

  • O primeiro, "Diplodocs", é um acervo de manuais espantoso; à data da publicação deste post continha 1.237.233 manuais de 5.364 marcas... até dá vontade de pegar nos manuais de tudo quanto é electrodoméstico e espetar com o papel no "papelão"!.. Chega ser um desafio interessante tentar encontrar um manual que não conste na colecção... querem o manual da "velhinha Pentax MX?.. ou o da guitarra Gibson Les Paul?.. ou daquele ferro de engomar que veio de casa da avó?.. está lá quase tudo!.. chega a ser difícil encontrar um manual que lá não conste... muitos deles em português... Sem dúvida que merece o lugar nos meus "Favoritos".
  • O segundo, "Ciberdúvidas da Língua Portuguesa", é um site que conheço, há já vários anos, cujo único defeito é o tempo que se perde (ou ganha!) em cada visita. Está longe da perfeição, do ponto de vista gráfico; garantidamente, a estética não é uma prioridade para os colaboradores do referido site. Contudo, qualquer dúvida relacionada com a Língua Portuguesa, se não constar já como respondida (o que é manifestamente improvável!), é cabalmente esclarecida num curtíssimo espaço de tempo. Fazendo juz ao meu nickname, para alguns colaboradores até deve ser o local ideal para esclarecer dúvidas sobre quando grafar "concelho" e "conselho", ou "passa-se" e "passasse", por exemplo... Além disso, contém artigos de opinião extraordinariamente bem escritos. A título de exemplo, recomendo (vivamente!) a leitura deste, escrito por Maria Filomena Mónica que escreve como eu gostaria de escrever quando for grande... :). Reconheço que é um pouco extenso, mas vale a pena o tempo dispendido; vale pela forma e pelo conteúdo.
Cliquem... aguardo o "fio-de-beque"... :)))))))))


Algumas Reflexões Sobre a Mulher

Algumas Reflexões Sobre a Mulher

Elas são as mães:
rompem do inferno, furam a treva,
arrastando
os seus mantos na poeira das estrelas.

Animais sonâmbulos,
dormem nos rios, na raiz do pão.

Na vulva sombria
é onde fazem o lume:
ali têm casa.
Em segredo, escondem
o latir lancinante dos seus cães.

Nos olhos, o relâmpago
negro do frio.

Longamente bebem
o silêncio
nas próprias mãos.

O olhar
desafia as aves:
o seu voo é mais fundo.

Sobre si se debruçam
a escutar
os passos do crepúsculo.

Despem-se ao espelho
para entrarem
nas águas da sombra.

É quando dançam que todos os caminhos
levam ao mar.

São elas que fabricam o mel,
o aroma do luar,
o branco da rosa.

Quando o galo canta
Desprendem-se
para serem orvalho.


Eugénio de Andrade

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Cai chuva. É noite. Uma pequena brisa,
Substitui o calor.
P'ra ser feliz tanta coisa é precisa.
Este luzir é melhor.

O que é a vida? O espaço é alguém pra mim.
Sonhando sou eu só.
A luzir, em quem não tem fim
E, sem querer, tem dó.

Extensa, leve, inútil passageira,
Ao roçar por mim traz
Uma ilusão de sonho, em cuja esteira
A minha vida jaz.

Barco indelével pelo espaço da alma,
Luz da candeia além
Da eterna ausência da ansiada calma,
Final do inútil bem.

Que, se quer, e, se veio, se desconhece
Que, se for, seria
O tédio de o haver... E a chuva cresce
Na noite agora fria.

Fernando Pessoa

Sabias que...


  • os chineses e os japoneses bebem chá quente durante as refeições? Nunca bebidas geladas! Nós também devíamos adoptar este hábito bastante salutar. Os líquidos gelados durante e após as refeições, solidificam os componentes oleosos dos alimentos, retardando a digestão. Reagem com os ácidos digestivos e são absorvidos pelo intestino mais depressa do que os alimentos sólidos, limitando o intestino e endurecendo as gorduras, que assim permanecerão por mais tempo no seu interior, tornando a digestão mais difícil e lenta. Daí o valor de um chá morno durante e depois de uma refeição. Facilita a digestão e amolece as gorduras para que possam ser expelidas mais rapidamente, o que também ajuda a emagrecer.

  • um cd (Compact Disc) tem capacidade para gravação de 74 minutos de áudio, porque o então presidente da Sony,inventora do cd, fez questão de que se conseguisse gravar a Nona Sinfonia de Beethoven num só disco?

O salvamento do BPP!

Esta operação de salvamento do BPP, realmente… enfurece-me!
Transcrevo, a propósito, o discurso no parlamento do meu amigo Paulo Rangel.
A lucidez e frontalidade deste deputado do PSD, fazem dele o melhor Primeiro-ministro que Portugal podia ter!

"A operação de intervenção estatal no Banco Privado Português, tal como até agora foi apresentada e explicada, suscita a maior perplexidade e apreensão – diria mesmo, sem receio das palavras, suscita a maior indignação.
(…)
Não vale a pena agitar aqui o papão do risco sistémico. É bem sabido que, pela sua dimensão, menos de meio por cento do crédito concedido à economia e sem rede comercial de retalho, não há qualquer risco sistémico associado ao BPP. Como, aliás, reconheciam ainda há dias o Ministro das Finanças e o Governador do Banco de Portugal. Resta saber o que os fez mudar tão radicalmente de opinião: que factos ou vicissitudes apareceram no BPP que, de um dia para o outro, justifiquem uma intervenção deste calibre?
Como pode o Governador do Banco de Portugal escandalizar-se com um aval de 750 milhões de euros, falar nuns “modestos” 45 milhões e agora achar imperativo e impreterível um apoio de 500 milhões?
(…)
Ter-se-á presente que a instituição em causa tem como cifra média dos depósitos e aplicações um valor que ronda os 250.000-300.000 euros e, em certas tipologias, 1.000.000 de euros? Será aceitável tratar da mesma e exacta maneira um depositante corrente ou normal e estes aplicadores de importâncias substanciais? Faz sentido que o comum dos contribuintes – sem nenhum retorno para a economia nacional – seja obrigado a suportar o risco do negócio alheio?
Será aceitável apoiar, nestes termos, uma instituição cuja natureza – na gestão de fundos e activos – está mais próxima da actividade bolsista do que da actividade bancária? A que título e com que fundamento vão os contribuintes sofrer as perdas e menos valias dos investidores? A que título e com que fundamento o Estado deve servir de garante aos riscos que os investidores assumiram conscientemente? Não será isso uma entorse inadmissível ao mercado?
Será razoável sustentar este concreto apoio, sem o estender às centenas de empresas do sector produtivo e altamente empregador que, com um aval para crédito, resolveriam as suas dificuldades?
E já agora quando se fala – para tentar dar um recorte moral e legal à operação em jogo – numa contra-garantia dos activos do BPP, onde está a lista detalhada dos bens em causa e uma avaliação imparcial dos mesmos?
Se os activos são tão prestáveis e valiosos, porque não foram suficientes para que o consórcio de bancos fizesse o seu empréstimo sem o aval do Estado, apenas com base nesses mesmos activos?
(…)
Que os contribuintes sejam chamados a custear os esforços das soluções para sairmos da crise financeira, é necessário e é admissível.
Mas nunca aceitaremos, em caso e em tempo algum, o lema de que o Governo se serviu para sustentar esta operação: “os contribuintes que paguem a crise”. Isso não, isso nunca."

Paulo Rangel

TED: As escolas matam a criatividade?

Desculpem-me voltar ao TED mas a verdade é que estou verdadeiramente fascinado. O conceito é, como diria o amigo Tulius, genial!!!
Descobri, entretanto, umas tantas conferências legendadas em português (marado!). Aqui fica mais uma (apresentada nos dois vídeos que seguem) que dá que pensar...

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Rap Pino Lino

Longe de ser o meu estilo de humor, não resisto a divulgar este apontamento que me parece genial...


TED: para beber até à última gota!

Tomei contacto com este site através da sugestão feita pela NF num comentário seu anterior.
Assistir às conferências lá publicadas é uma experiência fascinante! Gente do melhor nível, proveniente das mais diversas áreas do conhecimento e da arte, com uma capacidade de comunicação absolutamente extraordinária! É isto que está à nossa disposição em http://www.ted.com/

Eu sei. Nos tempos que correm as pessoas não têm paciência para ouvir durante 20 minutos um orador ainda por cima a falar em Inglês!..
Mas é pena. Gastamos tanto tempo a fazer coisas perfeitamente inúteis...
O que vos proponho é uma porta aberta ao conhecimento. Todos nós temos o direito (e o dever!) de nos cultivarmos. Aproveitemos esta oportunidade!

A título de exemplo publico aqui a conferência "Classical music with shining eyes" da responsabilidade de Benjamin Zander. É curioso que ela versa um prelúdio de Chopin já apresentado no monami6f sob a etiqueta "músicas da minha vida"!..
A versão apersentada é do youtube já que os vídeos do TED demoram séculos a carregar no blog!..

Agradeço à NF mais esta grande sugestão.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

David Hamilton: a beleza acima de tudo!


Se houve alguém que impressionou e marcou as nossas vidas de jovens fotógrafos amadores essa pessoa foi sem dúvida David Hamilton!

O fotógrafo nasceu em Londres em 1933. Estudou arquitectura e design. Comprou a sua primeira câmara fotográfica enquanto director artístico da revista inglesa Queen. Mais tarde, em Paris, tornou-se fotógrafo profissional. Ao longo de uma carreira de 40 anos vendeu milhões de cópias dos seus livros de fotos, de calendários e postais. Actualmente com 72 anos, a viver em St. Tropez, continua a fotografar embora já não publique o seu trabalho.

David Hamilton foi pioneiro no estilo soft-focus o qual tem sido imitado por muitos outros fotógrafos e tornou-se conhecido pelo “estilo Hamilton”. As suas fotografias são caracterizadas por uma luz natural difusa em que dominam os tons pastel. A técnica dá aos seus trabalhos uma aparência de pintura a óleo impressionista. As fotos salientam-se pela beleza plástica e onírica!

A sua obra levanta algumas questões de ordem ética e moral pelo facto de envolver por vezes jovens adolescentes semi-nuas. Se continua a ser venerada em muitos países como o Japão a verdade é que está também proibida na Nova Zelândia. Nos Estados Unidos de Bush grupos religiosos radicais condenaram livrarias que expõem livros de Hamilton. Preferem as fotos daquela militar na prisão de Abu Ghraib em Bagdad, posando com um prisioneiro na coleira. Questão de gosto!..

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Sara Baras - El Albaicín

Para ultrapassarmos preconceitos...

Hoje é feriado(!) ...

...comemora-se o Dia da Restauração (1640).

A Restauração foi um movimento histórico que levou Portugal à independência a 1 de Dezembro de 1640. A morte de D. Sebastião (1557-1578) em Alcácer-Quibir, apesar da sucessão do Cardeal D. Henrique I (1578-1580), deu origem a uma crise dinástica. Nas Cortes de Tomar de 1580, Felipe II de Espanha é aclamado rei de Portugal. Durante sessenta anos Portugal sofreu o domínio filipino. No dia 1 de Dezembro de 1640, os Portugueses restauraram a sua independência.

Ao contrário daquilo que o monarca prometeu nas cortes de Tomar em 1581, ainda no seu mandato, e de modo mais intenso no reinado seu sucessor, Felipe III, o desrespeito dos privilégios nacionais vinha-se agravando. Os impostos aumentavam; a população empobrecia; os burgueses ficavam afectados nos seus interesses comerciais; a nobreza estava preocupada com a perda dos seus postos e rendimentos; e o império português era ameaçado por Ingleses e Holandeses perante o desinteresse dos governadores filipinos.

Portugal estava envolvido nas controvérsias europeias que a Espanha estava a atravessar, com muitos riscos para a manutenção dos territórios coloniais, com grandes perdas para os ingleses e, principalmente, para os holandeses em África.

Finalmente, um sentimento profundo de autonomia partilhado por toda a população estava a crescer e foi consumado na revolta de 1640, no qual um grupo de conspiradores, constituído por nobres e juristas aclamou o duque de Bragança como Rei de Portugal, com o titulo de D. João IV (1640-1656), dando início à 4ª Dinastia - Dinastia de Bragança.


Já conheço o argumento: esta é a perspectiva dos acontecimentos vista na óptica dos portugueses. Mas o que é facto é que havia um descontentamento generalizado, doutra forma a revolta não tinha tido sucesso! Isto vem a propósito dos comentários de alguns "velhos do Restelo" sobre a nossa situação actual: afirmam eles que a culpa foi do Afonso Henriques!..


Viva Portugal, sempre!!!