sábado, 6 de setembro de 2008

melting pot

Frase do dia:
«Quem vive sem loucura não é tão sensato como pensa»
in "Máximas", de François La Rochefoucauld

Citação do dia: A sinceridade habitual não passa de uma máscara
Toda a acção é necessariamente mal conhecida. Para que não expressemos contradições de momento a momento, precisamos de uma máscara - como acontece se quisermos ser sedutores. Mas é preferível conviver com os que mentem conscientemente, porque esses também sabem ser verdadeiros conscientemente. Porque, a sinceridade habitual não passa de uma máscara, da qual não temos consciência.
Friedrich Nietzsche, in 'A Vontade de Poder'

Música do dia:



Anedota do dia:
O orgasmo tem 10 fases:
- andante: vamos... vamos...
-contábil: hum, hum, hum...
- asmática: ah! ah! ah! ah!
- geográfica: aqui, aqui! aqui!
- matemática: +, +, +!
- religiosa: ai meu Deus! ai meu Deus...
- suicida: acho que vou morrer!
- homicida: se páras, mato-te!
- temporal: agora! agora!
- pós-operatória: também foi bom para ti?

Lista do dia:30 grandes previsões do Homem

Após o primeiro teste cinematográfico de Fred Astaire, o memorando do Diretor de testes da MGM, datado de 1933, dizia assim: Não sabe representar! Ligeiramente calvo! Dança um pouco.
Beethoven segurava o violino desajeitadamente e preferia tocar suas próprias composições, ao invés de aperfeiçoar sua técnica. Comentário do professor: como instrumentista é fraco, mas como compositor não tem qualquer futuro
O professor de Enrico Caruso disse-lhe que ele não tinha voz e que não poderia cantar.
Louis Pasteur foi apenas um aluno mediano nos estudos do ensino secundário e ficou em décimo quinto lugar entre os 22 alunos de Química.
Walt Disney foi despedido pelo editor de um jornal por falta de ideias. Também faliu várias vezes, antes de conseguir construir a Disneylandia.
Os professores de Thomas Edison disseram que ele era burro demais para aprender alguma coisa...
Albert Einstein não falou antes dos quatro anos de idade e não leu antes dos sete. Um professor descreveu-o como “mentalmente lento, insociável e eternamente mergulhado em sonhos imbecis”, e a sua admissão na Escola Politécnica de Zurich foi liminarmente recusada.
Henry Ford fracassou e faliu cinco vezes, antes de ser, finalmente, bem sucedido.
Dezoito editores recusaram a história de 10.000 palavras de Richard Bach «Fernão Capelo Gaivota», até que a Macmillan finalmente a publicou em 1970. Em 1975, já tinha mais de sete milhões de cópias vendidas, apenas nos Estados Unidos.
“O cinema será encarado por algum tempo como uma curiosidade científica, mas não tem qualquer futuro comercial” (Augusto Lumière, 1895, a respeito do seu próprio invento)
“Recuso-me a acreditar que um submarino faça outra coisa além de se afundar no mar e asfixiar sua tripulação” (H.G.Wells, grande escritor inglês, de ficção científica, em 1902)
“O avião é um invento interessante, mas não vejo nele qualquer utilidade militar” (Marechal Ferdinand Foch, professor titular de estratégia na Escola Superior de Guerra da França, 1911)
“Até Julho sai de moda” (Revista Variety, a propósito da música «Rock and Roll», em Março/1956)
“Quando a exposição de Paris encerrar, ninguém mais ouvirá falar em luz eléctrica” (Erasmus Wilson, da Universidade de Oxford, 1879)
“O Raio X é uma mistificação” (Lord Kelvin, físico e presidente da British Royal Society of Science, 1900)
“É totalmente impossível que os nobres órgãos da fala humana sejam substituídos por um insensível e ignóbil metal” (Jean Bolland, da Academia Francesa de Ciências, a respeito do fonógrafo de Thomas Edison, 1878)
“Eles não têm qualquer futuro... são apenas mais um grupo barulhento” (director da Decca, ao ouvir uma fita de teste dos Beatles, rejeitando-os)
«Penso que há mercado mundial talvez para cinco computadores», Thomas Watson, presidente da IBM, 1943
"Mas... para que é que isso serve?», engenheiro da Advanced Computing Systems Division of IBM, 1968, comentando o microchip. (microprocessador)
"Não há qualquer motivo para querermos um computador em casa», Ken Olson, fundador e presidente, da Digital Equipment Corp., 1977
"Este tal telefone tem muitas desvantagens para ser considerado um meio de comunicação. Por isso, o aparelho não tem qualquer valor para nós»," Memo interno da Western Union, 1876.
"Um rádio não tem qualquer valor comercial. Quem pagaria para mandar um mensagem sem um destinatário específico'', David Sarnoff nos anos 20.
"Quem raio quer ouvir os actores a falar?'', H.M. Warner, Warner Brothers, 1927.
“A televisão não vai durar. É uma tempestade num copo d’água“. Mary Somerville, pioneira em radiodifusão educacional, em 1948.
“A televisão não vai durar porque as pessoas irão ficar cansadas de olhar para uma caixa de madeira todas as noites“. Darryl Zanuck, produtor de cinema da 20th Century Fox, em 1946.
“O fonógrafo não tem nenhum valor comercial“. Thomas Edison, inventor norte-americano, nos anos 1880.
“O cavalo está aqui para ficar, mas o automóvel é apenas uma novidade, uma moda“. Presidente do banco de Michigan alertando o advogado de Henry Ford para não investir na empresa, em 1903.
“Que o automóvel praticamente chegou ao seu limite é confirmado pelo facto de que, nos últimos anos, nenhum melhoramento radical foi introduzido.” Revista Scientific American, em 1909
"O Homem nunca chegará à Lua, não obstante todos os avanços científicos do futuro'', Dr. Lee De Forest, inventor do aspirador e um dos pais da televisão.
"Tudo o que podia ser inventado já foi inventado'', Charles H. Duell, Comissário, U.S. Office of Patents, 1899.

5 Boas fotos aqui

Poema do dia:
rápido e rasteiro
(Chacal - poeta brasileiro)

vai ter uma festa
que eu vou dançar
até o sapato pedir pra parar

aí eu paro
tiro o sapato
e danço o resto da vida

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Voltamos à cidade! O Porto (2)

Na nossa passeata pela cidade, desçamos à Ribeira para ver como era.

Este local aprazível, onde vamos tantas vezes, era assim aqui àtrasado.

Em 2008,o quiosque e o mictório davam jeito e faziam sucesso.
Atenção taberneiros, frequentadores da má vida, pecadores, homens da luxúria e dos prazeres mundanos, homens sem perdão e irrecuperáveis para a sociedade, resumindo, meus caros monamis6f:
o página (amarela pois então) deu-me orientações precisas para aquilo que são neste momento as necessidades de uma data de jovens do norte, que andam um bocado à deriva, porque estiveram submetidos ao pecado das férias.
Então, com todo o gosto, dirigi-me ontém ao Castelo da Maia para reservar aquela mesa da cozinha da Requieira, para o pessoal enfardar e conviver na última sexta de Setembro, ou seja, dia 26 a partir das 19h 30m.
Pois bem, a Requieira está de férias entre 1 e 13 de Setembro. Nada de grave.
Encarrego-me de fazer a logística para esse jantar.
Os primeiros 12 a inscrever-se ganharão uma prenda minha a entregar durante o jantar.
As 3 primeiras inscrições têm uma prenda melhorada.
Para a inscrição, basta um comentário estilo "Labrosca já lá está"
As inscrições terão de ser feitas até às 23 horas do dia 23.
Quem não se inscrever, está feito.
Quem se inscrever e faltar, paga na mesma.
Voltarei com indicações preciosas.

Uma rapsódia

Frase do dia:«Posso resistir a tudo... menos à tentação! (Oscar Wilde)

Música do dia:





Lista do dia:
10 razões para escolher uma mulher feia
1. É um mercado promissor. Têm sempre amigas bonitas que por sua vez se sentem seguras porque acreditam que se escolhemos uma feia é porque gostamos das mulheres pela ''beleza interior''. Depois, é só facturar.
2. É emocionante. Vais sentir-te o próprio 007 ao tentar esconder a bruxa dos teus amigos. Treinas os teus dotes teatrais sempre a tentar justificar que não andas verdadeiramente com ela e que a coisa não é séria. É de gargalhada. Depois, são discretas, em público, não tens de estar sempre nos «meles». Ela compreende perfeitamente e aceita que não lhe dês a mão nem andes sempre aos beijos. Iac!!!
3. É seguro. Se a deixares sozinha durante toda a noite num bar ou discoteca podes ter a certeza que ninguém a aborda para porra nenhuma. Podes levá-la para onde quiseres. Ninguém lhe pega. E é garantido que sais acompanhado depois de te teres estado toda a noite a curtir com as giraças e os amigos.
4. É fácil. É fácil. Tem medo que a mandes dar uma volta e dá-te logo o que pretendes - o cabaço, claro. Não precisas de gastar muita letra. De resto, mesmo que sejas horroroso, a possibilidade de ela te mandar dar uma curva é nula. As feias são pragmáticas...
5. É económico. Uma baleia sabe que é uma baleia. E não vai pedir vestidos de costureiro onde não cabe, jantares em restaurantes chiques, nem flores no dia seguinte. No máximo, uma ida à Zara, uma pizza no bar da esquina e umas cervejas numa esplanada manhosa.
6. É um acto de caridade. Sentes-te melhor quando sais com uma feiosa. É a tua boa acção da semana. E até julgas que tens carácter porque não andas só atrás de «bijous» teenagers.
7. É um excelente parâmetro. Imagina duas feias juntas. Uma delas será sempre a "mais bonitinha" do que a outra por piores que sejam. E depois têm sempre alguma vantagem escondida: tipo são boas cozinheiras ou excelentes donas de casa.
8. É interessante. Pode ser que a monstra seja podre de rica. E burra. Mas atenção que isso não é fácil porque a feia verdadeiramente feia e rica sabe maquilhar-se e plastificar-se.
9. É um bom investimento a prazo. Uma feia acha que tem menos direitos, tem medo que a mandes passear, ou pior, lhe digas que nem para trabalhar serve e por isso normalmente executa todas as tarefas domésticas deixando-te o sofá, a televisão e a empregada.
10. É suficiente em casos desesperados. Lembra-te: as muitas feias, como sabem o que são, dão o litro e ultrapassam-se na base da competitividade sexual e supreendem-te naquilo que verdadeiramente conta tornando-se uma glutonas malucas. Na pior das hipóteses, mas na pior mesmo, os golos de bico também contam...

Anedota do dia:
Uma professora do básico de uma escola do Porto, explica à turma que é portista. E pede às crianças da sala que levantem as mãos, caso também torçam pelo Porto.
Todos levantam a mão, excepto a menina no fundo da sala.
A professora olha com surpresa para a menina e diz:
- "Aninhas, por que é que num lebantaste a maum, carago?"
- "Porque eu num tuorço pelo Puôrto - respondeu ela.
E a professora surpreendida perguntou:- "Bomhe, se num tuorces pelo Puôrto, torces por quoem?"
-"Soue do BENFICA, o milhor clube do moundo, e tenho urgulho nisso" - respondeu a menina.
A professora não acreditava no que os seus delicados ouvidos portistas ouviam.
- "Aninhas, que mal fizestes tue para torceres pelo BENFICA, minha filha?"
- "A minha manhe é do BENFICA, o meu paie taumbém, o meu irmãum taumbém, os meus abós taumbém, por isso souhe BENFIQUISTA!" - disse cheia de si...
-"Bomhe!!!" - replicou, já sem a menor paciência, a professora - "Isso num é motibo para ser do BENFICA, carago. Num tens que sier sempre do que os teus pais saum, carago!. Atãum, oube lá, se a tua mãe fosse uma puta, o teu pai um cabrãum, e teu irmãum um gande pandeleiro, o que serias tu entãum???
- "É lógico que aí seria PORTISTA, como a senhora pofessora"

Citação do dia:
INSULTAR É UMA HONRA
Assim como ser insultado é uma vergonha, insultar é uma honra. Por exemplo, mesmo que a verdade, o direito e a razão estejam do lado do meu adversário, não deixo de insultá-lo; desse modo, todas as suas qualidades passam a ser desconsideradas, e o direito e a honra passam a estar do meu lado. Ele, pelo contrário, perdeu provisoriamente a sua honra - até conseguir restabelecê-la, não mediante direito e razão, mas por tiros e estocadas. Logo, a rudeza é uma qualidade que, no ponto de honra, substitui ou se sobrepõe sobre as outras. O mais rude tem sempre razão: para quê tantas palavras? Qualquer estupidez, insolência, maldade que alguém possa ter feito, uma rudeza retira-lhes essa característica e elas são de imediato legitimadas. Se, numa discussão ou conversa, outro indivíduo mostra conhecimento mais correcto do assunto, um amor mais austero à verdade, um juízo mais saudável, mais entendimento que nós, ou se em geral exibe méritos intelectuais que nos deixam na sombra, então podemos de imediato suprimir semelhantes superioridades e a nossa própria mesquinhez por elas revelada e sermos, por nosso turno, superiores, tornando-nos ofensivos e rudes.Pois uma rudeza derrota todo o argumento e eclipsa qualquer espírito; isso se o oponente não tomar parte nela e replicar com outra maior ainda. Não o fazendo, chegamos à vantagem no nobre desafio; desse modo, permanecemos vitoriosos e com a honra do nosso lado. Verdade, conhecimento, entendimento, inteligência e espírito têm de ser desconsiderados e acabam por ser reprimidos pela divina rudeza. Por conseguinte: as «pessoas de honra», tão logo são confrontadas com uma opinião diferente da sua ou simplesmente com um entendimento mais arguto que pode contradizê-las, preparam-se imediatamente para montar no seu cavalo de batalha, e se, numa controvérsia, lhes faltar um contra-argumento, procurarão uma rudeza, que servirá para o mesmo fim e é mais fácil de encontrar. Em seguida, vão-se triunfantes. Nesse caso, já se vê o quão é justo dizer, em louvor do princípio da honra, que ele enobrece o tom em sociedade.
Arthur Schopenhauer, in 'Aforismos para a Sabedoria de Vida'

Poema do dia:
EXÍLIO(Sophia de Mello Breyner Andresen, 1019-2004)

Quando a pátria que temos não a temos
Perdida por silêncio e por renúncia
Até a voz do mar se torna exílio
E a luz que nos rodeia é como grades

E, por fim, o mooooooonstro do dia:
Se queres saber quem é, clica aqui

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Voltamos à cidade! O Porto. (1)

Agora que viemos da praia, voltamos à cidade. E vamos vê-la de duas maneiras: hoje e há que tempos atrás. Enfim, uma ideia para uma pausa entre falabaratos e listas de tralha.


Igreja de Sto. Ildefonso (à Batalha) há uma porrada de tempo.


Em 2008. Apreciem a bela circunferência central, uma linda fonte? Não, será um canteiro de flores? Também não. Será um puliban? Um lava pés? Não sei, digam-me.

Lista: 10 coisas que levaria para uma ilha deserta

Você vai estar numa ilha deserta durante um ano e:

- só pode levar um tipo de comida doce e outra salgada. Quais?
- só uma outra bebida, além de água. Qual?
- só um livro. Qual?
- só um cd. Qual?
- só um filme. Qual?
- só um programa de computador. Qual?
- só um site? Qual?
- só pode fazer uma chamada do telemóvel. Para quem?
- só pode ver um programa de TV. Qual?
- só pode receber uma carta. De quem?

Eis as minhas respostas:
- Ovos moles e tripas
- Champanhe
- Bíblia
- Paixão segundo S. Mateus, Bach
- O Padrinho
- Word
- Google.com
- para a dona
- All in the Family
- dos pequenos

Mandem as vossas respostas, cambada de palmípedes nauseabundos da família dos chimpanzés da Papua Nova Guiné (cá está)...

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Aaaaaaaaaaaaaaaaah!

Aaaaaaaaaaaaaaaah! Renasci para a vida! Voltaram os mestres da literatura varegeira a roçar a treta. Que tormento torturante a vida sem listas! Nada para escolher! Nada para ler, nada para ver, nada para ouvir. Morte absoluta, vida vegetativa. O Espírito voltou a mexer. Sequioso de polémica e esfomeado de conversa analista com distúrbios psíquicos, espevitou para o prazer das leituras que só o nosso oscarizado autor sabe fazer. Mas estou vivo, sim, e devo-o aos poucos monamix’s que mantiveram a aldeia com chama acesa alimentando a minha máquina de sobrevivência. Pronto, agora que já não estou amuado, venham daí dizer coisas para comentar. Bem-vinda querida gente!

Ei! Está aí alguém?

A aldeia monami está silenciosa. Já me sinto como o bardo Assurancetourix a pregar para as calendas! Por analogia, temos também o Página feito o pobre do Ideiafix a latir para as nuvens...

Como é? Tá tudo a nanar? Seus coños...

Quando pensavam que este era um texto de outro nível, eis que... não.
É mesmo uma lista.
A lista das minhas 10 actrizes favoritas (para passar um fim-de-semana numa ilha que eu cá sei, pago pelo orçamento de Estado).
1.Rita Hayworth (durante a rodagem de Gilda)
2.Brigitte Bardot (durante a rodagem de E Deus criou a Mulher)
3.Jane Fonda (durante a rodagem de Barbarella)
4.Meg Ryan (durante a rodagem de When Harry met Sally)
5.Susan Sarandon (em qualquer altura)
6.Ingrid Bergman (durante Casablanca, claro)
7.Raquel Welch (até aos 69 anos)
8.Lana Turner (durante o Carteiro)
9. Claudia Cardinale (Era uma vez no Oeste)
10. Jessica Lange (o Carteiro toca 2xx)


mas atenção que há mais...

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Ser politicamente (in)correcto

Se há coisa que me põe os cabelos em pé é ouvir um daqueles comentários tão na moda: "isso é o politicamente correcto" ou, mais grave, "ele(a) é um(a) politicamente correcto(a)". Tais comentários têm duas leituras possíveis: ou estamos a chamar totó a alguém, ou a querer dizer que a pessoa não foi convicta no que disse, mas tomou uma posição que sabe de antemão ser socialmente bem aceite. A mim, parece-me que vivemos numa época em que é politicamente correcto ser-se politicamente incorrecto. Damos sempre um ar de "enfants terribles", de desalinhados ou, ainda mais romântico, de desajustados, incompreendidos, mas genuinos. Tretas! Não é por aí que mostramos a diferença, que damos um cunho mais pessoal e original à nossa existência.
Eu posso dizer: "é um filho da mãe!". Mas, se quiser dar um toque mais politicamente incorrecto (ou mal educado!) ao comentário posso optar por "é um filho da puta!". Filho da mãe é uma expressão mais macia, mais socialmente aceite. E qual é o mal? Se pensarmos nos milhares de milhões de seres humanos que acordaram esta manhã e chegarão ao fim do dia sem terem dado um murro em ninguém, começaremos a compreender que há algum sentido em sermos politicamente correctos!
Por outro lado, chamar-se politicamente correcto (leia-se totó) a alguém por abraçar causas nobres ou defender ideias que entende serem as correctas, é ainda mais deprimente. Quando por exemplo alguém acusa um outro de ser picuinhas por usar a expressão negro em vez de preto, deveria ir assistir a um jogo de futebol para ouvir das bocas de analfabetos e de doutores(?) frases como: "Vê-se mesmo que és preto!", "só podia ser o preto!" e reflectir sobre as picuinhices de alguns que teimam em respeitar o próximo!
Estou farto da merda dos politicamente incorrectos!

LABROSCA: Mãos à obra!

Atenção: ouvi para aí uns senhores a dizer que o Pagininha está armado em organizador de inbentos e só ele é que trata e mais num sei quê.
Pois bem, desta vez quem vai tratar é o Labrosca. Vai escolher a tasca da Requieira, na Maia. Ele depois dá o croquis. Vai escolher o dia 26, a partir das 19H30, já com as entradinhas do costume em cima da mesa. Vai escolher o tradicional: enchidinhos, pastéis de bacalhau, cebolinha ao sal, e restantes opções dietéticas.
Quem não aparecer mais do que gay, é uma bichona de casa de banho pública sempre a pedir para lhe rebentarem os entrefolhos (já estás a suar das mãos ó k'met nojo?)

Há 46 anos, o senhor João Monteiro Peixoto, comprou o restaurante Requieira, que assim se chamava pelo facto da sua proprietária de então, ser de Requião, uma freguesia de Vila Nova de Famalicão. Decidiu assim, chamar à sua casa Restaurante Antiga Requieira, mantendo desde então a mesma casa, sem lhe mexer e nos mesmos moldes que lhe trouxeram a fama: uma simpática adega onde se podem beber uns copos acompanhados de petiscos vários, uma sala de refeições muito simples, um pátio exterior onde se pode também refeiçoar e a parte mais importante da casa: a cozinha, onde estão duas mesas, uma mais generosa onde podem caber cerca de 8 a 10 pessoas e outra mais pequena, encostada ao balcão que separa esse espaço da cozinha propriamente dita e onde cabem à vontade 5 pessoas. E esta nesta sala/cozinha, com bons presuntos pendurados no tecto, com os tachos reluzentes de limpeza também pendurados, que se pode desfrutar de uma refeição que nunca mais se esquece. Das duas vezes que lá fomos, tivemos a sorte de comer na cozinha e clientes ficámos, pois que enquanto comemos, falamos com a cozinheira, a D.Maria, mulher do sr. João, que nos vai dando dois dedos de conversa e onde para além do mais estamos à vontade para pedir mais comida directamente à sua confeccionadora, que simpaticamente vai dizendo: "o que os senhores quiserem e precisarem". Mas vamos ao que interessa. Para entradas, vamos petiscando umas azeitonas deliciosas, uma broa excelente, uns pasteizinhos de bacalhau que são muito bons, pois têm muito muito bacalhau e um presunto delicioso, cortado mesmo à nossa frente. Para prato principal, lá fomos para um dos estandartes da casa: o bacalhau assado na brasa, em fogão de lenha, mesmo ali à nossa frente. Primeira constatação: o bicho é enorme, bem demolhado e assado no seu melhor ponto. Acompanha o animal, umas batatas cozidas enormes, cortadas longitudinalmente e cozidas em água de mina. São deliciosas, carnudas, cozidas também no seu melhor ponto. Para além destas deliciosas batatas, acompanha também cebolas bem picantes, enormes, sumarentas. Tudo isto regado com um azeite de estalo. Para beber, temos o vinho verde ou maduro, branco ou tinto, saido mesmo dali do lado da adega em canecas directamente dos pipos, ou em garrafas sem rótulos. Seja como for, bom vinho se bebe neste Poiso. Mas nao se pense que a ementa se reduz a isto. Durante a semana pode-se comer desde cozido à portuguesa, bacalhau cozido com grão, carne de porco à alentejana, chispe com feijão branco, feijoada à transmontana,cabrito, carne assada, jardineira e mais coisas boas, todas elas afectas a um dia de semana.


Praça 5 de Outubro, 70 - Santa Maria de Avioso - Maia ( ao Castelo da Maia, esquina com a EN14, Porto/Braga).
tel: 229810153
Fecha ao domingo. Nao aceitam cartões de crédito e nao têm Multibanco. Preço baixo.

Abre ou não o apetite? Eu vou no bacalhau e depois chispe com feijão branco...

Listinha de árias de ópera + poema

Para iniciados e iniciáticos, mas não apenas, aqui vai uma listinha das 25+1 famosas árias de ópera (há outras, há outras)

De Puccini
Nessun Dorma - Turandot
Non Piangere, Liú - Turandot
E Lucevan le Stelle - Tosca
Recondita Armonia - Tosca
Tra voi, Belle - Manon Lescaut
Donna, non vidi mai - Manon Lescaut
Che Gelida Manina - La Boheme
Addio, Fiorito Asil - Madama Butterfly
Ch'ella mi Creda - La Fanciulla del West

De Verdi
La Donna è Mobile - Rigoletto
Questa o Quella - Rigoletto
Brindisi - La Traviata
Niun mi Tema - Otello
Di quella Pira - Il Trovatore
Oh! Fede Negar Potessi - Luisa Miller
Pietá, Rispetto, amore - Macbeth
Celeste Aida - Aida
Vesti la Giubba - I Pagliacci - Leoncavallo
Museta! Testa Adorato - La Boheme - Leoncavallo
Una Furtiva Lagrima - L'elisir D'amore - Donizetti
Spirto Gentil - La Favorita - Donizetti
Cielo e Mar! - la Gioconda - Poncielli
Amor ti Vieta - Fedora - Giordano
O Mio Bambino Caro - Andrea Chenier - Giordano
Come um bel di Maggio - Andrea Chenier - Giordano
Porquoi me Réveiller - Werther - Massenet

LIBERDADE
Armindo Rodrigues (Lisboa, 1904- 1993)

Ser livre é querer ir e ter um rumo
e ir sem medo,
mesmo que sejam vãos os passos.
É pensar e logo transformar o fumo
do pensamento em braços.
É não ter pão nem vinho,
só ver portas fechadas e pessoas hostis
e arrancar teimosamente do caminho
sonhos de sol
com fúrias de raiz.
É estar atado, amordaçado, em sangue, exausto
e, mesmo assim,
só de pensar gritar
gritar
e só de pensar ir
ir e chegar ao fim.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Ministro da Economia com pé-de-atleta

Consta que o nosso Ministro da Economia, Manuel Pinho, apanhou o pé-de-atleta quando partilhou com Michael Phelps uma piscina em Vilamoura... ao que o monami6f apurou o campeão olímpico também não saiu incólume deste encontro: foi contagiado por pé-de-pateta!

Adaptado de Bruno Nogueira em "Tubo de Ensaio"

Morcegos...


Não resisto a partilhar com o público monami esta piada que me foi enviada por um grande amigo via email.

Um novo ano pela frente...

Para mim, o mês de Setembro marca o início de um novo ano. Não é em 31 de Dezembro, entre uma uvas passas engolidas à pressa e uns brindes com champanhe marado, que muda verdadeiramente algo na vida das pessoas. Talvez umas promessas feitas à pressa: que se vai deixar de fumar, que se vai ter uma vida mais desportiva ou abater uns quilitos... e não passa disso. Promessas que se esquecem rapidamente entre duas garfadas de perú e uma fatia de bolo-rei no dia seguinte.
Tudo começa de novo em Setembro. Não há dúvida que esta época tem o seu quê de belo: uma certa nostalgia dos dias de Outono que se adivinham, os amigos que se reencontram...
Sempre gostei particularmente dos dias de praia em Setembro. Pouca gente, tempo ameno, um mar preguiçoso, as histórias e as aventuras de férias trocadas entre amigos... e claro! O Gilbert Bécaud a tocar na rádio!
A propósito do Bécaud, que sempre nesta época sai da prateleira para tocar em tudo quanto é sítio, lembro-me de um programa da rádio absolutamente imperdível que passava aos Sábados nas décadas de 80 e 90 (já não sei em que emissora...) e se chamava "Musicando". Nesta época o seu autor, José Freire, costumava fazer umas misturas geniais entre as versões do tema em francês e em Inglês (a última cantada pelo Neil Diamond). Belos tempos aqueles em que abundavam os programas de Rádio de autor e ainda não reinava a ditadura das play-lists!
Devo confessar que estou com uma vontade abaixo-de-zero para enfrentar o novo ano. O segredo talvez seja, como refere o Página, ir entrando de mansinho na esperança de que o sal e o bronzeado ainda permaneçam algum tempo na pele e na alma...

Embora goste das duas versões, a do Bécaud é a minha preferida. Tem uma letra genial!

Les oliviers baissent les bras
Les raisins rougissent du nez
Et le sable est devenu froid
Oh blanc soleil
Maitres baigneurs et saisonniers
Retournent à leurs vrais métiers
Et les santons seront sculptés
Avant Noël
C'est en septembre
Quand les voiliers sont dévoilés
Et que la plage, tremblent sous l'ombre
D'un automne débronzé
C'est en septembre
Que l'on peut vivre pour de vrai
En été mon pays à moi
En été c'est n'importe quoi
Les caravanes le camping-gaz
Au grand soleil
La grande foire aux illusions
Les slips trop courts, les shorts trop longs
Les hollandaises et leurs melons
De cavaillon
C'est en septembre
Quand l'été remet ses souliers
Et que la plage est comme un ventre
Que personne n'a touché
C'est en septembre
Que mon pays peut respirer
Pays de mes jeunes années
Là où mon père est enterré
Mon école était chauffée
Au grand soleil
Au mois de mai, moi je m'en vais
Et je te laisse aux étrangers
Pour aller faire l'étranger moi-même
Sous d'autres ciels
Mais en septembre
Quand je reviens où je suis né
Et que ma plage me reconnaît
Ouvre des bras de fiancée
C'est en septembre
Que je me fais la bonne année
C'est en septembre
Que je m'endors sous l'olivier