quarta-feira, 22 de setembro de 2010
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Mar de Menorca
Menorca é uma pequena pérola do Mediterrâneo. Não é por acaso que ostenta o título de reserva da biosfera: é singularmente bela e genuína, escapou a um desenvolvimento turístico excessivo - ao contrário de Ibiza e Maiorca -, e conserva de uma forma exemplar o seu património paisagístico e natural.
Tive o privilégio de lá passar 15 magníficos dias de férias. Para não variar, uma parte significativa do tempo foi debaixo de água (e que água!).
Aqui ficam, com a devida autorização, algumas das fotos que o meu filhote registou desses momentos:


Tive o privilégio de lá passar 15 magníficos dias de férias. Para não variar, uma parte significativa do tempo foi debaixo de água (e que água!).
Aqui ficam, com a devida autorização, algumas das fotos que o meu filhote registou desses momentos:


sexta-feira, 17 de setembro de 2010
É já amanhã!

A inauguração simultânea de exposições nas Galerias da Rua Miguel Bombarda é a prova de que, apesar do poder que (des)governa a cidade há um par de anos, o Porto está bem vivo.
Para além das exposições, há sempre muita animação, surpresas e a garantia de uma tarde de sábado muito bem passada. É a partir das 16 horas, não faltem!
Subway Life - António Jorge Gonçalves

"Subway Life" reúne uma selecção feita a partir de três mil desenhos feitos em 10 cidades e é a última paragem de um projecto de vários anos. António Jorge Gonçalves quis dar a volta ao mundo assim: sentando-se no metro e desenhando a primeira pessoa que se sentasse à sua frente.
"A primeira pessoa podia ser um homem quase gigante, quase violento, que quase lhe destrói o caderno em Moscovo. Ou podia ser, na mesma cidade, uma artista que lhe estende um cartão convidando-o para uma exposição. Podia ser uma estudante de Atenas que se acha feia no desenho ou um homem de bigode em São Paulo que se acha pouco parecido e reclama outro retrato. A pessoa em frente podia ser um executivo que segura um caroço de maçã na mão, desconfortável, sem saber o que fazer com ele, mas a todo o custo mantendo a seriedade sueca. Podia ser um londrino com tubos de esferográfica no cabelo ou, em Tóquio, uma mulher que se desleixa e mostra as cuecas. O desenho - imediato, espontâneo, rápido, da primeira pessoa à sua frente - podia supreendê-lo, deixá-lo boquiaberto, como quando olhou para uma mãe-canguru, a imagem final de uma mulher muçulmana em Nova Iorque que durante a viagem de metro e durante o desenho, cobriu o filho que levava ao colo com as suas vestes."
(Ípsilon, 16/9/2010)
Sítio do autor aqui
Cimeira Monami Al
Terá lugar na próxima sexta-feira, dia 24, a Cimeira Monami Al no Tasco O Barqueiro, à Alfândega do Porto, Miragaia, a partir das 20H30. Se estiver bom tempo, cá fora, se não transitamos para dentro.
O menu é o do costume: coisas simples, ligeiras e lights tipo bucho, orelheira, polvo, tripas, rojões, queijo fondue, pimentos padrón, jaquinzinhos em arroz de tomate, etc.
Eu vou levar alguns vinhos para uma volta a Portugal, se algum dos meus amis quiser também pode levar (têm é de ter qualidade garantida).
Aguardam-se rapidamente inscrições (até porque há numerus clausus)
O menu é o do costume: coisas simples, ligeiras e lights tipo bucho, orelheira, polvo, tripas, rojões, queijo fondue, pimentos padrón, jaquinzinhos em arroz de tomate, etc.
Eu vou levar alguns vinhos para uma volta a Portugal, se algum dos meus amis quiser também pode levar (têm é de ter qualidade garantida).
Aguardam-se rapidamente inscrições (até porque há numerus clausus)
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Marcas de uma vida
Texto escrito por uma aluna do Al Prazolam e lido na cerimónia de despedida.
Ao Professor Resende, mais que um professor: um verdadeiro amigo.
Não sei se gostava de Saramago, mas achei esta frase excessivamente adequada a si: "A morte é simplesmente a diferença entre o estar aqui e o já não estar.". E perante esta diferença, perante o facto de uma pessoa simplesmente já não estar, o que é que nos resta? Sim, as memórias.
Recordações de quem essa pessoa foi, do que fez, do que se riu, do que fez rir, do que ensinou, do que encorajou, do que fez crescer. A maior parte das vezes fixamo-nos no último momento, no que aconteceu, no que não devia ter acontecido. Dói. Dói como mais nada no mundo. A verdade é que é esse pensamento que se sobrepõe a tudo o resto, sem nos apercebermos disso. E custa. Mas porque não pensarmos antes na forma como essa pessoa marcou o nosso percurso e em vez de chorarmos darmos por nós a sorrir? Foi isso que aconteceu comigo.
Primeiro chorei. Custava-me a acreditar. Depois, sem dar por isso, fui ao sótão e abri os meus dois cadernos de Físico-química. E dei por mim a sorrir. Tinha muitas frases do Professor nas margens do caderno. Todos nós temos. A verdade é que o Professor Resende nos marcou de uma forma única. E é isso que eu quero relembrar. O Professor Resende escrevia tanto com a mão direita como com a esquerda. Ficámos completamente à nora quando nos apercebemos que umas vezes escrevia o sumário no livro de ponto com uma mão esquerda e outras vezes com outra. E não é que a letra ficava igualzinha?! Uma vez, no final de uma aula, na sala 16 (nunca mais me vou esquecer deste momento...), pegou num pedaço de giz, um em cada mão, e começou a escrever, ao mesmo tempo, com as duas mãos! Ficámos tão boquiabertos que depois só nos ríamos...
E os pontos de exclamação do Professor Resende? Aquilo sim, eram verdadeiras exclamações!quem não se lembra de vê-los no quadro? Ou de tê-los nos testes, a caneta vermelha, sempre de gel, por causa de um arredondamento mal feito ou uma fórmula mal aplicada?
Quando tínhamos sumários atrasados (desde 1875, como ele costumava dizer), o Professor Resende passava-os a computador e dava uma tirinha de papel a cada um. Organização acima de tudo! Ah, e é claro, não nos podemos esquecer daquelas fichas de trabalho com um cabeçalho assim: "Assunto - dois exercícios.".
Pode parecer incrível, mas havia momentos em que as piadas do Professor nos ajudavam a perceber Física e Química. Encontrei algumas delas espalhadas pelos meus cadernos...
Se vocés tivessem que aquecer o leite todos os dias com umo varinha mágica, tinham que se levantar 4 dias antes.
Aquele escritor considerava que a Terra era um ser vivo que reagia a acções sobre ela. Para os átomos é Natal TODOS os dias!
Queriam pôr mais potássio?! Uns querem ver potássio a arder, outros querem ver Lisboa... Mas uma frase que me acompanha até hoje, e da qual me lembro muitas vezes, é esta: Nós fomos formados nas estrelas. Sim, porque nós nascemos nas estrelas, somos feitos de estrelas e no final regressamos às estrelas. Eu acredito que sim. E as estrelas estão ali bem pertinho. Não há nada mais científico. E o Professor vai ser sempre uma estrela dentro de nós.
Maria João Sousa, em nome do 10º e do 11º A (2006-2008)
Ao Professor Resende, mais que um professor: um verdadeiro amigo.
Não sei se gostava de Saramago, mas achei esta frase excessivamente adequada a si: "A morte é simplesmente a diferença entre o estar aqui e o já não estar.". E perante esta diferença, perante o facto de uma pessoa simplesmente já não estar, o que é que nos resta? Sim, as memórias.
Recordações de quem essa pessoa foi, do que fez, do que se riu, do que fez rir, do que ensinou, do que encorajou, do que fez crescer. A maior parte das vezes fixamo-nos no último momento, no que aconteceu, no que não devia ter acontecido. Dói. Dói como mais nada no mundo. A verdade é que é esse pensamento que se sobrepõe a tudo o resto, sem nos apercebermos disso. E custa. Mas porque não pensarmos antes na forma como essa pessoa marcou o nosso percurso e em vez de chorarmos darmos por nós a sorrir? Foi isso que aconteceu comigo.
Primeiro chorei. Custava-me a acreditar. Depois, sem dar por isso, fui ao sótão e abri os meus dois cadernos de Físico-química. E dei por mim a sorrir. Tinha muitas frases do Professor nas margens do caderno. Todos nós temos. A verdade é que o Professor Resende nos marcou de uma forma única. E é isso que eu quero relembrar. O Professor Resende escrevia tanto com a mão direita como com a esquerda. Ficámos completamente à nora quando nos apercebemos que umas vezes escrevia o sumário no livro de ponto com uma mão esquerda e outras vezes com outra. E não é que a letra ficava igualzinha?! Uma vez, no final de uma aula, na sala 16 (nunca mais me vou esquecer deste momento...), pegou num pedaço de giz, um em cada mão, e começou a escrever, ao mesmo tempo, com as duas mãos! Ficámos tão boquiabertos que depois só nos ríamos...
E os pontos de exclamação do Professor Resende? Aquilo sim, eram verdadeiras exclamações!quem não se lembra de vê-los no quadro? Ou de tê-los nos testes, a caneta vermelha, sempre de gel, por causa de um arredondamento mal feito ou uma fórmula mal aplicada?
Quando tínhamos sumários atrasados (desde 1875, como ele costumava dizer), o Professor Resende passava-os a computador e dava uma tirinha de papel a cada um. Organização acima de tudo! Ah, e é claro, não nos podemos esquecer daquelas fichas de trabalho com um cabeçalho assim: "Assunto - dois exercícios.".
Pode parecer incrível, mas havia momentos em que as piadas do Professor nos ajudavam a perceber Física e Química. Encontrei algumas delas espalhadas pelos meus cadernos...
Se vocés tivessem que aquecer o leite todos os dias com umo varinha mágica, tinham que se levantar 4 dias antes.
Aquele escritor considerava que a Terra era um ser vivo que reagia a acções sobre ela. Para os átomos é Natal TODOS os dias!
Queriam pôr mais potássio?! Uns querem ver potássio a arder, outros querem ver Lisboa... Mas uma frase que me acompanha até hoje, e da qual me lembro muitas vezes, é esta: Nós fomos formados nas estrelas. Sim, porque nós nascemos nas estrelas, somos feitos de estrelas e no final regressamos às estrelas. Eu acredito que sim. E as estrelas estão ali bem pertinho. Não há nada mais científico. E o Professor vai ser sempre uma estrela dentro de nós.
Maria João Sousa, em nome do 10º e do 11º A (2006-2008)
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Ao Al
(S)MILES PARA ESTE VERÃO! As palavras queimam quando se trata de falar de um amigo que nos deixou. Ficam connosco a tua memória, a tua inteligência e a sensibilidade que revelavas em cada palavra escrita.
(S)MILES PARA ESTE VERÃO! A ironia do destino encarregou-se de transformar o teu último post num epitáfio tão brilhante quanto desconcertante que nos deixa uma esmagadora sensação de vazio.
Adeus companheiro.
(S)MILES PARA ESTE VERÃO! A ironia do destino encarregou-se de transformar o teu último post num epitáfio tão brilhante quanto desconcertante que nos deixa uma esmagadora sensação de vazio.
Adeus companheiro.
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Al Prazolam, 1961-2010
Este blogue está de luto e assim permanecerá até ao fim dos seus dias...
“Apesar das ruínas e da morte,
Onde sempre acabou cada ilusão,
A Força dos teus sonhos é tão forte,
Que tudo renasce a exaltação
E nunca as minhas mãos ficam vazias”.
Sophia
E não me apetece dizer mais nada...
“Apesar das ruínas e da morte,
Onde sempre acabou cada ilusão,
A Força dos teus sonhos é tão forte,
Que tudo renasce a exaltação
E nunca as minhas mãos ficam vazias”.
Sophia
E não me apetece dizer mais nada...
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Inesquecíveis
Passaram 50 anos (bela idade!) desde que os Beatles começaram a (en)cantar o mundo. Aqui fica uma das minhas musiquinhas preferidas (sem que a escolha fosse muito apurada tal a dificuldade do exercício!).
Para os interessados fica aqui a história desta belíssima canção.
Para os interessados fica aqui a história desta belíssima canção.
sábado, 14 de agosto de 2010
É impossível esquecer
Férias são férias. Os circuitos que me ligam ao dia-a-dia desligam-se, é tempo de liberdade e de prazer. O "preocupómetro" fica bem arrumado nos confins da massa cinzenta envolto numa saudável preguiça. Quase nada me chateia! Há contudo um tema que, embora procure evitar, tem teimado em vir à tona e criado angústia, frustração, e desalento: os incêndios. Pensar que neste momento estão a desaparecer para sempre lugares que percorri e que me preencheram de uma forma tão completa... é uma sensação esmagadora, impossível de evitar (embora os dramas humanos envolvidos ainda sejam mais graves!). É demasiadamente mau para ser verdade.
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
sábado, 7 de agosto de 2010
Be Happy
Tão simples e... tão bonito
Dedicado ao Óscar (ultimamente muito arredado das lides bloguistas...)
Dedicado ao Óscar (ultimamente muito arredado das lides bloguistas...)
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