sábado, 31 de outubro de 2009

Uma embirração muito minha


Aspirantes a ricos, a alcançarem visibilidade; gente que se delicia em acompanhar a vida de outros (que são na maioria das vezes desinteressantes, feios, e que não têm um pingo de vergonha em exporem as suas vidas na praça pública); que gasta o seu tempo e o seu dinheiro a comprar revistas sociais e "cor-de-rosa"...
Sinceramente não compreendo! (Serão resquícios históricos de uma burguesia enciumada e ávida de títulos nobiliárquicos?)
Pobre de uma sociedade cujos membros têm aspirações (ainda que secretas) tão mesquinhas, tão patéticas e tão básicas.

Esta é uma das minhas embirrações de sempre que me foi relembrada recentemente pelo popular dr. Júlio Machado Vaz no seu programa "O Amor É..." ao criticar aqueles que desdenham de tais revistas e que, na sua opinião por mera snobeira, se escusam a revelar que também lêem esse tipo de informação. "Até tu, Brutus?.."

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

20 000 visitas…

… de 87 países em cerca de um ano e meio de existência.
Não estamos sós.

(dados do sitemeter)

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

100


Uma década em cem fotografias. Uma realização da Agência Reuters.

Entrada aqui

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Cimeira monami é já na sexta!


Praia de Valadares, 21/7/2009

Como habitualmente ainda ninguém se chegou à frente. À falta de outra alternativa proponho um belo prego-no-prato no Bar do Alex. Digam coisas!

Stan Getz e Kenny Barron

Este belíssimo tema, People Time, faz parte do último trabalho realizado por Getz 11 meses antes da sua morte. Foi gravado ao vivo a 3, 4, 5 e 6 de Março de 1991 no Café Montmartre em Copenhaga. Ao lirismo de Barron o saxofonista junta sensualidade, beleza e nostalgia. Música intemporal tocada por génios imortais. Uma criação maior que em meu entender deve encher-nos a nós, humanos, de genuíno orgulho.

sábado, 24 de outubro de 2009

Willy Ronis, monstro sagrado da fotografia francesa

Contemporâneo de Robert Doisneau e Henri Cartier-Bresson, Willy Ronis morreu em Paris, há pouco mais de um mês, aos 99 anos de idade. Considerado um dos mais importantes representantes da fotografia humanista, Ronis parou de fotografar somente em 2001. É hoje unanimemente considerado uma das maiores referências mundiais da fotografia.

Gostos

Porto, 6/5/2009

Un hombre que cultiva su jardín, como quería Voltaire.
El que agradece que en la tierra haya música.
El que descubre con placer una etimología.
Dos empleados que en un café del Sur juegan en silencio ajedrez.
El ceramista que premedita un color y una forma.
El tipógrafo que compone bien esta página, que tal vez no le agrade.
Una mujer y un hombre que leen los tercetos finales de un canto.
El que acaricia a un animal dormido.
El que justifica o quiere justificar un mal que le han hecho.
El que agradece que en la tierra haya Stevenson.
El que prefiere que los otros tengan razón.
Esas personas que se ignoran, están salvando el mundo.


Jorge Luis Borges in A Cifra

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Rodrigo Y Gabriela

De novo a guitarra tocada ao mais alto nível, desta vez nas mãos do fabuloso duo mexicano Rodrigo y Gabriela. Uma agradável surpresa vinda do outro lado do Atlântico. Para ver, ouvir e pasmar!..




quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Deus não é justo!

Ainda há poucos dias o tão mal amado José Saramago referia-se à Bíblia como um livro de maus costumes que revela um Deus cruel e vingativo. Olhando à nossa volta só podemos concluir que, caso exista, Deus é injusto ao distribuir sorte, qualidades e atributos de uma forma tão díspar. A prova do que afirmo está aqui.

A vida e o tempo



A expressão “tempo é dinheiro” tornou-se aceitável, mas na verdade não é. A obsessão pelo tempo enche-nos o dia no acto de contar, medir, pesar e reduzir valores não quantificáveis a outros que o sejam. Tudo o que parece calculável, rigoroso ou científico, de facto raramente o é, mas repercute-se num progressivo abandono do humano, limita a vida em largura e empobrece algo que, por natureza, não é renovável.

Sem compreendermos e defendermos que a vida própria é, em si, uma ocupação, uma tarefa que ninguém pode fazer por nós, não logramos sequer alcançar a liberdade de a viver, bem ou mal.

Protágoras

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Surface

SURFACE is an experimental film, exploring the emotional journey from an underground urban perspective. This 'urban symphony' transforms human actions and street objects into beats that harmoniously compose a grand audio and visual composition. The film emphasizes the ideas of point of contact, human identity and notion of live footprints.