quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Um dia de esperança

Há momentos assim. Hoje acordamos com um nova esperança. Obama ganhou e a América continua a ser capaz de surpreender o mundo. O progresso, o ambientalismo e o humanismo ficaram adiados há oito anos. Ontem, voltou a vencer o idealismo e a utopia.
Yes we can! Que a onda de luz e optimismo, esta brisa que sopra do Atlântico, refresque também as nossas vidas e lhes dê um novo ânimo!

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Goin home, Yankee, Goin home...

Para dar uma força ao homem...

Yes we can!

Roteiro para encher o bandulho...

De cima para baixo, estes restaurantes não falham. Podem é não ser muito baratos, mas que se dane, a vida são dois dias e já acabamos o primeiro.

- Casa da Calçada, Amarante - bom, mas caro.
- Bagoeira, Barcelos - rústico, bom no Inverno.
- Abade de Priscos, Braga - funciona sempre bem.
- Adega do Sossego, Paderne - bom de lampreia.
- Panorama, Melgaço - rústico.
- Estalagem da Boega, Gondarém - ideal para uma escapada.
- Adega Faustino, Chaves - Típico.
- São Gião, Guimarães - Bom, mas caro.
- Quinta da Camposa, Maia - vale a visita.
- Fernando - Matosinhos - Rei do peixe, mas caro.
- Veleiros, Matosinhos - Bom de polvo.
- Gaveto, Matosinhos - Bom de arroz de lampreia.
- O Artur - Mirandela - rei da posta... mirandesa, claro!
- À mesa com Bacchus - Porto - bom, mas caro
- Abadia, Porto - um clássico.
- Adega Vila Meã - outro.
- Adega São Nicolau - outro.
- Foz Velha - outro.
- Rogério do Redondo - outro.
- Cá te espero - Santo Tirso - vale a pena
- Camelo - Viana - não falha.
- O Lagar - Arcos de Valdevez - maravilha.
- Carvalheira - Ponte de Lima - surpreende.
- Mário Luso - Carvalhos - outro clássico.
- Sebastião Alfaiate - Gaia - o primeiro que conheci em Portugal.
- Casa Vidal - Aguada de Cima - imperador do Leitão


De Aveiro para baixo voltarei em próxima ocasião.

Hoje, ou o mulato ganha ou a Baracka Abana

Tenho fé neste gajo...
Mas também já tive noutros e foi o que se viu.
Melhor, nunca tendo fé em nenhum político, é o menos rançoso. Se fosse americano votava no gajo. Mesmo não sendo, também...

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Ansel Adams, o paisagista








Ao longo da sua longa e prolífica carreira, Ansel Adams fotografou essencialmente os grandes espaços. O seu trabalho deixa transparecer a beleza redentora da natureza selvagem e alerta inevitavelmente para a importância da sua preservação. Dono de um apurado sentido estético e de um grande perfeccionismo, tinha ainda um domínio técnico ímpar da arte de fotografar, de revelar e ampliar.
Com Ansel Adams a arte fotográfica foi elevada ao domínio do superlativo.

Os tintins do Magalhães...

- Sócrates comparou o computador Magalhães ao Tintim...
- E disse que os assessores mexem nos tintins todos os dias...

Manuela Ferreira Leite entrevistada

Momento brilhante de humor. Vale a pena (re)ver!..

domingo, 2 de novembro de 2008

A minha primeira amiga!




Ao longo da vida todos temos encontros mais ou menos marcantes, pequenos episódios que ficam a balançar nevoentos na nossa memória, muitas vezes tingidos pelas cores douradas da nossa vontade e respectiva idade.

Vou contar um:

Entre os cinco e os sete anos vivi numa localidade angolana chamada Caxito e que mais tarde seria, por massacrada até à terraplenagem aquando da guerra, repetidamente falada nos telejornais.
Caxito tinha mais uma grande barragem (Mabubas) e uma grande fazenda (Tentativa) de cana de açúcar. Tirando isso, que era quase tudo, tinha uma pequena distribuidora de cerveja Nocal, um hotel, duas igrejas e um coreto.

Eu vivia junto à igreja grande e à rua principal (ver fotos acima) numa casa simples, térrea, e tinha como vizinhos um casal mais abastado com uma grande casa de família, carros, garagem, empregados, jardim enorme, cães e o diabo a nove. O casal tinha três filhas. Uma mais velha, outra bebé e a do meio com a minha idade, sensivelmente. Lembro-me muito bem desta. Éramos amigos, vizinhos, brincávamos juntos e eu gostava muito dela.

No meu penúltimo dia no Caxito, andava a brincar na varanda, e a minha mãe disse-me: «Olha, temos de ir ali a casa da Dona XXX porque morreu o Sr XXX». Fiquei lívido. Era a primeira vez que contactava com a morte assim de perto, conhecia bem o senhor e fiquei estarrecido.
Lá fui e fiquei sentado, na sala, onde velavam o corpo, sem conseguir olhar para o caixão; fiquei sentadinho a olhar para o chão, muito quieto, ao lado da minha mãe uma boa parte da tarde (como bem comportado que era - sina de filho único).
Rente à noite, a Senhora XXX perguntou-me: «Podes ir buscar a YYYY (a tal filha do meio) a casa da minha irmã»? Era tudo na mesma rua e eu disse que sim senhora. E lá fui.

Fui ter com a minha amiga que tinha acabado de perder o pai e sinceramente não sabia o que dizer. Não tinha nada para dizer. Fui buscá-la e viemos de mão dada pela rua fora sem trocar palavra. De súbito, ela parou, baixou-se, e apertou-me os cordões de um dos sapatos (ainda hoje sou preguiçoso com isso).
Eu fiquei imóvel, embasbacado, não queria que ela fizesse aquilo, mas não sabia como reagir e nem tempo tive para a deter. Quando se levantou, duas grandes lágrimas rolavam-lhe pela cara abaixo, tentou sorrir e eu ainda fiquei mais aturdido. Queria dizer-lhe que estava triste, mas não consegui. Lembro-me que sentia um nó absoluto e definitivo na garganta. Lá continuámos rua fora, de mão dada, silenciosos até casa.

No dia seguinte deixei o Caxito (onde nunca mais voltei) em direcção ao Ambrizete e nunca mais vi a minha amiga.
Mas onde quer que esteja, espero que os deuses lhe tenham sido favoráveis...

Para quem não gosta do banho...

Loucura ou criatividade? Cada vez mais ultrapassados pelo gel-de-banho, os sabonetes tentam recuperar o espaço perdido. A avaliar pelos exemplos prometem dar uma boa luta!

Safari fotográfico de Outono


Programa:
- Saída por volta das 8 horas. Local de encontro a definir (aceitam-se sujestões!). Deverá ser um lugar que dê para tomar um café e para deixar os carros que não forem necessários.
- Sessão fotográfica na Mata do Mezio e no Soajo (da parte da manhã).
- Almoço no Soajo (a menos que queiram optar pela sandocha!..).
- Passeio de carro pelo percurso Soajo/Castro Laboreiro (opcional).

Notas:
1) O safari realizar-se-á no sábado independentemente das condições meteorológicas (tempo encoberto com nevoeiro seria o ideal!);
2) Era importante saber rapidamente quantos somos a fim de marcar o almoço (se é que estão interessados na componente gastronómica do evento!..).

Fico a aguardar as vossas respostas. Divulguem o evento junto dos monamis mais distraídos!!!



Distraídos...

Eis uma música para hoje, domingo, ao fim da tarde, com um gin na mão a pensar que numa tarde quente de Verão...

sábado, 1 de novembro de 2008

Acta de Sexta-feira, 31 Outubro 2008
Era um no Alex.
Respirava o ar da brisa marinha que a noite torna mais intenso.
Eram dois no Alex.
O frio apertava os estômagos já vazios a desejarem alimento.
Eram 20 horas e estavam três no Alex.
Mais cumprimentos, mais um carioca de limão para a sossega.
Eram quatro no Alex.
Vai um suminho de limão que a constipação não espera.
Mais cumprimentos e abraços, e quantos filhos já tens, e o teu carro é maior que o meu, e três vezes nove vinte e sete, vamos mas é andando para Estarreja.
Lá fomos, noite fora, no desenrolar da conversa que entre amigos nunca se esgota o tema.
Trezentas e trinta e três curvas adiante, e lá chegamos à Junta de Freguesia de Salreu, pagas tu e como eu?
Vinte passos abaixo e pela pequena entrada lá entramos no Restaurante Casa M...
Confesso que me veio à cabeça o tema "Old Folks" tantas vezes rodado no vinilo com Dusko Goykovich, Ferdinand Powel, Tete Montoliu, Joe Nay e Robert Langereis.
Entramos com a vontade de confirmar o que já prometia a primeira impressão da entrada.
Duas pequenas salas acolhedoras, decoração equilibrada, sóbria e de bom gosto.
Limpeza fabulosa.
Empregados e patrão do melhor.
Sentados, atiramos um olhar fulminante a que as mãos não resistiram a provar uma broa frita em azeite de se lhe tirar o chapéu (se o tivessemos).
Apenas comemos arroz de grelos com pimentos e ervas aromáticas (excessivamente bom).
Orelha de porco grelhada com ervas finas (ligação perfeita com o dito cujo).
Lulas recheadas com alheira.
Pataniscas de bacalhau e de polvo.
Feijoadazinha.
Moelas.
Vinho
da casa (excepto para o simpático condutor) , de um local pura e simplesmente mágico: Pias-Alentejo.
Doces porque estamos a ficar magros.
Cafés para aguentar o regresso ao Alex.
Preço igualmente simpático.
Vim a pensar com os meus botões, como é possível existir um restaurante deste nível neste local ???
Venham mais monamis6f com sugestões destas, porque, como dizia a canção "o que faz falta é animar a malta"

Sofre coração...

Fazia falta esta diva no nosso ninho de águia. Agora já não faz.

Henri Cartier-Bresson: o fotógrafo do instante decisivo

Considerado por muitos como O FOTÓGRAFO, Cartier foi um dos artistas mais relevantes do séc XX. Introduziu o conceito de "instante decisivo", o preciso momento em que é disparado o obturador e se deve, segundo Cartier, ter alinhada a cabeça, o olho e o coração. O artista chama a atenção para o facto de a foto não ser a mesma um milésimo de segundo antes ou depois de soar o "clique". Esta tese foi posta em causa com a introdução das câmaras digitais. O "momento mágico" é, actualmente, muitas vezes relegado para segundo plano dada a capacidade das máquinas fotográficas dispararem a velocidades enormes e de obterem instantaneamente as fotos. Hoje, mais que nunca, devemos reflectir nas palavras do mestre e procurar encontrar de novo os instantes decisivos.