domingo, 6 de setembro de 2009
sábado, 5 de setembro de 2009
Fotografar em S. Miguel (II)
Bota Barqueiro
A jeito de redimir a falta colectiva da última sexta-feira de Agosto, serviu a pretexto a primeira sexta-feira de Setembro.
Fim de tarde calmo e agradável.
Isabel (imparável no magnífico vestido azul escuro metálico em folhos horizontais tipo escama de peixe, sandália de dedo creme, corpo bronzeado, uma simpatia):
bota uma mesa cá fora para quatro
bota finos
bota torradinhas
-sinto o ângulo diferente
bota azeitonas em azeite com pimenta vermelha
-há festa?
-a Lia faz 27 anos.Toca violino.Voa Lia.
-este toca flauta
bota queijo camembert flamejado
-a tua máquina tem controle da profundidade de campo?
bota finos
ao lado, vão chegando os convidados da Lia
bota cinzeiro
chega a Lia bronzeada, linda, vestido brilhante, justo, a fazer imaginar uma forma perfeita, sandálias a condizer, a alegria das redondezas
bota polvo em molho verde
-fui de férias
bota pataniscas
-magoei-me no joelho
bota finos
-estive nos Açores e mergulhamos
bota sardinhas pequenas fritas em farinha de milho
-vim de férias
bota tripas à moda de feijoada
-vou de férias
bota tripinhas enfarinhadas com rojões miniatura
-não vem mais ninguém?
bota finos
-gostei muito das tuas fotografias
bota iscas de fígado de cebolada
-O meu ângulo está na mesma
bota finos
bota cafés
bota a conta
vamos na vazante?
Fim de tarde calmo e agradável.
Isabel (imparável no magnífico vestido azul escuro metálico em folhos horizontais tipo escama de peixe, sandália de dedo creme, corpo bronzeado, uma simpatia):
bota uma mesa cá fora para quatro
bota finos
bota torradinhas
-sinto o ângulo diferente
bota azeitonas em azeite com pimenta vermelha
-há festa?
-a Lia faz 27 anos.Toca violino.Voa Lia.
-este toca flauta
bota queijo camembert flamejado
-a tua máquina tem controle da profundidade de campo?
bota finos
ao lado, vão chegando os convidados da Lia
bota cinzeiro
chega a Lia bronzeada, linda, vestido brilhante, justo, a fazer imaginar uma forma perfeita, sandálias a condizer, a alegria das redondezas
bota polvo em molho verde
-fui de férias
bota pataniscas
-magoei-me no joelho
bota finos
-estive nos Açores e mergulhamos
bota sardinhas pequenas fritas em farinha de milho
-vim de férias
bota tripas à moda de feijoada
-vou de férias
bota tripinhas enfarinhadas com rojões miniatura
-não vem mais ninguém?
bota finos
-gostei muito das tuas fotografias
bota iscas de fígado de cebolada
-O meu ângulo está na mesma
bota finos
bota cafés
bota a conta
vamos na vazante?
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
VAI UMA LISTINHA A PROPÓSITO DO "POST" ANTERIOR?
(Muito, muuuuuiiiiito intelectualóide)
.
.
.
Memento homo, quia pulvis es et in pulverem reverteris
Lavabo manus meas
Lucri causa
Ne sutor ultra crepidam
Nimium ne crede colori
Non omne id quod fulget aurum est
Oculos habent et non videbunt
Pecuniae obediunt omnia
Piscis natare doces
Plus in meledicto quam in mano est injuria
Qui se ipsum laudat cito derisorem invenit
Qui semel furator semper fur est
Quousque tandem, Catalina, abutere patientia nostra?
Rudis indigestaque moles
Sunt verba et voces, praetereaque nihil
Tarde venientibus ossa
Vulpes pilum mutat, non mores
Cum brutis non est luctandum
Cave illum semper qui tibi imposuit semel
Amicus Plato, sed magis amica veritas
Ad nauseam
Lavabo manus meas
Lucri causa
Ne sutor ultra crepidam
Nimium ne crede colori
Non omne id quod fulget aurum est
Oculos habent et non videbunt
Pecuniae obediunt omnia
Piscis natare doces
Plus in meledicto quam in mano est injuria
Qui se ipsum laudat cito derisorem invenit
Qui semel furator semper fur est
Quousque tandem, Catalina, abutere patientia nostra?
Rudis indigestaque moles
Sunt verba et voces, praetereaque nihil
Tarde venientibus ossa
Vulpes pilum mutat, non mores
Cum brutis non est luctandum
Cave illum semper qui tibi imposuit semel
Amicus Plato, sed magis amica veritas
Ad nauseam
.
.
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(in Dicionário da Língua Portuguesa, páginas 1909 a 1958, Porto Editora, 7ª edição)
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Mea culpa de Sócrates
Vale tudo na caça aos votos, mesmo as mentiras mais descaradas! Não haverá o mínimo de bom senso nesta gente? Ou será que nos tomam a todos por lorpas?
Isto só se for para rir...
Isto só se for para rir...
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Rrãããtrê, sexta, dia 4, 19H30, no Barqueiro...
Cumbucatória
É verdade, não é fim de mês e embora as tradições sejam para se cumprir, também se podem quebrar, mas devemos cumpri-las para as podermos quebrar, conquanto as cumpramos, etc., etc., estão a ver a ideia?
Então, a pedido de vários pater familias vamos ter uma sexão (deve ler-se sessão) orgíaca no Barqueiro, defronte da velha Alfândega, pelas 19H30 da próxima sexta, já depois de amanhê.
Teremos arroz malandrinho, sardinhita, pataniscas, pimentos padrón, tripinha enfarinhada, rojões, moelas e iscas. Cerveja, branco da Lixa ou tinto levado cá pelo mois. Café.
Pecado máximo extra: dois cigarros por cabeça...
O resto bai ser cumberça fiada.
Cu(m)firme se faxa bôr...
É verdade, não é fim de mês e embora as tradições sejam para se cumprir, também se podem quebrar, mas devemos cumpri-las para as podermos quebrar, conquanto as cumpramos, etc., etc., estão a ver a ideia?
Então, a pedido de vários pater familias vamos ter uma sexão (deve ler-se sessão) orgíaca no Barqueiro, defronte da velha Alfândega, pelas 19H30 da próxima sexta, já depois de amanhê.
Teremos arroz malandrinho, sardinhita, pataniscas, pimentos padrón, tripinha enfarinhada, rojões, moelas e iscas. Cerveja, branco da Lixa ou tinto levado cá pelo mois. Café.
Pecado máximo extra: dois cigarros por cabeça...
O resto bai ser cumberça fiada.
Cu(m)firme se faxa bôr...
Fotografar em S. Miguel (I)
A fotografia em S. Miguel é definitivamente a cores (pelo menos de acordo com a minha sensibilidade!..).
Em primeiro lugar domina o azul: do mar, omnipresente, e do céu. O azul nos Açores é dominado por uma miríade de cambiantes de tons e brilhos fruto das nuvens que ora se apresentam brancas, emprestando ao cenário belos tons de pastel, ora descem na ilha e a cobrem de nevoeiros que acentuam o verde da paisagem. Esta é a cor dominante do interior da ilha que apresenta uma vegetação luxuriante e bela, feminina porque nunca agreste, mas suave como um jardim inglês. Lá não se encontram plantas espinhosas, arbustos rasteiros, resistentes, sobreviventes às agruras do clima como nas montanhas do continente ou nas zonas de influência mediterrânica. Tudo parece que está lá para agradar. Para encher de doçura os nossos olhos. Os aromas a flores dão o toque final neste pequeno espaço de harmonia.
O preto é também uma cor dominante: das areias e das rochas vulcânicas, dos basaltos das casas, das ruas e igrejas (que são às dezenas!).
O preto surge ainda em contraste com o branco nas paredes das casas caiadas e nos milhares de vacas que salpicam a paisagem e lhe dão um ar particularmente bucólico.
Durante a minha estadia na ilha não tive muitos momentos dedicados em exclusivo à fotografia, daqueles em que precisamos de uma serenidade e de uma postura muito próprias de modo a deixarmos a nossa sensibilidade e os nossos sentidos fruírem através da máquina. Ainda assim deixo-vos alguns dos momentos que por lá registei. Oxalá gostem!




Em primeiro lugar domina o azul: do mar, omnipresente, e do céu. O azul nos Açores é dominado por uma miríade de cambiantes de tons e brilhos fruto das nuvens que ora se apresentam brancas, emprestando ao cenário belos tons de pastel, ora descem na ilha e a cobrem de nevoeiros que acentuam o verde da paisagem. Esta é a cor dominante do interior da ilha que apresenta uma vegetação luxuriante e bela, feminina porque nunca agreste, mas suave como um jardim inglês. Lá não se encontram plantas espinhosas, arbustos rasteiros, resistentes, sobreviventes às agruras do clima como nas montanhas do continente ou nas zonas de influência mediterrânica. Tudo parece que está lá para agradar. Para encher de doçura os nossos olhos. Os aromas a flores dão o toque final neste pequeno espaço de harmonia.
O preto é também uma cor dominante: das areias e das rochas vulcânicas, dos basaltos das casas, das ruas e igrejas (que são às dezenas!).
O preto surge ainda em contraste com o branco nas paredes das casas caiadas e nos milhares de vacas que salpicam a paisagem e lhe dão um ar particularmente bucólico.
Durante a minha estadia na ilha não tive muitos momentos dedicados em exclusivo à fotografia, daqueles em que precisamos de uma serenidade e de uma postura muito próprias de modo a deixarmos a nossa sensibilidade e os nossos sentidos fruírem através da máquina. Ainda assim deixo-vos alguns dos momentos que por lá registei. Oxalá gostem!





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