quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Hope

Entre muitas publicações do vasto universo bloguístico sobre as eleições americanas, uma chamou-me especialmente a atenção. É da responsabilidade de João Galamba e foi posta no http://jugular.blogs.sapo.pt/ .

"Ter esperança é não aceitar que exista uma natureza humana. Ou melhor, é não aceitar que o homem possa ser reduzido àquilo que ele é ou foi até hoje. É acreditar que para além da realidade empírica também existe uma realidade possível, que não se esgota no presente. A origem da ideia de possibilidade, de futuro, que fundamenta a esperança, é religiosa, e foi secularizada e apropriada politicamente pela esquerda. Mas o acreditar da esquerda não é uma passividade religiosa, que espera a graça de Deus. Nem consiste numa alienação da nossa responsabilidade colectiva perante o mundo em que vivemos. Aqueles que olham para os 'Hope' e 'Change' de Obama e só vêem messianismo religioso, não percebem que essas palavras não são rótulos nem artifícios retóricos encantatórios. Elas articulam um projecto político progressista e não fazem qualquer sentido quando abstraídas do conteúdo desse projecto.
Permitam-me este salto: Quando Louçã diz que Obama não é de esquerda, ele revela sobretudo o arcaísmo ideológico e o lado caduco da esquerda que ele representa".

2 comentários:

  1. Acredito em Deus.
    Não vou à missa.
    Tenho uma vasta colecção de música sacra.
    Não compreendo o post.
    Ter esperança?
    A natureza humana nada mais é que a própria esperança.
    Espero eu...

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  2. E o esplendor dos mapas, caminho abstrato para a imaginação concreta,
    Letras e riscos irregulares abrindo para a maravilha.

    O que de sonho jaz nas encadernações vetustas,
    Nas assinaturas complicadas (ou tão simples e esguias) dos velhos livros.

    Tinta remota e desbotada aqui presente para além da morte,
    O que de negado à nossa vida quotidiana vem nas ilustrações,
    O que certas gravuras de anúncios sem querer anunciam.

    Tudo quanto sugere, ou exprime o que não exprime,
    Tudo o que diz o que não diz,
    E a alma sonha, diferente e distraída.

    Ó enigma visível do tempo, o nada vivo em que estamos!

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