sábado, 31 de maio de 2008

Porto/Gaia é claro...



E esse teu ar grave e sério
num rosto de cantaria

que nos oculta o mistério

dessa luz bela e sombria


poema copiado mas a propósito

3 comentários:

  1. Vem sentar-te comigo, Lídia, à beira do rio.
    Sossegadamente fitemos o seu curso e aprendamos
    Que a vida passa, e não estamos de mãos enlaçadas.
    (Enlaçemos as mãos).

    Depois pensemos, crianças adultas, que a vida
    Passa e não fica, nada deixa e nunca regressa,
    Vai para um mar muito longe, para o pé do Fado,
    Mais longe que os deuses.

    Desenlacemos as mãos, porque não vale a pena cansarmo-nos.
    Quer gozemos, quer não gozemos, passamos como o rio.
    Mais vale saber passar silenciosamente.
    E sem desassossegos grandes.

    ResponderEliminar
  2. Como nuvens pelo céu
    Passam por mim.
    Nenhum dos sonhos é meu
    Embora eu os sonhe assim.
    São coisas no alto que são
    Enquanto a vista as conhece,
    Depois são sombras que vão
    Pelo campo que arrefece.

    Símbolos? Sonhos? Quem torna
    Meu coração ao que foi?
    Que dor de mim me transforma?
    Que coisa inútil me dói?

    ResponderEliminar